Capítulo 21

1414 Words
Draco Acordei tarde, esses últimos meses estão sendo exaustivos para mim. E agora tenho que me preocupar com mais um problema, eu neguei que era Harry Potter e nem ao menos sei o porque fiz isso, tudo poderia ter acabado ali mesmo. Me levantei e Alhena já não estava mais na cama, fui ao banheiro e me encarei, parecia que fazia dias que eu não dormia, meus cabelos estavam terrivelmente bagunçados e ainda tinha essa marca em meu braço, ela não era nada atraente. — Mãe? — Desci as escadas procurando alguém — Pai? — O que foi Draco? — Cadê a mamãe? — Ela saiu com a senhorita Virgo. — Suspirei e me sentei à mesa esperando Nina me servir. — Para onde elas foram? — Ele ergueu os olhos por cima do jornal me encarando, já estava esperando um “chega pra lá". — Deveria colocar uma coleira nela, já que está tão preocupado. — Apenas o encarei, não sabia o que dizer. Comi em silêncio e voltei para o meu quarto. Olhei em volta, estou completamente entediado, preciso fazer algo. Estava voando em volta da casa, era realmente grande aqui de cima, não haviam casas ao redor, poderia ser isso. Reparei alguém se aproximando da casa, perto das árvores, me aproximei aos poucos. — O que estão fazendo aqui? — Desci da vassoura e os confrontei. Eles se viraram e lá estava o trio Harry, Rony e a sangue-r**m. — Draco. — Harry sorriu — Achei que nunca falaria isso, mas ainda bem que é você. — O que vocês querem? Se meu pai ver vocês aqui... — Precisamos falar com a Lhena. — Hermione me interrompeu. — Ela não está aqui. — Droga! Eu falei para não virmos até aqui — reclamou Rony. — O que querem com ela? — Vamos, não podemos ficar aqui. — Harry andou por entre as árvores até chegarmos à uma clareira. — Falem! O que querem? — pergunto firme. — Nós precisamos de um fio de cabelo da Bellatrix. — Harry sentou-se. — Cale-se, ele é inimigo. — Hermione encarou meu braço. Abaixei a manga de minha blusa e todos me olhavam assustados. — Isso não está aqui porque eu quero. — Claro, Draco Malfoy não iria apoiar Voldemort! Vocês são todos iguais. — Quem você pensa que é sua fedelha de sangue-r**m? — Eu tenho pena da Alhena ter que aturar uma doninha como você! — Lave sua boca para falar da Alhena! — Puxei minha varinha e Harry entrou na minha frente. — Você não vai machucá-la. — Hermione pare! — gritou o ruivo. — Já chega, vocês dois. — Harry nos desarmou — A Alhena não está, não temos tempo para brigas. Você vai nos ajudar ou não? — Do que precisam? — Me soltei de Harry e guardei minha varinha. — Não podemos falar. — Como querem minha ajuda se não vão me falar para que precisam? — Malfoy, você precisa confiar. — Passei as mãos por meus cabelos e suspirei. — Eu ajudo. — Todos sorriram fraco. — Obrigado, obrigado mesmo. — Harry parecia aliviado. Senti meu braço queimar, era uma dor horrível. — Vão embora, vocês precisam sair daqui agora! — Por que? Precisamos do cabelo. — Rony lembrou. — Voldemort. — Eu vou dar um jeito de mandar, mas saiam agora. — Me virei e andei em direção à minha casa, ouvi um barulho e quando virei eu estava sozinho entre as árvores. Enquanto me aproximava, reparei que Alhena estava chegando em casa junto com minha mãe, acelerei os passos e a abracei. — Onde você estava? — Fomos comprar algumas coisas, mas o que aconteceu? — Só não quero que saia assim, por favor. — Entramos dentro de casa. — Onde estava Draco? — perguntou meu pai. — Estava treinando algumas manobras. — Ele apenas se virou e entrou na biblioteca. Subi as escadas correndo e Alhena veio atrás. — O que você tem? Está estranho. — Alhena fechou a porta do quarto. — Potter esteve aqui. — Me sentei. — Como? Quando? — Ele estava na floresta com os outros dois, eu mandei eles irem embora senti a marca arder. — O que eles queriam? — Eles precisam do cabelo da Bellatrix. — O que eles estão aprontando? — Eu não sei, mas eu falei que iria ajudar. — Como vai fazer isso? Como vai entregar? — A Nina pode entregar, mas não sei como vamos pegar. — A Nina poderia pegar. — Suspirou. — Se ela descobrir, vai matar a Nina. — Não vamos deixar, amor. — Abaixou-se e sorriu. Alhena Estávamos no quarto decidindo como faríamos para entregar o cabelo e o mais importante: se pegar. — Você entendeu, Nina? — Sim, senhor. — Não conte para ninguém, isso é muito importante. — Tá bom, senhora. — A elfa sorriu e saiu do quarto — Isso é loucura, se algo acontecer com ela, eu nunca vou me perdoar. — Ela vai ficar bem. — Draco me puxou para seu colo e me abraçou — Podemos libertar ela, se você quiser. — Isso é sério? — Sorri. — Sim, ela gosta de você, podemos fazer isso. O que acha? — Incrível amor. — Lhe dei vários selinhos. — O que foram comprar? — Sua mãe queria me dar um presente. — Sério? — Sorriu — E o que ela te deu? — Isso. — Levantei a manga da blusa e mostrei o bracelete de prata. — Que lindo. — Ela tem bom gosto. (...) Estávamos todos jantando juntos, pela primeira vez eu via Lucius dando risada de algo, eles estavam me contando da primeira vez que Draco conseguiu voar em uma vassoura, ele tinha apenas três anos. — Ele ficou preso no lustre do salão. — Narcisa contava. — Foi horrível tirá-lo de lá, mas ele parecia gostar de estar lá em cima — completou Lucius. — Certo, agora chega dessas histórias. — Draco estava vermelho, parecia estar desconfortável com a situação. — Daria tudo para ver essa cena. — Gargalhei. — Senhor, Bellatrix Lestrange está aqui — avisou Nina, o rosto de Lucius fechou completamente e todos ficaram sérios. — Mande ela entrar. — Rapidamente Bellatrix estava na sala de jantar gargalhando e explicando como queria matar cada um dos membros da Ordem da Fênix. — Nós só precisamos encontrar a varinha das varinhas agora e então vamos poder tomar conta de tudo. Isso vai ser fantástico. — Ela gargalhava cada vez mais alto. — E sabem onde ela está? — perguntou Draco. — Enterrada com aquele velho biruta, vamos pegá-la essa noite. — Engoli em seco e olhei para Draco. — Draco, subam e deitem-se já está tarde. — Boa noite — dissemos juntos e saímos da sala. Subimos em silêncio e somente a voz de Bellatrix tomava conta do local. — Será que a Nina vai conseguir? — pergunto. — Vai, ela é esperta. — Que horas são? — Nove e meia. — Jogou-se na cama. — Me sinto uma criança quando sua mãe nos manda ir dormir tão cedo. — Ela não faz por m*l. — Ele esticou o braço e me deitei por cima dele — Podemos fazer uma se você quiser. — Dei risada. — Sem crianças por enquanto. — O beijei e mordi seus lábios. — Você é incrível. — Alisou meu corpo enquanto me beijava. — Para, não vamos fazer nada. — Por que? — Me deitou na cama e voltou a beijar. — Porque sua família está aqui. — Eu já disse, eles não ligam. — Beijou meu pescoço — Podemos fazer o que você quiser — sussurrou. — Isso é maldade. — Eu nunca disse que era bom. — Com licença, senhor Malfoy? Ah me perdoem. — Draco fechou os olhos e deu risada. — Fala Nina. — Levantou-se, a elfa estava de costas. — Eu fiz o que o senhor me pediu, o garoto agradeceu. — Obrigado Nina, mantenha distância da Bellatrix e quando quiser entrar, bata antes. — Sim senhor, me desculpem. — Ela saiu e Draco suspirou. — Conseguimos, viu só? — Sim, mas você sempre erra quando diz que ninguém vai entrar. — Dei risada e tirei meu casaco — Eu vou tomar banho, arruma as cobertas? — Sorri o abraçando. — Arrumo, meu amor. — Beijou minha testa. Tomei um banho rápido, estava exausta e feliz por ter dado tudo certo, mas sabia que não podia comemorar tão cedo.
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