2. Envolvendo-se

1427 Words
Andrew Hernandez As notícias que tenho não são muito agradáveis, minha noiva está doente e o casamento teve que ser adiado por alguns dias. Não gostei muito da ideia, mas ainda tenho uma vida a usufruir com ela, pelo menos é o que espero, não que eu seja paciente, porque não sou nenhum pouco, ainda mais com essa ideia de oferecer a ela um contrato (ideia do meu amigo Rodolfo), não sei se estou batendo bem, mas para evitar malefícios esperarei estarmos casados, se estou certo ou não, não sei, nem faço ideia. Caralh0 pensa comigo, e se a danada não permitir que eu me aproxime visando que se ela me evitar o tempo passará a deixarei livre? Não sou medroso… Mas porr@, não sou de ferro não. A impaciência toma conta dos meus dias, estou louco para ter minha princesa ao meu lado. Lia tomou conta dos meus pensamentos e olha que ela nunca nem falou comigo, tudo que ela faz e me evitar, já que m*l me conhece, e até penso que seja por medo já que não sou bem-visto nos negócios que seu avô é meu subordinado, e sobre isso sou obrigado a ser r**m, não tenho o que fazer, mas penso que ninguém avisou a mocinha que não sou nenhum bicho-papão. No jantar de noivado ela estava com o semblante sério, a maior parte do tempo em devaneios segurando firme a mão da irmã, e pensando bem não sei o que me fez ficar tão louco nela, ela é linda sim, mas não sou nada ligado a beleza, mas meu irmão dizia que por ela parecer ingenuidade e também me vejo preso nisso. A verdade é que não sei se ela é ingênua, mas que tem o rostinho de menina e parece um anjo isso sim, não sei como e nem, porque, só sei que a danada tomou conta dos meus pensamentos sem ela ao menos saber, tô vendo que terei que cortar um dobrado para não bancar o i****a apaixonado. — Pensando na morte da bezerra? — Marcus entrou pela porta falando comigo estando distraído, meu irmão não perde o seu humor azedo, muito menos sua velha carranca amarrada. Ele é assim, tem um péssimo senso de humor, mas comigo é diferente, afinal nos conhecemos de berço e sempre fomos melhores amigos, mas com outras pessoas ele é realmente um bicho r**m, ao contrário de mim que pelo menos tento não ser tão intragável, mas nos negócios sou irreconhecível e temido, mas este ramo exige sermos os bichões com outras pessoas de fora ou somos atropelados. Intrigado com a entrada repentina argumentei: — Cadê a Iara? Não tem secretária nessa porr@? Entra e sai quem quer? — pergunto e abro os braços demonstrando minha insatisfação, está se tornando normal ele entrar sem pré-aviso. — Sabe que ela não se atreve a me barrar. — ele abre o sorriso maléfico, não sei porque esse cara gosta tanto de passar medo nas pessoas, a secretária morre de medo dele. — Tô por dentro disso. Pelo menos bata na porta, não sabe se tô na minha intimidad&. — brinco com ele que me olhou descontente. — É o que falta, não tem lugar melhor não? Apelará desse jeito. — Jogou uma pasta de documentos em minha mesa. — Chega de jogar conversa fora. Tem novidades? — Tá aí, dá uma olhada. — Tô perguntando da mina. — Ele revirou os olhos. — Descobriu algo sobre o sumiço repentino da Lia, ou doença sei lá que merd@ aconteceu! — pergunto curioso, já que pedi a ele para saber se minha noiva realmente estava doente, não que eu desconfie do velho, avô dela, mas o cara já demonstrou que não merece confiança e minha criação me faz ter um pé atrás com todos ao meu redor, as pessoas que mais confio na vida é o meu pai, mãe e Marcus, meu irmão. Marcus fez uma cara suspeita, sentou-se à minha frente e tirou o maço de cigarro do bolso. — O velho te engambelou bonito, sua noiva estava fora de casa por 2 semanas, mas agora voltou. — Bati as mãos na mesa com raiva, eu sabia que aquele velho estava me enrolando, mas isso não ficará assim. — Que merda é essa! Quem esse velho acha que é para tentar me enganar. — observo meu irmão ligar seu cigarro. — Leva ele no molho irmão, vai por mim, o velho vai se enforcar sozinho, estamos de olho nele. Na hora certa ele pagará por tudo além de descobrirmos o que ele esconde. — Quem me garante que não serei enganado? — O velho paga de b***a mas não é e tão burro assim de brincar com nossa cara duas vezes. Lucca disse que há 3 dias que sua noiva não coloca os pés para fora de casa, agora ela está sendo vigiada de perto, coisa que para você antes era desnecessário, viu o que dá confiar demais numa carinha bonita! — ele fala levantando o meu alerta já que não é comum, a mina estudava até uns dias atrás. — E a faculdade? — Marcus faz negativo com a cabeça. — Pelo jeito não está indo. — Isso tá me cheirando m*l, tem merda aí, vai por mim. — Ela é encrenca, você quer dizer. Não sei da onde tirou essa ideia de se amarrar logo na neta daquele velho que se acha o sabe tudo, por mim ele já estaria a sete palmos embaixo da terra. — sorrio me negando, meu irmão é contraditório, às vezes penso que ele tem memória fraca, mas trato de lembrá-lo quem foi o Marmota que me mandou fazer isso. — Você que me deu a ideia de aceitar a proposta do velho e pegá-la em casamento em troca da dívida, esqueceu? Agora não reclame, não retrocedo, sabe que odeio faltar com minha palavra. Ela será minha e ponto final. — me levanto indo até a janela olhando lá embaixo, desde que inventei essa loucura fiquei ainda mais amarrado na Lia. Antes só achava ela bonita, com sua aparência angelical, poucas vezes a vi, a maioria das vezes que havia era quando ela trazia a quentinha para o seu avô, quando eu estava no galpao fivava observando ela la de cima sem ser notado, mas ela estava sempre com semblante sério, entregava e m*l olhava para o velho ou para quem estivesse por perto, nem sei ao menos qual é o seu temperamento, e me pergunto se faço o certo, forçar uma jovem a se casar comigo por uma dívida que seu avô fez ao desviar minha carga. Mas penso que se matasse seu avô seria pior já que pelo que sei ele é o único que supre a família, e supri muito m*l, (à última vez que há vi estava no carro, ela passou por mim e carregava os chinelos arrebentados na mão), penso que ela a avó e a irmã ficariam livres do velho se eu e meu irmão déssemos cabo de sua vida, mas também sem teto, já que só sua vida não bastaria para pagar o que ele desviou, não costumamos cobrar de terceiros, mas foi o próprio velho que entregou sua neta. Não sei porque ouvi meu irmão, poderia ter recusado a proposta do velho, poderia somente ter me aproximado dela e jogado meu irresistível charme, afinal sempre tive uma vida s****l bem agitada, não seria difícil. Meu irmão resmungava enquanto eu flertava com a janela à minha frente. — Fiz cagada, já dei para trás nessa ideia, pensei que a mina era de boa e tranquila, mas ela é só mais uma peça no quebra cabeça do velho, penso que não é atoa que ele ofereceu suas crias. Mas para desencargo de consciência ficarei de olho nela, e nele também, vai que é traiçoeira igual ao avô. — Marcus é bem desconfiado de tudo e todos, mas a vida nos ensinou a ser assim, já foram muitas tentativas de nos passar a rasteira se não bastassem as tentativas de nos eliminar, me chamo Andrew Hernandez e sou CEO da empresa TAKE COVER SECURITY, somos do ramo da segurança particular e monitoramento eletrônico, essa é a empresa que meu pai trouxe dos EUA, mesmo sendo mais novo que Marcus fui destinado a ser o CEO da empresa após a saída do meu pai, sou mais novo que Marcus 3 anos, mas ele não quis herdar a empresa, prefere nossos negócios mais envolventes, ele tem suas paixões como detetive particular, e o tráfico de armas.
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