Eu não deveria obedecer a ele. Não deveria me importar se ele acha que o vestidinho preto ficaria bem em mim ou não. Mas, aqui estou eu, vestindo o vestido preto, curto e extremamente desconfortável. Não entendo por que estou tão preocupada com a opinião dele. Ele matou meus pais, machucou meu irmão — e sabe-se lá quantas atrocidades mais cometeu. Ainda assim, estou aqui, me preocupando. Estou perdida. Não sei o que fazer, que decisões tomar. Com um suspiro pesado, saio da frente do espelho e caminho em direção à porta. Ao descer as escadas, encontro a sala vazia, mas o som vindo da cozinha revela que alguém está mexendo em algo lá. Coringa surge logo depois, o barulho cessa. Ele está comendo um pão inteiro de uma vez e, ao me ver, para de mastigar para me analisar. — Uau. — Ele diz

