Lucca estava estranho.
Ele sabia que nada do que aconteceu, foi culpa dele, mas ainda sim um sentimento crescia dentro dele e tomava conta da sua mente.
Já passava das duas da manhã, ele ainda estava acordado e olhava para o quarto escuro. Oliver estava abraçado ao seu corpo e o mantinha perto. Lucca sentia como se estivesse se afogando, e não tinha como voltar a superfície.
Ele sentia a necessidade de expulsar de sua mente toda a culpa, e batalhava arduamente contra a culpa, mas já estava ficando exaustivo e ele sentia que estava perdendo. Ele não podia se sentir daquele jeito, mas era impossível.
Ele começou a sentir o ar faltar, respirando cada vez mais rápido e seu peito doía, ele se sentou na cama de forma rápida, Oliver acordou pelo susto. Lucca estava com a mão sobre o peito, sentindo a dor consumir e cada vez mais se tornar insuportável.
— Lucca? — Oliver chamou preocupado, vendo o ômega ofegar e até mesmo chorar em desespero.
O alfa foi rápido, indo até a porta e abrindo a mesma, depois indo até Lucca e o pegando no colo. Ele andava rápido, mas tomava cuidado para não machucar seu ômega.
Isaac e Nathan estavam no primeiro quarto do corredor, Oliver chutou a porta duas vezes, apenas para fazer um barulho. Em segundos a pronta foi aberta, e Nathan estava ali.
— O que aconteceu? — Nathan perguntou vendo o sobrinho um tanto desesperado.
— Ele não respira direito! — Oliver falou desesperado, a porta ao lado abriu e de lá Saiu Dean e Celine, outra também abriu e Sol e Lee estavam ali.
— Vamos leva-lo ao hospital! — Isaac falou já colocando uma roupa quente, pegando uma coberta e assim jogando em cima de Lucca, já que o ômega usava apenas um pijama.
O hospital era perto, bem perto na verdade o que fez eles chegarem em menos de cinco minutos de carro, Lucca apenas chorava e sentia cada vez mais dificuldade em respirar, sentindo uma dor enorme e sua cabeça parecia rodar. Oliver estava com ele no banco de trás, e tentava manter Lucca acordado.
Assim que pararam na emergência, Oliver foi rápido em abrir a porta e gritar por ajuda, logo enfermeiros estavam ali com uma maca e levavam
o ômega para dentro do hospital.
Oliver estava desesperado, sentia seu peito afundar e sentia também as lágrimas caírem. Nathan colocou a mão no ombro do sobrinho, o alfa adolescente apenas se virou e abraçou o corpo do tio, sendo confortado em um abraço.
O tempo vai passando, e Isaac e Nathan apenas faziam de tudo para confortar Oliver. Quando o enfermeiro se aproxima, os três levantam e o rapaz vem até eles.
— Bom, vocês são os parentes de Lucca Bennet, não é? — ele pergunta.
— Sim! — Oliver responde.
— Ele teve uma crise de ansiedade, é comum quando estamos sobre grande pressão, e como ele já tem histórico, é normal que essas crises venham, dependendo do estado emocional que ele se encontra. — Explicou.
— Podemos levar ele? — Isaac perguntou.
— Sim, ele será liberado em alguns minutos.
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