Capítulo 18

1552 Words
Acordei cedo, o sol ainda estava nascendo, Draco dormia tranquilo ao meu lado completamente nu, gostava de ver ele dormindo, com certeza era o momento mais agradável a todos, amo ele, mas até eu sei que ele passa dos limites. Fui ao banheiro e fiz tudo o que precisava, coloquei uma roupa confortável e me sentei ao seu lado novamente. Fiquei um bom tempo refletindo sobre tudo o que aconteceu nesse último ano, principalmente nesses últimos meses. — Ah, alguém apaga essa luz! — reclamou Draco colocando o travesseiro em seu rosto. — Bom dia, bela adormecida. — Por que já está acordada? Vem aqui. — Segurou minha mão me fazendo deitar ao seu lado — Está de roupa? — Me olhou. — Sim, por que não estaria? — Poxa, eu pensei que acordaria com a melhor visão que já tive. — O encarei e dei risada. — b***a, não está com frio? — Nenhum pouco, você está? Se quiser posso cuidar disso agora mesmo. — Sorriu maliciosamente. — Não, engraçadinho. Eu não vou ficar nua aqui, não muito pelo menos. — Chata, vem cá. — Draco me abraçou e me deu um beijo suave, gostava quando ele fazia isso — Bom dia, feliz aniversário. — Você lembrou. — Sorri — Obrigado. — Por que eu esqueceria o dia mais especial do mundo? — Me deu vários selinhos. — Quem é você e o que fez com Draco Malfoy? — Engraçadinha, o que vai querer fazer hoje para comemorar? — Bom, eu vou passar a manhã com os Weasley. — Ah não! Eles sempre te roubam de mim. — Eu não sou um objeto e à tarde eu vou ficar com você. — E o que eu vou fazer até lá? — Não sei, mas você fica lindo fazendo birra. — O beijei novamente e ele mordeu meus lábios. — Fica vai, eu faço valer a pena. — Eu sei que você faz, mas meus pais não estão aqui e eles são como uma segunda família para mim, e ninguém vai morrer até eu voltar. — Draco revirou os olhos e me encarou. — E eu sou o que para você? — Você, Draco Malfoy... — Me aproximei de seu rosto dando vários beijos — É birrento, malvado, irritante, mas ao mesmo tempo é uma pessoa incrível, mesmo eu querendo te socar as vezes. Você é família Draco. — Família? — Sorriu. — Sim. — O beijei — Eu preciso ir, mas à tarde eu vou estar aqui. (...) Molly estava dando um sermão em Jorge que ateou fogo nas cortinas quando foi acender as velas do bolo, todos estavam rindo de suas caras e bocas enquanto ela reclamava. — Alhena, como estão as coisas na sua família? — perguntou o senhor Weasley enquanto servia o bolo. — Faz um tempo que não vejo meus pais, eles vivem indo para Nova Iorque, eles não queriam que eu continuasse na escola, mas Hogwarts é nossa casa. — Molly não queria que Gina voltasse, eu também fico preocupado. Mas nossa garotinha está crescendo. — Gina deu risada me olhando. — Eu não sou mais uma criança, papai. — Você ainda o chama de papai Gina — disse Fred pegando sua terceira fatia de bolo. — Cala a boca, Fred. — Bom, Alhena eu preciso ir, vou encontrar Aluado e outros amigos da Ordem, as coisas estão piorando. Feliz aniversário novamente. — O senhor Weasley me abraçou, eu me sentia protegida com todos eles, era até um pouco confuso — Já está pronta, querida? — Sim! E Jorge se fizer outra gracinha eu mesma o mandarei para Azkaban. — Por causa das cortinas, mamãe? — perguntou Jorge segurando a risada. — Minhas cortinas! Sabe o tempo que levei para fazê-las? — Querida, vamos nos atrasar. — Espere Arthur, Alhena querida, fico muito feliz que tenha vindo. — Me abraçou — Quero que venha nos visitar mais vezes. — E então os dois saíram pela porta e desaparataram. — Solta o meu bolo Jorge, ou eu mesmo o mandarei para Azkaban! — disse Fred zombando do irmão. — i****a. — Gina e eu estávamos rindo sem parar vendo os dois discutirem igual a dois velhinhos — Gina me ajuda lá fora? Os duendes de jardim voltaram. — Ah chama o Fred, ele só está comendo. — Ele e a Alhena vão tirar a mesa. — Gina nos olhou e saiu da sala, Jorge a acompanhou e ficamos apenas Fred e eu. — Então, o que tem feito Lhena? — Recolhi os pratos enquanto Fred pegava os copos que estavam espalhados. — Bom, na verdade nem eu mesma sei. — Contei tudo o que aconteceu, menos a parte do casamento e ele fazia piada a maioria das vezes. — Você está brincando que foi na câmara secreta? O basilisco ainda está lá? — Sim, metade osso agora, mas continua lá. — Deveria ter entrado quando eu estudava lá, iria adorar as azarações que fazíamos, se Filch pudesse usar magia por um dia, eu tenho certeza de que ele usaria contra Jorge e eu. — Dei risada, sabia de poucas histórias, mas eles aprontam tanto que qualquer aluno sabia contar uma de suas histórias. — Tem tido notícias do Harry? — Nada, a última coisa que soubemos dos três foi o assalto ao banco, adoraria estar lá. — Eles são malucos e ainda bem que temos eles para nos salvarmos. — Vem comigo, tenho uma surpresa. — Subiu correndo as escadas e eu o acompanhei, chegamos ao telhado da casa e nos sentamos. — Então o que estamos fazendo aqui? Vamos pular? — Não sua boba, aqui ninguém vai nos incomodar. — Fred tirou sua varinha e apontou para o céu, algumas faíscas saíram e rapidamente o céu estava coberto por fogos de artifício. Eles se mexiam e criavam formas, e no final uma borboleta pousou em minha mão e explodiu derramando vários brilhos em mim. — Isso foi fantástico, precisa me ensinar. — Isso é segredo de família ou você compra nosso livro de azarações. — Pensei que fossemos amigos. — E somos, até você largar aquele loiro folgado. — Ele não é folgado e eu gosto dele. — Você tem gostos peculiares, mas quando cansar dele, estarei aqui. — Deu risada — Nós podemos viajar quando tudo isso acabar. — Se sobrevivermos até lá. — Claro que vamos, nós somos fodas Lhena, vamos fazer uma promessa! Quando tudo isso acabar nós vamos ao Brasil conhecer o Rio de Janeiro. — Levantou o seu dedo mindinho no ar. — Certo, mas vai me ensinar esse feitiço também. — Cruzamos os dedos e conversamos por um bom tempo, eu chorei na maioria das vezes, ele conseguia fazer eu me abrir de alguma maneira bem estranha. Draco Após Alhena sair, fiquei por um bom tempo ainda na cama, queria surpreendê-la hoje, decidi tentar falar com seus pais, saber se eles topariam vir aqui hoje. Desci as escadas e vi que a mesa do café estava servida e minha mãe estava lendo o jornal. — Bom dia. — Bom dia filho, cadê a Alhena? — perguntou minha mãe. — Ela foi encontrar alguns amigos, hoje é aniversário dela. Eu estava pensando em convidar os pais dela para um almoço à tarde. — Isso vai ser bom para nos conhecermos. O que acha Lucius? — Eu não vou me responsabilizar por nada. — Tudo bem, eu organizo as coisas sozinho. — Enviei uma carta aos pais da Alhena e eles confirmam que viriam, pedi para Nina fazer um almoço e um bolo para comemorarmos o aniversário dela, agora só faltava um presente. ... Mais tarde daquele mesmo dia, eu estava me arrumando para esperar os pais de Alhena chegarem. — Olha só, tudo isso para mim? — Alhena entrou e fechou a porta. — Chegou cedo, pensei que demoraria mais. — Eles tinham coisas para fazer, eu não ia ficar atrapalhando. Por que toda essa produção? — Aproximou-se enquanto eu fechava minha camisa — Não fecha não, fica bonito assim. — Tenho uma surpresa para você. — Sério? O que é? — Sorriu. — É surpresa. — Me virei a olhando, seu rosto estava um pouco corado, parecia ter tomado sol. — Ah poxa, fala vai. — Ainda não, mas você vai gostar e se eu fosse você iria me trocar. — Vem tomar banho comigo? — Me puxou pela camisa e sorriu, essa menina me deixava e******o só de pensar nela. — Eu preciso terminar algumas coisas, amor. — Alhena fez bico me olhando — Você é linda e teimosa. — Aprendi com o melhor. — Deu risada e entrou no banheiro. Eu já estava na sala esperando os Virgo enquanto conversava com meus pais, ouço algumas leves pisadas vindo da escada e era a Alhena, ela estava linda, seus cabelos estavam encaracolados caindo sobre seus ombros, seu vestido era preto com um decote não muito chamativo, mas ela estava perfeitamente desenhada com aquele vestido. — Gostou? — perguntou sorrindo. — Sim. — Então qual é a surpresa? — Parecia ansiosa. — Bom eu... — Sou interrompido pela campainha tocando — Melhor você abrir a porta. — Alhena foi até a porta e a abriu. — Mãe! Pai! — Eles a abraçaram e começaram a conversar ali mesmo na entrada.
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