Eu estava com a testa encostada no concreto frio, sentindo o sangue quente dos meus nós dos dedos escorrer pelo pulso. O silêncio do galpão, depois que eu quebrei tudo, era pior que o barulho das garrafas estourando. Era o silêncio da minha derrota. Tiziu deu um passo à frente, desviando dos cacos de uísque no chão. Ele não tinha medo, mas tinha um respeito que agora parecia carregado de uma verdade que eu não queria aceitar. — A culpa não é sua, chefe — a voz dele veio baixa, mas firme. — Você foi treinado pra não perdoar traição. A Luna sabia exatamente onde apertar pra te fazer explodir. Ela era mais esperta do que o senhor pensou... ela não jogou o jogo do morro, ela jogou o jogo da mente. Eu dei um soco fraco na pilastra, a dor física já não significava nada. — Ela me fez de palha

