Capítulo 14

1249 Words
Alhena Acordei cedo essa manhã, preciso aprender pelo menos duas palavras em língua de cobra, para poder treinar com Draco na câmara secreta do castelo. Tomei meu café da manhã com pressa e corri para a biblioteca. — Deve ter algum livro, não sei — disse Draco folheando alguns livros. — Se acharmos quem vai abrir? — perguntei. — Eu abro, amor. — Sorri pela maneira que ele me chamou e peguei outro livro colocando em cima da mesa me apoiando por trás de seus ombros. — Estou com saudades de você. — Beijei seu pescoço o fazendo arrepiar e dei outro beijo em sua bochecha. — Não faz isso. — Sorriu. — Por que? — Coloque a mão por dentro de sua camisa e ele a segurou. — Porque vou querer terminar isso. — Dei risada e me sentei ao seu lado abrindo o livro — Precisamos achar isso rápido. — Olha aqui, conversando com cobras, capítulo vinte. — Draco abriu o capítulo e havia várias cobras diferentes e explicava como elas se comportavam, no final do livro haviam algumas palavras e como se pronunciavam as mesmas. — Tenta falar algo. — Tentei sussurrar algumas palavras mas não consegui — Isso foi ridículo. — Gargalhou. — Tenta você então. — Draco sussurrou algumas palavras e me olhou — Foi melhor, mas como vamos saber se funcionou? — Vamos ao banheiro feminino. — O que tem lá? — Adivinha. — Draco pegou o livro e segurou minha mão para irmos ao banheiro, todos haviam ido à Hogsmeade naquela manhã, não seríamos vistos tão facilmente. — O que fazemos agora? — perguntei. — A Murta que geme. — Quem? — Quem está no meu banheiro? — Uma voz fina surgiu, me virei e havia o fantasma de uma garota atrás de mim. — Essa é a Murta? — Sim. — Draco deu risada. — Qual a graça, seu cabelo lambido? — exclamou a garota, vindo em nossa direção e fuzilando Draco com os olhos. — Ei! Calma. — Entrei na frente de Draco — Você pode nos ajudar? — Por que eu ajudaria alguém que está rindo de mim? — Peça desculpas, Draco. — Não. — Malfoy não me faça te obrigar. — Tá! Tá bom, desculpa. — Não. Mas eu vou ajudar a menina. — Ah desculpa, eu me chamo Alhena. — O que precisa? — Sabe como chegar na câmara secreta? — Da última vez que Potter a abriu... — Suspirou — Ele estava perto da pia com o Weasley pateta. — Isso nós concordamos — afirmou Draco, aproximando-se das pias. — E agora? — perguntei. — Acho que preciso falar algo. — Folheou o livro e murmurou algo, rapidamente as pias desapareceram e uma grade tomou seu lugar revelando um buraco imenso — Mas o que? — Onde isso vai dar Murta? — Na câmara secreta, Harry e seus amigos entraram. — Vamos entrar Draco. — Você está maluca? Se ficarmos presos ou morrermos aí dentro, ninguém nos encontra. — Vem logo e trás o livro. — Me sentei na beirada e escorreguei por todo o buraco, conseguia ouvir os gritos de Draco logo atrás. — Alhena! Se eu morrer eu juro que te mato. — Caímos em uma sala totalmente escura com algumas coisas no chão — Ótimo é aqui que morremos. — Para de drama. — Peguei minha varinha para clarear o ambiente e Draco fez o mesmo, havia algumas pedras pela lateral do local. — Que p***a é essa? — perguntou Draco passando a mão em algo grande que estava ali. — Parece uma cobra. — É pele de cobra, imagina o tamanho desse animal. — Ainda bem que Harry chegou primeiro. — Tenho que concordar. — Vamos. — Haviam alguns túneis e resolvi entrar, passamos por um corredor não muito longo e havia uma espécie de porta iguais as de cofres com cobras em volta — Faça sua mágica. — Draco sussurrou novamente e a porta começou a se mover, ele me puxou para perto, parecia aflito. Após a porta abrir um salão imenso foi revelado, havia uma espécie de lago na lateral e estátuas de cobras por toda parte e no final do corredor uma cobra de verdade, seus ossos estavam amostra e ainda havia pele em algumas partes de seu longo corpo. — Snape deveria dar uma festa aqui — disse Draco me olhando. — b***a. Como vamos treinar? — Bom, isso apareceu quando você se sentiu atacada, podemos lutar. — Não vai funcionar e eu não te machucaria. — Não vamos nos machucar, já sei. Fecha os olhos e pensa na pior coisa que puder, algo que te deixa irritada. — Obedeci seus comandos e fechei os olhos respirando fundo e buscando alguma imagem. Senti Draco se aproximar e me beijar, várias imagens apareceram em minha mente. Astória estava o beijando e tentando ir para cama com ele, ela insistia até ele ceder e todas essas cenas se repetiam. Sai do transe com Malfoy mordendo meus lábios, abri os olhos e o encarei, meu corpo estava muito quente — Conseguimos. — i*****l. — Vamos, me ataca. — Balancei a varinha e o derrubei, ele gargalhou — A herdeira de Godric Gryffindor só consegue fazer isso? — Wingardium Leviosa! — Draco estava flutuando e o coloquei em cima de algumas pedras. — Minha vez. Expelliarmus. — Minha varinha voou longe, lutamos por mais um tempo até cansarmos. Estávamos sentados dentro da câmara conversando. — Por que me fez ver aquilo? — perguntei. — Eu não fiz nada, só te beijei. Olha mais um pouco e repara quem estava lá comigo. — Tentei lembrar e em todas as memórias éramos nós dois — Você só trocou por quem te causa raiva. — Eu tenho o direito de ficar brava. — Eu também tenho, mas não quero estragar a única coisa que me deixa feliz. — Draco aproximou-se e me beijou de novo, dessa vez de uma maneira mais suave. Conforme íamos nos beijando, ele me puxava para seu corpo e acabei sentando em seu colo, sua mão percorria procurando minha blusa e ele tirou cada botão devagar. — Draco, eu também estou afim, mas aqui? — Qual o problema? — perguntou beijando meu pescoço. — Tem um basilisco morto a cinco metros de nós e estamos no subsolo da escola. — Você tem razão, mas não quero sair agora, aqui está bom, mesmo nesse chão gelado. — Jogou a cabeça para trás e ficou me olhando. — O que foi? — Sorri abotoando minha camisa, Draco segurou minha mão e a deixou toda aberta. — Eu gosto de te ver, gosto de ficar com você, mesmo com um cadáver ali. — Sorriu — Será que vamos ter uma vida normal algum dia? — Tá afim de ir viver com os trouxas? — Não, nunca. Mas quero que esteja lá, sabe? — Suspirou — Não importa o que aconteça, eu preciso que fique. — Depois dessa declaração, eu não sei se choro ou te beijo. — Vem cá. — Me puxou e beijou novamente, abri sua camisa e ele gargalhou. — Estou vendo que era charme, fala sério, não tem como resistir a um Malfoy. — Claro que tem. — Mordi seu pescoço com certa força e ele reclamou — O problema é você. Ficamos um bom tempo na câmara, o tempo parecia correr quando estávamos juntos. Não fizemos nada além de nos provocar e conversar, Draco é mais do que todos pensam.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD