O cheiro a fumo ainda estava preso à roupa de Camila. Ela não tinha trocado de roupa. Não tinha dormido. Não tinha permitido que o corpo sentisse o peso da bala que rasgara o seu braço. Estava sentada à mesa, o mapa aberto à sua frente. Dante está vivo. A frase repetia-se na cabeça dela como uma oração invertida. Mateo quis que eu soubesse. Isso significava uma coisa: ele queria que ela reagisse. — Ele está a testar o teu limite. — disse Jorge, encostado à parede. — Ele quer que eu perca controlo. — respondeu Camila. — E vais? Ela levantou os olhos devagar. — Não. Vou fazer pior. Pierre entrou com um portátil nas mãos. — Consegui acesso parcial às rotas secundárias do Mateo. Ele reforçou três pontos desde ontem. — Está a esperar retaliação direta. — murmurou Gerson. Camila f

