A celebração não teve convites. Não teve roupas especiais, nem música alta, nem discursos ensaiados. Não teve taças erguidas em público ou fotos para provar que algo tinha sido vencido. Teve Hana. Teve Ji-Won. E isso bastou. Hana percebeu que queria celebrar quando acordou com uma sensação estranha no peito — não era ansiedade, nem medo, nem expectativa. Era algo mais leve, quase tímido. — Eu sobrevivi — pensou. — E não estou correndo hoje. Virou-se na cama e encontrou Ji-Won acordado, observando o teto, como se estivesse acompanhando o ritmo lento do dia nascer. — Bom dia — ela disse. — Bom dia — ele respondeu, sorrindo com suavidade. Hana ficou alguns segundos em silêncio, sentindo o corpo inteiro presente. — Quero fazer algo hoje — disse, de repente. Ji-Won virou-se para ela

