O fim da tarde foi feito de descanso e pequenos beijos roubados, quem as observava de longe tinham certeza de que já se conheciam há muito tempo. Quem olhava de perto, queria conhecer alguém com a mesma intensidade.
Já era fim de tarde, elas aguardavam o pôr do sol da pedra, mas Antônio havia informado que via mensagem que o barco precisava abastecer na marina para a viagem do dia seguinte, sendo assim aquiesceram e seguiram para o barco, não sem antes tirar a tradicional foto romântica de fim de dia num lugar perfeito.
Para Andrea o dia tinha claramente fugido da sua programação. Mas estava muito além das suas expectativas. Seu primeiro dia efetivo no Brasil se apresentou com um café maravilhoso em um hotel típico e aconchegante de cidade praiana, se fosse ela que designava as famosas estrelas para hotéis aquele com certeza as teria.
Aconchegante, receptivo à beira mar e lhe proporcionou a melhor vista, que esteve com ela o dia inteiro e mesmo mudando constantemente de paisagem a bela morena sempre esteve ao alcance de seus olhos.
Laura era uma bela mulher sem dúvida, com as cores do Brasil e a vitalidade que ser brasileiro exige. Linda em tudo o que fazia e falava, o coração saltava a cada vez que direcionava o olhar para a morena, então ela respirava fundo e mentalizava para si mesma que era muito cedo para se apaixonar. Nem um dia era muito pouco.
Estava muito concentrada em seus pensamentos para perceber que já estavam atracando na marina. Sentiu um toque de veludo sobre seus ombros ainda aquecido pela tarde de sol.
-- Vamos? Tirei algumas fotos enquanto você não estava, agora hora de seguir por terra.
-- Enquanto eu não estava? Estive aqui o tempo todo.
-- Fisicamente sim. Mas a mente esteve longe.
-- Ah divaguei, mas não fui muito longe. Desconfio que já não posso me distanciar com facilidade.
Com essas palavras Andrea olhava diretamente para Laura, com uma intensidade tão palpável que a morena perdeu o foco de suas ações.
Respirou fundo e …
-- Eu não quero que o nosso dia termine aqui. Gostaria de te convidar para jantar e depois um café.
-- Eu aceito o jantar, mas o café preciso recusar, adorei o dia, mas preciso levantar cedo amanhã e cumprir as metas da minha agenda.
E assim foi, Laura a direcionou para o carro que estava estacionado na marina, e foi conduzida novamente para o hotel onde estava hospedada.
-- Volto para te pegar as oito.
Se despediram com um roçar de rostos, um hábito brasileiro que Andrea estava adorando, era quase um beijo, mas os desejos foram contidos.
-- Te vejo daqui a pouco.
Viu o carro arrancar em disparada, pensou consigo se todos dirigiam de forma tão perigosa, sem respostas seguiu para a entrada do hotel saudando a bela mulher que estava na recepção e se dirigiu ao seu quarto.
Quando entrou em seu quarto adorou a arrumação e as flores em um vaso sobre a escrivaninha, nelas tinha um cartão o que indicava que as flores eram um presente e não uma cortesia do hotel. Ao abrir o bilhete enquanto cheirava uma flor o sorriso que esteve em seu rosto o dia todo murchou, era um bilhete de boas-vindas da sua editora, parabenizando pela pontualidade e confirmando que estaria na cidade nos próximos dias, não sabia precisar a data, mas já estava no Brasil. Não que Andrea não gostasse de Mayra, ela era uma pessoa legal, uma ótima editora, mas tinha o péssimo hábito de se meter nos possíveis relacionamentos de Andrea, era verdade a escritora não ficava muito tempo em uma cidade para ter um affair duradouro, mas vivia intensamente suas paixões, mas depois do dia de hoje, ela não queria estragar o que estava construindo, ainda que não soubesse descrever com um nome.
Bem como não tinha controle sobre as idas e vindas de sua chefe, procurou algo leve para vestir a noite e aproveitar os momentos de folga com a morena brasileira, o clima da cidade não permitia roupas pesadas. Se permitiu um banho longo e demorado, e saindo de lá colocou uma bermuda branca de um tecido leve que contrastava com a camisa azul marinheiro e um all star branco, estava perfeito, se fosse dia teria completado com um chapéu, mas para a noite, apenas escovou o cabelo e deixou solto sobre os ombros, até onde ia o corte. Pouco tempo depois Laura estacionou em frente a pousada, estava linda com uma calça cáqui combinando com uma camisa preta com um decote exagerado que deixava ver muito do seu corpo, extremamente sedutora para a ocasião e Andrea não deixou de perceber e salivar.
-- Eu vou te levar para um lugar maravilhoso, fica um pouco afastado do mar, mas você vai gostar.
-- Cada canto desta cidade está se mostrando maravilhosa para mim, e eu nem a conheci por completo ainda.
-- Pois bem madame, sua carruagem a aguarda. – Fez mesura ao abrir a porta de passageiro e mais uma vez depois de entrar no carro, acelerou como se fosse largada de uma corrida fórmula 1.
-- Vocês brasileiros sempre saem nesta velocidade?
-- Como? Não entendi. Acha que estou correndo? Você precisa pegar a estrada para me ver correndo, mas faço isso com toda a segurança que me é permitida.
-- Fico feliz em saber, eu só tenho esta vida, tenha cuidado.
O gracejo terminou com uma carícia na mão que segurava o volante, e Andrea deixou-se guiar pela motorista, que seguia pela estrada pouco sinuosa, sentido interior da cidade, pela janela ela pode ver a indicação estrada real, e se recordou de ler e ouvir sobre este caminho mais cedo, pensou consigo este caminho durante o dia deve ser lindo.
Chegaram em um restaurante que ficava na mesma estrada mantinha o nome e parecia estar ali desde o tempo do imperador, a decoração do lugar era singular e acolhedora, logo foram recebidas e encaminhadas para o interior do estabelecimento.
-- Eu não sei se você conhece, mas a tilápia daqui é uma das iguarias que vale a pena a viagem na região, só para comer.
-- No tengo la certeza que yo lo conozco. Estàs hablando de peixe correcto. Pero me encantaria saber de su sabor, desculpe pensei e falei rápido, fico nervosa quando não conheço sobre o que falo.
-- Mas você está certa, é um peixe muito servido na região. Gostaria que você experimentasse.
-- Estou em suas mãos, você é livre para fazer o que quiser.
-- Não me dê ideias, posso cancelar o jantar e ir direto para a sobremesa.
-- Não mesmo tenho fome. Por favor o prato.
Laura sorriu enigmática e chamou o garçom que curiosamente deu o boa noite como se para uma velha conhecida, e a mesma o apresentou para Andrea como um amigo de tempos, ficou sabendo que ela sempre parava ali para refeições, praticamente conhecia todo o cardápio da casa, e tinha histórias para contar. Mas não teve a oportunidade naquele momento. Quando os pratos chegaram, foi surpreendida com a qualidade da apresentação, dois filés de tilápia bem-dispostos no prato, feito na brasa com amêndoas, forma simples e sabor inigualável. Acompanhado de um vinho branco brasileiro, um assemblage, feito de da fusão de diferentes castas de uvas, com um aroma e sabor bem equilibrados para a ocasião.
-- Estou adorando o sabor, sua escolha é perfeita. Eu posso ficar morando aqui neste lugar só pela comida.
-- Pode, mas tem muito mais do Brasil para você descobrir. Acredito que em seu país também tem comidas típicas maravilhosas.
-- Ah sim tem, mas como viajo muito e tenho conhecer muito dos locais onde vou, eu fico muito feliz quando me apaixono mesmo pela culinária, este restaurante será citado no meu guia com certeza.
-- Você está sempre pensando no trabalho?
-- É inevitável, mas as minhas críticas são sempre positivas e incentiva a visita. Gosto do meu trabalho, eu conheço muitos lugares, conheço muitas pessoas, me divirto sem dúvida e ainda sou paga para isso. Um brinde ao melhor trabalho do mundo.
-- Um brinde à mulher maravilhosa a minha frente.
Elas estavam finalizando o jantar, pediram a sobremesa, um sorvete de frutas tropicais servido em uma taça para duas, com cerejas terminaram a iguaria, Andrea pediu a conta e descobriu que a conta já estava paga. Por conhecer a casa, Laura, pagou a conta quando pediu a sobremesa e Andrea encantada com o serviço da casa nem percebeu.
-- Eu convidei você, prometo que amanhã deixo você pagar tudo, estaremos coladas por quinze dias, você terá a oportunidade. Hoje você é minha convidada.
-- Ok, seja minha guia então. Para onde?
-- Para um lugar mais perto das estrelas, onde as luzes da cidade não alcançam.
Retornaram para a estrada, seguindo pelo caminho de paralelepípedos que as levava mais alto na montanha, a vegetação de mata atlântica do local estava deixando Andrea maravilhada, ela abriu os vidros do veículo para poder sentir o vento em seu rosto, o doce aroma da mata a noite, quando do nada Laura faz uma parada em um portão alto e acionando os controles fez o portão abrir e o fechou atras de si, e seguiu com o veículo ainda montanha acima, estava literalmente se dirigindo ao cume e mais parto das estrelas.
-- Bem-vinda ao meu doce lar. – Disse estendendo os braços e dando passagem para uma guia entusiasmada.
-- Que lugar lindo, quase posso tocar a poeira das estrelas, eu não sairia daqui com facilidade mais.
-- Enquanto estou trabalhando viajo o mundo, mas quando é férias gosto de vir para casa, para me sentir assim, de volta no paraíso, esta casa era dos meus avós e eu a herdei. O melhor presente para uma vida toda.
-- De fato, eu estou apaixonada.
-- Venha você precisa conhecer a vista de um lugar confortável.
E Andrea se deixou guiar para a casa, finalmente decorada, nos moldes de uma casa na montanha, mas não se deteve nos detalhes pois estava sendo direcionada para a varanda que circulava a casa. Neste pátio havia cadeiras confortáveis e redes, um tanto quanto atrapalhada a espanhola se aventurou a deitar na rede e seguir a dica de sua anfitriã.
Recebeu em sua mão mais uma taça de vinho, que degustou com prazer, este um tinto seco de rótulo chileno, um dos melhores vendidos na América Latina. Laura se juntou a ela na rede após enumerar as estrelas que se podia ver da sua casa.
As duas se permitiram por alguns minutos ficar em silêncio ao sabor da brisa da noite apreciando as estrelas longínquas que brilhavam no céu, não era preciso diálogo naquele momento pois estavam em sintonia.
Mas os corpos estavam quentes mesmo no frescor da noite, e Laura deixou o seu corpo roçar em Andrea, deixou a outra saber que estava aberta a um contato mais íntimo e a mensagem foi recebida pois a outra a envolveu em seus braços e buscou por seus lábios.
Foi um acordo silencioso, as duas se procuravam com desejo, quando os lábios de Andrea encontraram o pescoço de Laura, e pode sentir o doce sabor canela que a morena tinha em sim, o desejo as consumiu, e elas se permitiram desfrutar uma o corpo da outra ali mesmo onde estavam, os s***s da morena ali expostos ao sabor do desejo, a pele aveludada da escritora sob o toque quente do desejo. Andrea deslizava sua boca entre o vale dos s***s, as duas montanhas negras e desejosas, prontos para serem sugados, e a cada toque intumesciam-se mais, rijos e apetitosos, Andrea não sabia dizer como ela gostava, mas a brasileira ali em seus braços era uma mulher perfeita, feita para o prazer.
-- Eres muy guapa Laura, me encanta estar entre tus pierna, yo voy quierer estar usted hasta que haya el sol. Creo que me enamoré de ti.
-- Eu também posso dizer o mesmo.
As palavras saiam entre sussurros e gemidos, Andrea bebia do vale entre as pernas de Laura, buscava se saciar indo cada vez mais fundo e ao final de cada investida tinha sua cabeça presa entre as pernas da morena, que gritava entre gemidos e a trazia para mais próximo de si, Andrea que se fazer entender pelo toque e por isso a buscava doar mais prazer para a sua parceira, e quando percebeu que tinha atingido o objetivo soergueu seu corpo e puxou a beleza n***a que tinha em suas mãos para bailar sob as estrelas.
Eram duas ninfas correndo no bosque, e assim se sentiam. Em dado momento Laura a puxou para si, e a encostou na parede da varanda, em frente ela ajoelhou-se e começou a distribuir beijos na pele de pêssego aveludada da espanhola a sua frente, quando chegou no triangulo do prazer escondido entre suas pernas, a febre já tomava conta do corpo de Andrea que teve sua perna direita suspensa colocada sobre o ombro esquerdo de Laura, quando ela encontrou uma melhor posição para então tocar os seus lábios vaginais com a boca e finalmente sentir o gosto da mulher que a enlouqueceu a primeira vista. Era doce como o mel e salgado como a água fria daquele mar por onde navegaram naquele mesmo dia.
Andrea murmurava palavras desconexas em sua língua nativa e afundava cada vez mais os dedos nos cachos de Laura, até não resistir mais e antes do g**o, puxar a morena para um beijo o que foi rapidamente atendida, não sem antes voltar sua mão para onde antes estava os lábios, os movimentos lentos de vai e vem continuaram o prazer já sentido e quando Laura percebeu a umidade e que junto com ela vinha mais uma onda de prazer intensificou os movimentos para que então Andrea gozasse enquanto a beijava.
Os corpos suados se abraçaram, as duas buscavam o ar de forma sôfrega entre risos.
-- Precisamos entrar, ou vamos nos resfriar.
E de mãos dadas as duas entraram, e foram para o quarto, tomaram um banho juntas e ali mais uma vez se amaram, até que exaustas se deixaram cair na cama.