Ariana Entro no escritório e sento-me na cadeira. Uma cadeira confortável e comum, não uma armadilha macia e aconchegante. Aqui no seu escritório, Vincenzo não precisa testar os visitantes. É aqui que os mais resilientes acabam. Coloco as mãos nos braços da cadeira e olho para o dono do escritório, demonstrando com toda a minha aparência atenção e paciente expectativa. Esta é uma maneira de demonstrar respeito em siciliano. Somente um caipira demonstraria impaciência e agitação desnecessária se o anfitrião fosse tão generoso a ponto de sacrificar o seu tempo pelo bem dos convidados. E mesmo que ele mesmo tenha pedido uma visita. O rápido olhar que o Signor Di Stefano lança-me mostra que estou fazendo tudo certo. — Arina, tenho um favor para lhe pedir. — Estou ouvindo, Vincenzo. — N

