Henrique. Desço depressa do carro e entro em casa. Depois de ouvir a voz da Maria ao telefone, a 20 minutos atrás, voei na estrada com medo de ter alguém do lado dela mandando ela falar aquilo. Mas o porteiro não havia deixado ninguém entrar. Subi pro quarto e encontrei Maria sentada na cama agarrada aos próprios joelhos. Ela chorava. - meu amor! Oque foi? - fui até ela e abracei. - eu quero morar com o meu pai. - sua voz m*l saiu por causa do choro e por estar abraçada nos joelhos. - olha pra mim e fala direito. - ela me olhou. O rostinho vermelho de culpa. - oque foi meu amor? Me diz. Quem fez isso. - sequei suas lágrimas. - eu só quero o meu pai. - era difícil acreditar nela, depois do que passamos e depois de vê-la implorar pra eu não deixá-la.. realmente eu não acredito em

