3. Conversa entre irmãos.

1331 Words
Marcus ainda estava em minha frente, e citava o casamento do Rodolfo que começou por um contrato nupcial, sera que ele esta tentando me animar? Não sou iludido, e sei separar as coisas, não é porque deu certo para o Rodolfo que dará pra mim, e tenho isso em mente afinal a esposa dele não se casou forçada pelo crápula do avô. — Acha que esse contrato de 2 anos vai ser uma boa? — pergunto a ele ainda com dúvidas. — Sabe que não concordo, se ela for traiçoeira em dois anos estará morto, se eu fosse você também casaria com separação total de bens. — Sorrio, meu irmão acha que sou trouxa, só pode. — Tenho treinamento, não pense que uma mulher me derrubará assim, sou louco por ela, mas não burro. — E treinamento contra o coração enganoso? Você tem o****o! — Ele fala debochando. — Você é negativo demais caralh0, como pode isso? Falta de p**a? Não tem mais ânimo na vida não. — Muita falta, mas nem com p**a me envolvo mais, a última foi o suficiente. — Sorriu achando graça. A última mulher que ele se apaixonou é uma garota de programa… isso mesmo o babaca se apaixonou por ela. Penso que o cérebro que ele usou estava só na cabeça de baixo, não é possível, como se apaixona por uma mulher da vida? — Porque não chama a Iara pra sair? Olha ela aí dando sopa. — falo a ele que sorri, esfrega o queixo olhando ela através da porta que ele deixou aberta. — Aquela ali não aguenta nem uma sessão, além de só ter olhos para você, e sabe disso. Sua fiel admiradora terá concorrência de peso. — ele fala já que Iara adora me fazer elogios, mas nunca tivemos nada, não sou de me envolver com pessoas no local de trabalho, é embaraçoso demais. — Tô na vantagem ou não tô! — Me gabo, mas só por brincadeira. Iara é uma moça bem simples, mas de um coração gigante, gostei de tê-la aqui por mais que saiba que a Ludy logo voltará, mas duvido que irá querer seu cargo agora que está casada com um milionário. Iara está há dois anos substituindo minha prima Ludy, que se mudou para Miami após arranjar um casamento com um milionário, achamos substituta a altura para ela já que Iara é competente e muito mais séria que a minha prima. Recebi uma ligação da avó da minha noiva, a senhora Louise é bem tranquila, nem parece que é casada com o traste daquele velho, ela é daquelas vovós que você tem vontade de visitar todas as tardes e comer um bolinho feito na hora. A avó de Lia me propôs um jantar duas noites antes do casamento, não vejo isso com maus olhos, será até bom ter um jantar somente com minha noiva, quem sabe quebro o gelo e ganho sobremesa antes do casório. Vejo que Louise está tentando fazer com que o casamento forçado não seja tão duro para a neta. Comentei com Marcus e ele riu da minha cara. — Se acha mesmo que ela te dará alguma chance assim do nada? Tá perdendo seu tempo pensando assim Andrew. — Já falei, não sou de ferro e outra, tô sendo levado em banho Maria, e vou deixar claro a minha noiva que dessa próxima data não passa, trago minha mulher na marra sem casamento mesmo. — falo a ele. — Ela vai se assustar com a sua mudança não acha? Afinal, no noivado você era um franguinho e agora tá todo no porte bruto. — ele fala me fazendo lembrar do meu noivado, caramba! Foi um fiasco para mim, minha noiva m*l olhou pra minha cara, eu saí daquele evento com raiva e peguei minha prima logo após por raiva da ignorância que tive, mas também fiquei ainda mais fascinado em sua beleza, Lia parece um anjo. Minha vontade é fazer aquela menina me olhar, seduzi-la, isso é o que mais quero. — A mudança foi benéfica, que mulher não se amarra num homem sarado? E se ela não gostar terá que aceitar assim mesmo. Não vou ficar fazendo gracinha não, é aceitar ou aceitar. — Quero ver falar assim com ela. — me sentei e dei de ombros. — Juro que não te entendo, tem horas que tem uma paciência que chega ser burra, quer esperar o mundo por essa menina e tem horas que não, quer esperar um segundo sequer. — Caralh0 quero acabar com essa tensão logo, não n**o, tô envolvido, e o perigo maior é que estou envolvido sozinho, não gosto nada disso. — argumento e raciocínio, sei que não sou paciente e isso é o que mais me preocupa. — Nunca precisou conquistar uma mulher, mesmo frangote era pegador, mas aí cê tá numa furada sem tamanho. — Marcus gargalha da minha cara. — Valeu pela força, vacilão. Bora falar dos negócios, e o pai, temos novidades? — Pergunto a Marcus buscando saber notícias, nosso pai é americano, nossa mãe brasileira. Meu pai tem mais um filho fora do casamento, mas não nos damos nada bem, eu e Marcus somente suportamos ele já que temos o mesmo pai, em meio a uma separação dos meus pais veio Ângelo, um moleque mimado que se acha o bichão, mas não se atreve a se meter no caminho dos irmãos, ele sabe que só é tolerado até então. Também tínhamos uma irmã que foi adotada ainda bebê, minha irmã se chamava Angélica... p***a não gosto de tocar no assunto... enfim ela partiu, mas ainda mora e sempre morara em meu coração. Passei minha infância nos EUA, e desde cedo aprendi a ter gosto por armas, sou apaixonado por elas, armas pequenas, médias e de grande porte, essa paixão também é antiga do meu pai que sempre teve em casa seu próprio arsenal. Aprender a manusear foi fácil, meu pai sempre foi precavido com isso, nunca gostou da ideia de não ensinar de tudo um pouco para os filhos. Mas viemos para o Brasil, aqui eu com meus 16 anos, era um moleque fracote no porte, era franzino, mas tinha massa por vir, e mesmo sendo magrinho já chamava atenção das gatinhas da escola, não, mais que o sotaque norte-americano. Após sair da escola achei que iria ter a vida boa, iria curtir e virar empresário já que meu pai tem uma rede de empresas de segurança, a sede é em santa catarina, e aqui viemos morar, mais não foi assim tão fácil, meu pai nunca deu nada aos filhos de mão beijada, e vou dizer que foi o maior aprendizado que tive até hoje. Meu primeiro emprego foi trabalhar para o Rodolfo como segurança, tinha meus 19 anos e não tinha um emprego melhor já que no Brasil não se pode andar armado, com ele aprendi muito sobre empresas, era seu segurança particular, além de nos tornarmos amigos, fiquei 3 anos trabalhando para ele, só sai para tomar conta da empresa do meu pai. Há 3 anos estou como CEO da empresa da família. Meu pai nos teve velho, já não queria mais trabalhar e testou eu e Marcus na empresa, Marcus não deu atenção nenhuma, e meu pai foi obrigado a entregar em minhas mãos, com isso coloquei em prática o que já sabia e o que aprendi com Rodolfo. Mas me veio a ideia, por que não trabalhar com armas? Dei a ideia para Marcus, e nós dois abrimos nosso próprio negócio obscuro às margens das leis, brasileira, com alguns contatos a mais nos firmamos e passamos a alimentar a prática ilícita de armas no Brasil, não deixando de importar e exportar e há 3 anos fazemos isso. Posso dizer que tenho meus 25 anos bem vividos. Hoje sou CEO da empresa do meu pai, mas essa é só uma fachada para minha paixão, as armas. E em breve serei um homem casado com o meu anjo, minha Lia.
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