— Você está sangrando, precisa lavar o ferimento. Não toco nele, olho nos seus olhos, esperando a sua reação. Damião fica sentado em silêncio por alguns segundos, apenas me examinando com o olhar, e então acena com a cabeça. Me dando permissão para continuar. Inclino-me ainda mais para a frente, encosto o algodão no nariz e limpo. Tento não prestar atenção ao fato de que a minha respiração está acelerada. Estamos muito próximos um do outro. Continuo tratando o ferimento limpando o sangue. Deslizo o algodão até os seus lábios. E então o meu olhar permanece nos seus lábios. Memórias começam a surgir na minha cabeça na hora errada. Estou ficando com calor. A minha respiração acelera. — Você pode fazer isso sozinho. Eu suspiro e tento me afastar. Eu entendo que algo estranho está acontecend

