Hana não dormiu naquela noite. Não por ansiedade. Por clareza. O ataque contra Ji-Won tinha sido calculado, cirúrgico e c***l — exatamente como tudo que vinha de Yoon-Hee. Mas, pela primeira vez desde o início daquela guerra, Hana não sentia medo. Sentia direção. Ela estava sentada à mesa, o laptop aberto, uma xícara de café esquecida ao lado. O texto na tela ainda estava em branco, mas sua mente não estava. — Eles querem silêncio — murmurou. — Querem que ele pareça culpado por não reagir. Ji-Won observava de longe, encostado na parede, cansado demais para interromper. — Hana… — ele começou — qualquer coisa que você diga agora vai te colocar ainda mais no centro disso tudo. Ela levantou o olhar. — Eu já estou no centro. — respondeu. — Só que em silêncio. E silêncio é território d

