O sol se pôs, o dia foi embora e com ele foi também o meu limite, decidi ir pra casa, queria a minha mulher porque o caos tava me consumindo. Esse bagulho de minha mulher ainda era estranho pra mim, Perséfone dormir comigo quase todos os dias mas eu ainda estranhava aquilo tudo. Talvez o fato de eu ter me negado isso por tanto tempo bagunçou minha cabeça legal. A uns meses atrás ela era só a mulher que eu tinha acolhido quando chegou aqui ainda criança, agora ela era a minha luz em meio aos caos, a única parte boa de mim. Desde que a gente teve nossa primeira vez foi como se algo dentro de mim tivesse ganhado a última parte que faltava pra ficar completo. Cheguei em casa, ela tava na cozinha, colocava alguma coisa no forno quando eu passei pela porta. Pelo cheiro com certeza era algo m

