Maria Clara.
Daddy mandou eu dormir de roupa por que eu sou uma menina muito comportada.
Logo dormi de conchinha com daddy.
[...]
Acordo com alguém se mexendo na cama, obviamente seria meu Henri.
- você já vai? - falei manhosa coçando os olhos.
- já meu amor. - amarrou os tênis e me beijou. - eu volto mais cedo hoje e se tu quiser dar uma volta.. sei lá. - assenti sorrindo.
- pode ser, vamos tomar sorvete né? - ele assentiu sorrindo.
- claro meu neném. - beijou minha cabeça e foi pro banheiro, vi o mesmo fazer xixi hihihi.
Logo Henrique saiu de casa, me arrumei e fui arrumar a casa. Eu sou uma uma adolescente e posso ter infantilismo mas desde pequena minha mãe me ensinou a arrumar a casa, depois que ela morreu eu fui morar com meu pai mas ele era muito controlador e era um homem de dinheiro por que a profissão dele da muito dinheiro só que eu não sei qual é por que Henrique não deixa eu saber de jeito nenhum. Enfim coloco uma roupa normal e arrumo a casa, já eram 10:30. Termino tudo e peço pizza, daddy vai ficar muito bravo comigo mais eu amo pizza.
Passou muito tempo e eu já não tinha nada pra fazer, até que escuto o barulho da porta.
- Maria. - chamou, sai da cozinha indo direto pra sala e dando de cara com meu daddy.
- você demorou. - ele sorriu, largou suas coisas e veio até mim me dando um beijo.
- desculpa, o trânsito tá puxado. - assenti e dei um beijo nele. - quer sair? - assenti animada.
- posso colocar aquela roupa nova? - ele ri e assenti.
- pode meu neném. - pulo de alegria e vou pro quarto me arrumar. Me arrumo e coloco a roupa que daddy me deu pra sair e eu amei.

Me arrumo.
Henrique
Já passaram uns 20 minutos e eu tô aqui, esperando Maria.
- Maah! - chamo ela e a mesma não diz nada - tá demorando muito, vai ficar bonita pra quem? - logo escuto passos.
- pra você. - olho na sua direção e vejo a menina mais linda do mundo, a minha Maria. - que cara é essa? Tá muito feio? - sorrio e vou até ela a beijando.
- tu tá perfeita, tá se tornando a mulher mais linda do mundo. - ela sorriu e me beijou novamente.
- então vamos? - perguntou, assenti e peguei a chave da moto. - vamos de carro? - pediu fazendo beiçinho.
- tá bom. - mordi a sua boca e peguei a chave do carro, minha carteira e meu celular.
Saímos de casa e entramos no carro, hoje iríamos num parque que tem aqui perto, Maria gosta e quem seria eu de negar isso a minha mulher. Enfim chegamos, e claro.. Maria já foi pedindo..
- quero algodão doce. - ri com a cara que ela fez olhando o algodão doce.
- vamos lá então. - comprei um da cor rosa pra ela e fomos em alguns brinquedos.
- eu quero! - parou de andar e olhou pra um unicórnio enorme, tipo, enorme de grande.
- como vamos andar com isso por aí? - ela me olha.
- vamos ser os pais dele. - ri negando.
- como que tu vai ganhar ele? - o jogo era de atirar.
- você ganha pra mim. - ficou na ponta do pé e beijou meu rosto.
- vamos então. - fomos pra fila e Maria tava tão empolgada que eu iria fazer de tudo pra conseguir aquele unicórnio e ver ela sorrir. Logo chegou minha vez, Maria tava nervosa por que eu sei que se eu não ganhar ela vai chorar.
- quantos pontos pelo unicórnio? - pergunto pro moço.
- 150. - assinto, pego o dinheiro e dou pra ele.
- mor, ganha tá bom? - falou perto do meu ouvido, assenti e peguei a arma mirando nos ets que tinham ali. Passou um tempão e graças a Deus eu consegui.
- haaa. - consegui marcar 300 pontos.
- aqui está. - entregou o unicórnio pra mim.
- pra você. - falei e ela abriu um sorriso enorme.
- você conseguiu amor. - pegou o unicórnio.
- não me troca por ele tá bom? - ela sorriu e me beijou.
- nunca. - segurou minha mão e andamos pra longe dali.
- oque quer fazer agora? - perguntei olhando o movimento.
- comer.. sorvete. - não tinha nenhuma barraquinha de sorvete por perto.
- vamo dar uma volta de carro, quem sabe não paramos no McDonald's. - a mesma abre um sorriso. Maria fica feliz com qualquer coisa meu deus.
- quero, quero, quero. - saímos dali. Entramos no carro e Maria colocou o unicórnio no banco de trás e colocou o sinto no mesmo.
- pra que isso mor? - ela sorriu.
- se ele cair vai sujar. - entrou no carro.
- mais o carro tá limpo. - Maria cuida muito das coisas dela, eu amo isso.
- mais ele é bem branquinho. - ri.
- branquinho é meu p*u. - ela tapou a minha boca.
- sem palavrão na frente do nosso filho. - tirou a mão da minha boca.
- p*u não é palavrão e eu sou pai de novo? - ela riu.
- p*u é palavrão e agora você tem uma filha e um filho. - falou se referindo a ela e o unicórnio.
- bom saber. - sorri e liguei o carro, colocamos o sinto e fomos pra alguma lanchonete que tivesse aberta.
- vamos nessa? - apontou pra um restaurante.
- não quer ir no Burger King ou no MacDonald's? - perguntei indo pro estacionamento do restaurante.
- tô com tanta fome que qualquer coisa serve. - rimos e saímos do carro. - ele vai ficar sozinho? - neguei.
- o Chewbacca faz companhia pra ele. - Chewbacca é um personagem dos Star Wars que fica pendurado no pendrive do carro.
- tá bom. - entramos no restaurante e pegamos uma mesa perto da janela que dava pra ver o mar.
- bom dia oque vão querer? - falou o garçom pra nós.
- eu quero bife, batata frita, arroz, feijão e alface. - o garçom riu com o jeito que Maria falava.
- eu quero um hambúrguer e uma porção de batata frita. - assentiu e anotou.
- algo pra beber? - perguntou.
- uma Skol Beats e.. - olhei Maria.
- Pepsi com limão. - assentiu e saiu dali. - mor será que aqui tem chocolate? - sorri.
- Maria tu já almoçou.. comeu algodão doce.. quer comer comida de novo e agora chocolate? - ela sorriu. - pra onde vai tudo isso?
- pro vaso. - arregalei os olhos negando.
- Maria! - tinha pessoas por perto, rimos.
- nossa por que as pessoas entram com seguranças aqui? - dei de ombros sem olhar oque ela olhava. - se eu fosse rica que nem aquele homem eu não andaria com segurança. - ri negando e por impulso olhei pra onde Maria olhava.
- Maria não olha! - o homem de quem Maria falava era um homem m*l.
- quem é? - neguei.
- uma pessoa m*l. - ela assentiu e não olhou.
Esse homem é o pai da Maria, ele tem uma casa de prostitutas de luxo e claro.. Maria já morou com ele depois que sua mãe morreu e já foi obrigada a ver muita coisa, coisa que uma criança de 9 anos não poderia ver.
- aqui está. - a garçonete entregou nosso pedido.
- desculpa mais não vamos querer. - falei.
- que? Por que?- Maria falou pegando sua bolsa.
- não lembra dele? - ela negou confusa. - em casa a gente conversa pode ser meu amor? - ela assentiu, tentei ser o mais breve possível - então vamos. - segurei sua mão firmemente e saímos do restaurante.
- ele é m*l? - assenti e entramos no carro.
- você não lembra? - fiquei olhando ela já dentro do carro.
- que eu saiba não. - como vou explicar isso pra ela, ela simplesmente apagou isso dá memória, é muito nova pra ficar pensando nisso, não quero ver ela triste.
- lembra do seu pai? Aquele homem m*l e.. - ela tapou os ouvidos.
- não quero saber, não quero saber, não quero saber.. - repetiu várias vezes, parei de falar e peguei em sua mão.
- amor.. - ela me olhou com um olhar preocupada. - eu nunca vou deixar ele encontra um dedo em você. - ela tirou a outra mão do ouvido.
- promete? - assenti sorrindo. - então vamos embora. - assim que ela disse isso, liguei o carro e sai dali indo pra casa.
Quando chegamos Maria ficou muda, coisa que nunca acontece.
- oque foi? - falei, mesmo sabendo o motivo.
- tô com medo de que ele venha me buscar. - abracei ela dando um beijo na sua cabeça.
- olha só.. - ela me olhou.
- ele não nos viu e outra.. eu vou te proteger pro resto da minha vida. - seu olhar preocupado me preocupava.
- eu não tenho 18 ainda e ele é o meu pai.
- e não tem a sua guarda. - ela respirou fundo e assentiu.
- tá bom.
- vamos fazer alguma coisa? Olhar um filme?.. sei lá. - logo um sorriso brotou em seu rosto.
- vamos olhar A Princesa e o Sapo?.. com o unicórnio? - aquele sorriso enorme e feliz me passava tranquilidade e me deixava feliz.
- vamos meu amor. - sorri e fomos pro quarto, o unicórnio era maior que a Maria.
Deitamos na cama e eu coloquei o filme que Maria pediu. Peguei chocolate e refrigerante pra ela e olhamos o filme. Eu ainda estava preocupado mais só de sentir a mão da Maria na minha, me confortava. Eu jamais perderia a Maria, muito menos pro pai dela.