ÉRIKA
Decido ir pra boca e ver se descubro ao menos onde tá o noiado do DG. Sigo pra lá e nada dele ninguém sabe e ninguém viu. O mesmo com os estupros, ninguém sabe quem foi, a última menina foi assassinada depois de ter sido estuprada. Se o César tivesse aqui talvez resolveria, eu realmente não sei o que fazer.
O BR chega com alguns vapores e me cumprimenta com olhar carinhoso.
O dia passa voando e o morro tá cinza sem o César, a boca não é mais a mesma coisa, a correria ainda é a mesma, o movimento e os problemas são iguais. Mas não tenho mais meu guardião pra me dizer o que fazer ou resolver por mim.
A noite saio da boca e vou pra casa. O BR me liga e pergunta como estou.
Erika: Como vc conseguiu meu número?
BR: Com a Paloma - filha da p**a dando meu número pros outros, tá loka só pode. Bom ao menos alguém se preocupou em me ligar
Erika: Tô péssima - falo mau humorada
BR: Quer que eu vá até aí?
Erika: Seria ótimo - falo querendo muito
BR: Já tô brotando aí
Erika: Formo então
Desligamos e logo ele chega. Conversamos bastantes enquanto eu bebia ele apenas me observava puxando assuntos. Quando me dei por conta ja tava podre de bêbada então ele me levou novamente pro banheiro do quarto fazendo o mesmo processo.
Depois de me vestir eu saí do banheiro e ele vem perguntando se eu to melhor. Fico olhando pra boca e pro corpo dele sem responder e começo a beija-lo. Ele corresponde mas está tenso. Começo a erguer a camisa dele pra tirar e ele me impede. Arranco minha blusa ficando com os p****s de fora e pego a mão dele colocando sobre meu seio e apertando enquanto o beijo. Ele me beija profundo por uns segundo e depois se afasta. Empurro ele na cama e me sento por cima, seu p*u tá muito duro e sei que ele ta com vontade também. Eu preciso esquecer o César, mas o BR me tira de cima dele
BR: Foi m*l aí mais é melhor não
Erika: Tá me rejeitando?!
BR: Claro que não, tu acha que ia rejeita uma gostosa que nem tu?
Erika:, Então vem - falo puxando ele pra cima de mim mas ele se afasta novamente
BR: Você ta frágil e assim eu não quero, só por fraqueza não por vontade
Erika: Que papo mais gay BR claro que to com vontade
BR: Não, vc ta é me usando pra esquecer teu problema - é verdade
O BR é mó homao, gostoso pra c*****o mas no momento meu tesao é pra esquece do César. Ele sai pela porta e eu fico sozinha de novo.
(***)
Faz um mês que o César e o DG partiram do morro. Faço nem ideia de onde estejam, já ameacei o Kareca com fuzil mas ele jura não saber onde tá o César. A Paloma se meteu implorando pra eu não matar ele e eu não quero que ela passe pelo mesmo que eu perdendo quem ama então deixei queto.
Eu sei que o César não volta mais, eu nunca mais vou ver meu homem. O César é um cara de uma palavra só e se ele foi ele foi.
O DG sumiu também ninguém sabe onde tá e to nem ai. Se não é pra viver com o César então não quero viver com o DG também, trai o César esse tempo todo com o DG e agora que ele se foi eu me sinto muito m*l por ter feito isso. Eu deveria ter dado valor ao homem que eu tinha.
O BR vai na minha casa quase todas as noites e to recebendo muito apoio dele, tem muitas tretas pra resolver na boca e eu tô sozinha pra tudo. O BR tá me dando uma mão pois ele entendi bastante coisa sobre armas e tráfico já que ele era vapor de confiança do Jacareí.
Quando não to com o BR tô nas drogas, ultimamente tenho cheirado muito e maconha ja nem me satisfaz. Bebo direto e muitas vezes já chego bêbada e drogada na boca de manhã cedo. Vou nos baile só pra faze fiasco. Outro dia em um baile chorei no camarote enquanto cheirava pó, a Paloma e o Kareca tentaram me acalmar mas nada adiantava. So me acalmo mesmo quando estou com o BR. ele é carinhoso e me trata como mulher, me faz rir algumas vezes já que isso tem sido difícil na minha vida.
O estupro tem aumentado no morro e ninguém sabe quem faz isso, sabem nem se é um ou mais ja que quase todas as noites acontece um novo caso. Por mim também tô nem aí, sempre prestei pelo meu morro, nunca deixei barato estupro mas agora nada faz sentido pra mim.
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Tô sentada no escritório cheirando uns pino, ouço uma batida na porta e não tô afim de falar com ninguém então deixo baterem.
Kareca: Patroa abre aí preciso muito falar contigo
Erika: VAZA p***a - grito
Kareca: Por favor só me da um minuto
Revisto os olhos e respiro fundo
Erika: Entra c*****o - porta se abre e o kareca passa por ela
Kareca: Patroa queria muito falar contigo
Erika: Disso eu ja sei retardado fala logo p***a - ele respira fundo e começa a falar como se tivesse com medo
Kareca: Então patroa - demora demais pra seguir a conversa - Eu tava te observando ultimamente e eu acho que tu tá usando muita droga sabe - fala de cabeça baixa
Erika: Já deu teu minuto pode ir
Kareca: Patroa........
Erika: VAZA c*****o - levanto e aponto minha Glock pra ele que sai na hora pra não leva bala
Me atiro de volta na cadeira e sei que tô fazendo o que é certo, usar drogas faz com que eu esqueça um pouco o pesadelo que é viver sem o meu César.
As horas passam muito devagar e acabo dormindo sobre a mesa do escritório, acordo e já é madrugada. Saio da boca pra ir pra casa caminhando mesmo, sem mais efeito de drogas e sem sentido na vida.
Adentro uma viela e começo a lembrar da noite em que vi o César com a Sabrina, desgraçada aquela foi mais uma consequência por eu não ter dado valor a ele. As lágrimas escorrem e eu permito.
De rep
ente sinto alguém tapar minha boca com um pano e sinto um cheiro muito forte então apago.