Fico parado, observando enquanto Vitória sobe as escadas, batendo os pés com força a cada degrau. Ela está claramente chateada, e eu até entendo de onde vem sua frustração, mas jogar isso tudo em cima de mim? Isso não. Me poupe. Com a irritação fervendo dentro de mim, sigo atrás dela, invadindo seu quarto logo depois que ela bate a porta com força. — Eu sou nojento? — Ergo uma sobrancelha, minha voz carregada de sarcasmo. — Me deixa em paz. — Ela murmura, balançando as mãos para me afastar, como se isso fosse o suficiente. — Não, agora você vai me ouvir. — Digo com firmeza, agarrando seus braços e a segurando no lugar. — Vou mudar essa sua cabecinha, tirar essa visão de contos de fadas que seus pais alimentaram por tanto tempo. — Eu e meu irmão fomos vítimas de tudo isso. — Ela murmur

