NARRAÇÃO: (PIVÔ) Eu dirijo pelas ruelas do morro com a visão turva de ódio, mas as mãos firmes no volante. A cada metro que a picape avança, uma parte do Marlon que amava aquela mulher morre e dá lugar ao Pivô, o cara que não deixa traição passar batida. Chego na frente da mansão e freio bruscamente, levantando poeira. Antes de botar o pé para fora, vejo dois vapores da minha guarda pessoal, caras que são fechamento comigo desde o início. Baixo o vidro e aponto o dedo, a voz saindo como um trovão. — Presta atenção aqui! — os moleques gelam na hora. — Quero vocês de prontidão. Qualquer notícia que vier do posto sobre o fuzil, qualquer movimentação, vocês me chamam no rádio na mesma hora. E escuta bem: não deixa ninguém entrar nessa casa. Se alguém passar dessa porta sem o meu aval, a fa

