— Por enquanto, nada — Marlon respondeu, a voz carregada de uma frieza estratégica. — Vou deixar ela viver a vida de rainha lá com os seus pais. Deixar ela acreditar que o plano foi perfeito, que o "Pivô" é um bicho burro que ainda está batendo na sombra dela. O pânico me atingiu novamente, mas desta vez não era por mim. — Mas eles podem correr perigo! — exclamei, sentindo o ar fugir. — Ela é uma criminosa, Marlon! Ela é perigosa, instintiva... Meus pais não sabem com quem estão lidando. Eles acham que ela sou eu! Marlon deu um passo em direção à janela, olhando para as luzes da Maré que brilhavam lá embaixo, o título de "Rei da Maré" pesando visivelmente em seus ombros tatuados. — Vou dar um jeito de avisar, de trazer eles para te ver — ele disse, voltando-se para mim com um olhar mai

