5. MAIS QUE UM ROSTO BONITO

1262 Words
(Meses atrás)             Cassandra entra na galeria, gostava de apreciar arte, gostava de interpretar, tentar entender o que o artista queria mostrar. Pega uma taça de champanhe e começa a andar pelos corredores. Era uma exposição de fotografias de uma amiga de uma amiga, apenas sua presença ali fez como obras terem algum valor, algumas fotos eram tiradas, mas ela não se importava, sabia que na manhã seguinte sua imagem estava em algumas revistas. De repente ela ver um rosto conhecido. Então se aproxima com cuidado para não ser percebida pelos fotógrafos e sente aquele perfume delicioso de morango que irradiava daqueles cabelos loiros. - Você ... Não sabia que gostava de arte.             A mulher vira o corpo rápido e encara uma morena. Seus olhos claros moderados e timidez. - Oi ... Desculpe, se eu soubesse que ... eu não teria vindo. - E porque não? Não pode ficar perto de mim?              A morena descontraída, mas aquilo fez o corpo da loira tencionar. - Não, não é isso, é só que ... Desculpe, eu já vou embora. - Espere. - Uma morena segura o braço da loira com cuidado, porém aquele contato fez as duas mulheres sentirem algo jamais sentido. - Fique, você não me respondeu, gosta de arte? - Eu ... Eu gosto de fotografia, apenas isso.             A resposta foi automática, pois seu corpo ainda estava agitado devido ao toque que já não existia mais. - Então fique, se me permite ficarei ao seu lado.             A loira pensa por alguns minutos, então resolver aceitar, o que poderia dar errado?  - Está bem. Uma morena sorri fraco, então elas começam a andar pelos corredores do salão. A loira ia falando o que achava das fotos, mostrava emoção em sua interpretação, aquilo impressionou a ela, pelo jeito ela era muito mais do que um rosto bonito. Cassandra via uma mulher falar sem parar, seu rosto mostrava algo que a milionária nunca tinha visto. - Se eu te convidar para o jantar, você aceitaria? - O que? - Uma loira comentou ter ouvido errado.  - Jantar ... - Acho que isso não é uma boa ideia. - E porque não? - Isso é bem óbvio. - Eu sei que é errado por isso, mas estou apenas te convidando para um jantar, algo que as duas mulheres podem fazer. E não se preocupe, sei um lugar que ninguém nos incomodará. - Ainda acho que não selecione certo. Desculpe.             A loira fala, e com um fio de coragem sai e deixa a morena para trás, encarando aquele delicioso rebolado. - m***a, ninguém me diz não.             Então a vai ir atrás, estava do lado de fora do salão, Cassandra faz um sinal ao seu motorista, esse que assente e logo depois está ao lado da loira, puxando seu braço com cuidado e a levando para dentro do carro. - Mas que diabos ... - Colabore, senhorita, te garanto que é melhor entrar por bem.             Aquele foi um aviso amigo do homem de trinta e dois anos, ele sabia que a patroa colocaria a loira dentro do carro de uma forma ou de outra. A mulher suspira e logo está sentada no banco de trás do carro luxuoso, depois observa a morena entrar com o olhar sério. Cassandra nada diz a ela, apenas avisa para João ir para o restaurante de sempre e depois aperta um botão fazendo uma divisória subir. Estavam sozinhas e com privacidade agora. - Você me deixou falando sozinha. - Sabia que isso é sequestro?             Uma morena sorri fraco e se aproxima da loira. Agora leva muito próxima, podendo sentir seu cheiro delicioso. Coloca sua mão direita no rosto da mulher que já respirava com dificuldades. - Sabia que sempre tenho o que eu quero? E você me pediu ali sozinha, me disse não, me fez te querer, e agora? Como resolvemos esse impasse?             A loira m*l podia respirar com a proximidade. - Por favor, pare, não faça isso. - Porque? Porque eu pararia? Você acha que eu não percebi o jeito que me olhou quando nos conhecemos? O jeito que seu corpo reage quando estou perto? - Cassandra... - Ah sim, faça isso mais uma vez e pode ter certeza que não sairemos desse carro.             A loira respirava com dificuldade, muita na verdade. Ela queria fazer a morena parar, mas ao mesmo tempo também queria avançar naqueles lábios, por esse motivo fecha os olhos, se continuasse encarando aqueles olhos verdes não resistiria. - Mande-me parar mais uma vez. - Agora como duas mãos da família para a nuca da outra e puxam os fios dourados com cuidado. - Diga e eu pararei. - Eu ... Eu ... - Foi o que eu imaginei.             E assim avança nos lábios da loira. Se um toque simples no braço fez os corpos agirem maneira de se esperar o que esperar de um beijo? Acertou quem disse faíscas. O contato dos corpos, pois a morena puxou a loira para perto, era tão intenso que elas não conseguir parar, não mais. As mãos da loira foram para as pernas da se apoiando. As línguas brincavam e os sabores se misturavam. Mas o ar se fez necessário e por isso elas se separam, mas agora a loira se recusava para abrir os olhos. Não sabia como encarar a outra depois disso. - Vamos jantar.                       Cassandra se move no banco e senta ereta, como se nada tem acontecido, uma loira respira fundo e também se arruma, agora olhando para fora do carro. Claro que não foi nada, quem era ela perto de Cassandra Martins? Foi o pensamento imediato da menor. - Eu ... Não quero jantar, por favor, me deixe em algum lugar.             A loira diz, sem olhar para uma morena. A companhia agora se sente m*l, não por ter a beijado, mas por não pensar no lado da outra. - Eu posso ... - Não, você não pode, não pode me deixar em casa, nem se quisesse, você não poderia, não podemos ser vistas, então me deixe em algum lugar e eu pego o táxi.             A morena respira fundo, sabe que a outra tem razão. Então abaixa a divisória e diz para o homem parar perto do ponto de táxi, logo João faz isso, então a loira sai do carro sem olhar para trás. Cassandra fica no automóvel sem sentido nada. - Que m***a eu fiz?             Foi só o que pensar. .............................................             Na entrada da mansão três táxis param de uma vez, de um sai Ester, que parecia querer chorar, então entra correndo e se tranca no quarto, do outro sai Pietra, que parecia um pouco bêbada e do outro sai Emília que tinha a cabeça baixa . Mais atrás Bethany vinha andando, seus pensamentos estavam longe, então nem percebe a outra mulher na sua frente, por isso esbarram os corpos.  - Desculpe, senhorita Fonseca. - Tudo bem, você está bem?             A empregada ameaçou chorar, mas não faria isso em frente da sua patroa. - Sim, me desculpe, estou bem.             E com isso sai sem dizer mais nada. A outra não entendeu, mas já tinha problemas demais para pensar nos outros. Não muito longe dali, Fátima entra em seu apartamento e logo escuta as ofensas do marido, estavam casados há um ano e ele só sabia reclamar e t*****r. Depois de uma noite boa, esquisita, mas boa, só queria chegar em casa e dormir, e foi o que fez, deixando o marido falando sozinho. Em outro prédio, Cintia entra em seu apartamento e logo é convidado por seu cachorro que tarde com a presença da dona, a loira suspira e a pega no colo, desligando as luzes e indo para o seu quarto, sabendo que à noite o seu melhor amigo era a sua melhor companhia. 
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