Perséfone. Corro com toda a força que posso, tentando fugir daquela pessoa, eu sentia medo, pavor, e ele sabia já que se divertia ao ver minha expressão de medo. A cada passo que eu dava correndo para longe parecia que eu estava voltando para ainda mais perto dele, aquilo era perturbador, eu não conseguia fugir, era como se eu estivesse presa aquilo, como se estivesse acorrentada e jamais pudesse ser libertada novamente. As pernas falham, minha respiração me abandona e de repente eu acordo, suada, respirando freneticamente, era só um pesadelo. Passo a mão pelos cabelos tentando secar o suor que já tomava conta do meu corpo, olhei no relógio em cima da mesinha ao lado da cama, ainda eram quatro e meia da manhã, suspirei cansada, eu nunca conseguia ter um sono de qualidade. Me levantei,

