NARRAÇÃO: A DONA DO JOGO (LUNA) CAPÍTULO: O CHEIRO DA TRAIÇÃO NO CORREDOR Caminho pelas vielas escuras do morro, sentindo o pulsar quente e frenético no meu pescoço. O chupão do Dante arde, uma marca de amadorismo, de molecagem, que eu tento esconder sob a gola da camisa a cada segundo. É um risco desnecessário, mas a adrenalina que corre nas minhas veias agora é o combustível perfeito. Eu olho para as luzes fluorescentes e trêmulas do posto de saúde no fim da ladeira. Aquele prédio caindo aos pedaços, com cheiro de mofo e descaso, é agora o palco principal do meu xeque-mate. O Tiziu não é apenas um sobrevivente de uma emboscada m*l feita; ele é o arquivo vivo, a prova material do meu crime. E, no meu mundo, provas não são contestadas, são incineradas. Eu vejo os dois soldados do Marlon

