NARRAÇÃO: O DONO DA p***a TODA (PIVÔ) PARTE 1: O RASTRO DE SANGUE NO SANTUÁRIO O pneu da caminhonete não apenas cantou; ele fritou no asfalto quente da subida do morro, deixando um rastro de borracha queimada que subia como um aviso de guerra. Eu não esperei o veículo parar totalmente. Com a adrenalina transformando meu sangue em ácido, chutei a porta com o pé e pulei com o Tiziu nos braços antes mesmo do motor silenciar. O corpo dele, que antes era ágil e cheio de vida, agora pesava como chumbo. Mas o peso da culpa que esmagava o meu peito era infinitamente maior. O moleque estava gelado, uma palidez cadavérica contrastando com o vermelho vivo que já tinha encharcado a minha calça, o meu peito e o banco de couro do carro. No silêncio tenso da subida, eu ainda conseguia sentir, contra o

