Capítulo 31

1444 Words
Draco Os papéis estavam todos dobrados dentro de uma gaveta, mas apenas o nome da Bellatrix era legível, droga! Parece que estou cada vez mais sem respostas. — Amor? — Levantei a cabeça e Alhena estava encostada na porta. — Oi. — Aproximou-se e encarou os papéis. — O que são esses papéis? — É de um orfanato em Londres. — Isso é ótimo. — Nem tanto, não tem nada que nos dê uma direção. — Suspirei, ela pegou os papéis da minha mão e leu. — Sabe Draco, tem um lado bom em ser bruxo, não sei como não pensou. — Colocou os papéis na mesa e puxou sua varinha. — O que vai fazer? — Revelio. — Algumas flechas saíram da varinha e leu os papéis novamente — Você não vai acreditar. (...) Alhena Estava tomando café com as meninas, mas o que descobrimos no final de semana mexeu comigo, só de pensar que Bellatrix Lestrange pode ter tido um filho e ele pode estar vivo, isso acaba com todas as minhas expectativas. — Você tem certeza do que leu naqueles papéis? — Hermione estava mais confusa do que eu. — Sim, estava escrito para quem quisesse ler, mãe Bellatrix Lestrange e pai Tom Marvolo Riddle. — Você quer mesmo que eu acredite que Voldemort tem um filho? — Isso é demais para mim. — Gina abaixou a cabeça na mesa. — Qual era o nome desse orfanato? Eu preciso falar com a Ordem. — Não, eu não quero que fiquem preocupados. — Mas eles precisam saber. — Quando for a hora certa nós contamos, Mione. — A interrompi, não tem um ano que todos perdemos amigos e alguns familiares, não quero que todos se preocupem com isso. — Certo, mas onde eles esconderam essa criança? — Nas masmorras? — brincou Gina. — Fala sério, vocês imaginam aquela lunática cuidando de uma criança? — Alguém deve ter cuidado, algum elfo. — Lembrei elas. — Mas por todo esse tempo? — Eles são leais Mione. — Tá Gina, mas estamos falando de uma pessoa, que pode estar por aí querendo vingança, sei lá. — Não sabemos se essa criança está viva, os papéis não mostram sequer o nome. — Os orfanatos precisam de sigilo, Lhena. Nós podemos ir lá e tentar descobrir algo, não é Gina? — Eu tenho que treinar o novo time, não posso sair. — Lhena? — Eu estou estudando para as provas do semestre passado, posso pedir para o Draco ir com você, o que acha? — Jamais — protestou batendo na mesa. — Então pode ir sozinha. — Gina a encarou. — Bom dia meninas, sobre o que estão falando? — Malia sentou-se ao nosso lado. — Nada — respondemos juntas. — Gina, eu estava olhando os novos integrantes do time, separei eles em algumas posições que eu acredito que se sairão bem. — Malia pegou um papel enorme com o nome de todos os alunos na mesa e Gina a encarou, poderia jurar que a ruiva voaria nela. — Eu preciso ir. — Peguei meus livros e saí em direção ao campo de quadribol, ao contrário dos dias anteriores, hoje o sol estava tomando conta de todo o castelo, fazia tempo que não o via tão forte assim, ainda preciso arrumar uma desculpa para convencer o Draco a ir com a Hermione até o orfanato. — Zabini! — Blásio virou-se depressa sorrindo e caminhou até mim. — E aí Virgo, como você está? — Estou um pouco preocupada, mas e você? — Só um pouco abalado com tudo, os primeiros dias foram piores, eu só conseguia me lembrar de todas aquelas pessoas caídas pelos corredores, mas a Minerva está me ajudando. — Deve ser horrível. — E é! Mas mudando de assunto, com o que está preocupada? — Bom, eu preciso convencer o Draco a fazer algo com uma pessoa que ele não gosta muito. É super importante que ele faça, mas não tenho a mínima ideia de como. — Você namora ele, não tem pessoa que consiga convencer ele mais do que você, a não ser que a pessoa que esteja falando seja a Granger. — Aí está o problema. — Sério? Melhor desistir, ele não iria nem se você jurasse não ir mais para a cama com ele, a Granger topou? — Também não. Ah! Por que os dois são tão cabeça dura? — Tudo tem seus males, o seu é seu namorado odiar uma das suas melhores amigas. — Não ajudou muito. — Eu não disse que iria, mas se quer o convencer, tem que ser em algum momento que ele esteja vulnerável. — Hum, me deu uma ideia. -- Levantei-me e limpei minha roupa que estava com um pouco de grama. — Se não der certo, não tenho nada a ver com isso. — Dei risada e voltei para o castelo, estava muito cedo ainda, com certeza ele ainda estaria na cama. Cheguei ao salão comunal da sonserina e alguns alunos estavam treinando para a prova de transfiguração da Minerva, subi as escadas rapidamente e olhei ao redor, não havia ninguém no quarto. Seu uniforme estava dobrado em cima da cama, ele só podia estar no banheiro. Girei a maçaneta e a porta estava aberta, entrei com calma e Draco estava secando seu cabelo. — Se eu soubesse que meu dia começaria bem assim, eu teria levantado mais cedo. — Sorriu me encarando através do espelho. — Bom dia, amor. — Bom dia, então o que te trás aqui? — perguntou Draco em tom de deboche. — Preciso de um favor. — Draco virou-se e veio até mim. — Pode falar, mas se for sobre o quadribol, são quatro votos contra dois, não tive como te selecionar. — Não é sobre isso, eu nem gosto de quadribol. — Segurei as pontas da toalha que estavam em seu pescoço e o puxei para perto — É que eu estava conversando com as meninas sobre o que aconteceu no final de semana e elas decidiram ir até o orfanato, para tentar descobrir algo. — E onde eu entro nisso? — Me deu um selinho. — A Gina não pode ir, porque ela vai treinar os novos jogadores do time, eu não posso ir porque preciso estudar para as provas do semestre passado e a Mione não pode ir soz... — Você está brincando? — Me interrompeu. — Não, é por uma boa causa. — O que acha que as pessoas vão pensar me vendo com a Granger? Só se eu estivesse maluco. — Por favor, nós precisamos de você. — Por que ela não vai sozinha? Ela precisa sempre de um esquadrão? — Pode ser perigoso, não sabemos o que tem lá, vai por mim? — Draco suspirou me encarando. — Eu até vou, mas com duas condições: a primeira é que eu quero você! E a segunda é que a Granger tem que me pedir. — Ela nunca vai fazer isso. — Então nunca saberemos o que tem no orfanato. — Sorriu. — Ah poxa, eu prometo te recompensar. — Eu sei que vai, mas quero ouvir ela me pedir. — Você é maluco. (...) — Bom dia alunos, sentem-se por favor — disse o professor Slughorn enquanto esperava todos entrarem. — Já que todos estão acomodados, alguém sabe me dizer o que é amortentia? — Luna levantou a mão entusiasmada — Senhorita Lovegood. — É uma poção do amor, ela tem o cheiro de tudo o que nos atraí, senhor. — Exato! Alguém sabe me dizer o efeito que ela causa? — Ela nos dá a ilusão do amor, senhor. Pode causar a morte se for manipulada de maneira inadequada. — respondeu Hermione. Não sei como, mas ela estava sempre em todas as aulas. — Correto, senhorita Granger. Alguém pode nos dar uma demonstração? Senhor Malfoy, aproxime-se e diga o cheiro que sente. — Draco obedeceu e inclinou-se sob o caldeirão. — Hum... chuva, limão, e pizza. — Sorriu me olhando. — Pizza? — Sim, professor. — Tudo bem, senhorita Virgo, por favor. — Me aproximei e consegui sentir o cheiro de Draco — Pode falar. — Flores, chuva, grama recém cortada e menta. — Ótimo, pode voltar ao seu assento. Quero que todos façam um relatório da poção amortentia e como ela pode ser prejudicial. — Ótimo! — reclamou Goyle. Fiquei imaginando o cheiro que ele sentiria, fala sério. (...) Voltei ao meu quarto depois do jantar e de uma breve discussão com Hermione para ela pedir ao Draco para ir com ela, não sei qual dos dois era mais orgulhoso. Ainda preciso fazer três provas essa semana, que Merlin me ajude.
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