O cheiro de antisséptico ainda queimava o ar. Dante abriu os olhos devagar. A luz branca do hospital o atingiu como um soco. O peito estava enfaixado, o braço preso, costelas queimando por dentro. Cada respiração parecia atravessar vidro. Mas ele estava vivo. A primeira coisa que viu foi Camila sentada ao lado da cama. Não havia maquiagem. Não havia postura de comando. Só exaustão. Ela estava inclinada para frente, os dedos entrelaçados com os dele. — Eu achei que tinha te perdido. — a voz dela saiu baixa. Dante tentou sorrir, mas doeu até nisso. — Você nunca me perde. Ela fechou os olhos por um segundo. Mentira. Ela quase perdeu. E isso tinha mexido com algo que ela vinha tentando manter sob controle. Pierre estava do lado de fora, com o ombro enfaixado. Jorge resolvendo

