Domingo passado foi incrível, mas m*l consigo me encontrar com a Alhena, seu aniversário será em poucos dias, mas tudo está um caos, a última notícia que tivemos de Potter é que ele invadiu o Banco de Gringotes, mas ninguém sabe o que foram fazer lá, apenas saíram com um dragão e desapareceram novamente, minha mãe estava cada dia mais preocupada.
— Draco! — Ouço uma voz gritar e vejo Blásio correndo em minha direção.
— O que foi Zabini?
— O que vai fazer amanhã à noite?
— Até onde eu sei, nada.
— Vamos treinar algumas manobras?
— Se o Snape nos pegar fora da escola, ele vai nos comer vivos.
— Ah para! Cadê o Malfoy que eu conheço? — O encarei e ele tinha razão, antes eu não me importava tanto e agora eu tomo cuidado com tudo.
— Tá bom! Então eu te encontro mais tarde. — Continuei meu caminho indo para a aula de adivinhação, eu detestava, mas servia para matar o tempo.
— Sentem-se! — ordenou a professora Trelawney, enquanto servia chá para todos, isso é uma completa bobagem. — Na aula de hoje, vamos tentar descobrir o futuro de quem está à sua frente. — Eu estava sentado na frente de Neville Longbottom, isso seria interessante — Bebam o chá e esvaziem suas mentes.
— Palhaçada — reclamei. Neville fechava seus olhos e se concentrava, já eu estava tentando não pensar em nada, mas era difícil.
— Abram os olhos, passem a mão sob a bola de cristal e transmitam sua energia para ela. — Todos obedeceram, eu estava me segurando para não rir, alguém realmente acredita nisso? — Passem sua visão para quem está à sua frente e digam o que veem. — Longbottom me passou sua bola de cristal e fiz o mesmo.
— Eu vejo flores, anéis e... Londres? — Longbottom me encarou confuso.
— O que? Quem está vendo é você. Minha vez. — Não consegui ver quase nada, havia um casal com Neville e uma senhora mais velha, e uma garota loira o abraçando — Um casal, uma senhora mais velha, sua avó? E uma garota loira, isso te diz algo? — O garoto ficou mais vermelho que suas vestes e dei risada.
— N-não.
— Ah meninos, ainda estão por aqui? Deviam estar estudando herbologia ao invés de perderem tempo com algo que não gostam. — Que ignorante — Deixe-me ver. — Puxou a bola de cristal que estava com Neville — Ah Malfoy, eu sinto muito.
— O que?
— Você deverá tomar decisões difíceis e deixar partir quando for necessário, ainda será muito feliz e nenhum m*l te tocará novamente. — A encarei e não entendi nada, Neville disse coisas boas e ela vem com tudo isso?
— Eu preciso ir. — Levantei-me e saí da sala, precisava respirar para entender o que estava acontecendo.
(...)
Alhena
Hoje o dia foi terrivelmente entediante, e ao mesmo tempo assustador, continuam fazendo barbaridades com os alunos do primeiro ano e isso é terrível.
— Como tudo isso aconteceu e você não me contou nada? — Gina estava brigando, pois eu não havia contado os últimos acontecimentos.
— Eu estou com medo de tudo isso, o que Voldemort pode fazer para me manipular? Ele pode matar todos que conheço e não faço ideia de como controlar isso.
— Draco não estava te ajudando?
— Ele está, mas não fazemos ideia de como.
— Eu posso ajudar vocês, quando vão lá embaixo de novo?
— Hoje à noite, você pode ir.
— Você só tem que convencer a fera. — Apontou com a cabeça para trás, olhei e Draco estava vindo em nossa direção.
— Oi amor. — Sentou-se ao meu lado.
— Oi, você está bem? — Balançou a cabeça negativamente e encarou Gina.
— O que foi Malfoy? — perguntou Gina, ela parecia pronta para uma briga.
— O que está fazendo aqui?
— Conversando com minha amiga, ela não é sua propriedade. — Dei risada da careta que ele fez para ela.
— Parem vocês dois. — Gina revirou os olhos — A Gina vai com nós dois hoje à noite, tá?
— Por que?
— Ela vai nos ajudar. — O abracei e ele revirou os olhos.
— Tá bom, mas quero recompensa por isso. — Beijou meu rosto.
— Que nojo — reclamou Gina, e Draco gargalhou. — Vejo vocês mais tarde no banheiro. — Levantou-se e saiu carregando alguns livros.
— Ela é sempre chata assim?
— Só com você, Draco. Mas o que aconteceu?
— A doida da Trelawney, ela me disse umas coisas estranhas, que preciso deixar ir embora quando for preciso e eu serei muito feliz.
— E o que isso tem de r**m?
— Tenho medo de precisar deixar você ir embora. — O encarei e sorri.
— Não importa o que aconteça, eu sempre vou estar aqui. Porque eu te amo, muito mesmo. Não fique com medo. — O abracei.
— Eu vou fazer de tudo para ficarmos juntos, nem que para isso eu precise morar com os trouxas ou sei lá, me desertar. — Dei risada o encarado.
— Não precisa desertar, muito menos morar com os trouxas.
(...)
— Que demora, vocês dois — reclamou Gina.
— Cadê a Murta quando se precisa?— Draco revirou os olhos.
— Vai logo, Malfoy!
— Parem de brigar — pedi enquanto Draco sussurrava algumas palavras perto da pia. Em poucos minutos estávamos todos dentro da câmara, Gina olhava tudo o que estava à sua volta — Está tudo bem?
— Sim, só não me lembrava como era estar aqui.
— Chega de papo, meninas! — Draco tirou seu casaco e dobrou as mangas da sua camisa deixando um pouco da marca n***a aparecer.
— Isso é? — Gina parecia assustada.
— É. — Draco confirmou me olhando, parecia incomodado com a situação.
— Desculpa, eu sinto muito.
— Acredite Weasley, o único culpado sou eu.
— Vamos. — Me afastei dos dois ficando em sua mira e os dois me atacaram, consegui me defender, mas Gina atacou rapidamente. Treinamos por um tempo, estava conseguindo controlar o alvo.
— Estou cansado. — Draco sentou-se —Tem tido notícias do Potter? — Draco encarou a ruiva.
— Acha que vou te falar algo? Sério?
— Pelo visto, não.
— Não sei nada deles, não faço ideia de onde possam estar. — Malfoy assentiu e ficou encarando o basilisco em nossa frente — Lhena eu preciso ir, ainda tenho monitoria hoje.
— Tudo bem, obrigado por nos ajudar. — A abracei.
— Não demorem, não é porque ajudei que eu não tiraria pontos da sonserina. — Dei risada e ela saiu da câmara.
— Descansou? — Me sentei na frente de Draco.
— Sim, como você está?
— Estou bem, obrigado por me ajudar.
— Não tem que agradecer. — Me puxou para perto — Está afim de dar uma volta lá fora?
— Claro, vai ser bom um pouco de ar fresco. — Saímos da câmara e conseguimos sair do castelo sem ninguém nos pegar.
— Eu amo a noite. — Draco segurava minha mão me ajudando a descer as escadarias — Blásio me convidou para treinarmos manobras amanhã, quer vir?
— É um programa de vocês dois, seria estranho eu ir. — Nos deitamos no gramado do castelo e ficamos encarando o céu.
— Eu ia gostar se estivesse aqui. — Sorriu — Bobagem, não?
— O que?
— Todos em uma guerra e eu preocupado, te pedindo para me ver em uma vassoura. — O encarei.
— Não é bobagem você querer ser normal. — Beijei sua bochecha e o abracei — Eu daria tudo para ficar assim, normal.
— Você pensa em ter filhos? — Me apertou.
— Eu não me imagino tendo filhos e você?
— Só um ou dois.
— Quais nomes? — Sorri.
— Scorpios e Azaleia. — Nunca pensei que Draco sequer pensava em ter filhos, isso era uma surpresa.
— Scorpios, é?
— Não ouse fazer piada. — Dei risada e o beijei.
— Tá bom, papai. — Ele sorriu e encarou o céu, uma coruja estava se aproximando e largou uma carta em cima de Draco, ele abriu e leu.
“Draco, volte para casa assim que ler essa carta, Nina tirou suas coisas do castelo e já está tudo por aqui, Hogwarts não é mais seguro. Traga Alhena também, precisamos que fiquem seguros.
— Narcisa Malfoy."