Ela é Louca e está Me Deixando Louca Também

1578 Words
Na terça-feira aconteceu a mesma coisa que na segunda. Ela sumiu o dia todo, mas na hora do jantar ela estava lá, no mesmo lugar. Quando entrei, ela lançou aquele mesmo olhar em minha direção, mas dessa vez fui forte o bastante e desviei, indo sentar em outra mesa junto com as noviças que conversei no meu primeiro dia aqui. Durante o jantar, eu sentia seus olhares sobre mim, me deixando nervosa. Por sorte, as noviças estavam entretidas conversando que nem perceberam meu desconforto. Quando olhei para ela, ela levantou uma das sobrancelhas e levemente balançou a cabeça dando um pequeno sorriso sem mostrar os dentes, mas não era como se estivesse reprovando a minha atitude de não ter ido sentar ao seu lado, mas com ironia, como se quisesse me dizer que eu estava sendo boba demais tentando fugir dela. E eu realmente estava. Mas era minha única saída. Eu não podia ficar perto dela que parecia entrar num transe, deixando ela falar e agir de formas que nunca imaginei vindo dela. Depois de terminar meu jantar, me despedi das outras ali presente e me retirei do ambiente. Eu sabia que não tardaria até eu me entregar a ela, mas enquanto pudesse fugir, fugiria. Subindo aquelas escadas que pareciam não ter fim, cheguei ao meu quarto indo diretamente ao banheiro. Precisava relaxar, mais uma vez aproveitando da banheira que tinha ali. Preparando a água, tirei minhas vestes e entrei, apreciando aquela temperatura gostosa. Me sentando, recostei minha cabeça na beirada fechando os olhos. Às vezes tudo o que precisamos é de um bom tempo no banho para relaxar e espairecer. Sentindo meus dedos dos pés e das mãos enrugados, abri meus olhos dando de cara com a madre sentada numa banqueta que tinha ali, me olhando, como se já estivesse acostumada. Apesar de que ela estava, mas não eu estando nua. - Não fique assustada, Emma. É apenas eu. Tudo o que você tem, eu tenho. Em breve verei esse seu lindo corpo todas as madrugadas e, quem sabe, de dia também, quando lhe chamar para o meu escritório ou no meio de uma missa, para transarmos atrás da igreja. Ela falava isso tudo como se fosse a coisa mais normal. Ela é louca! - A-a senhora não pode entrar assim aqui. Não pode me dizer essas coisas. E também, a senhora tinha me dito que não viria ao meu quarto durante essa semana. - Sim. Eu posso entrar, e vou. Eu posso dizer, e vou. Porque você gosta, mas não quer admitir. E sim, eu disse. Vim aqui para lhe dizer que aquele lugar vazio ao meu lado no jantar, é para você. Não adianta tentar fugir de mim, você não vai conseguir. Primeiro porque o seu corpo não quer. Segundo porque eu vou até o inferno atrás de você. - Ela se levantou, chegando perto da banheira e olhando todo o meu corpo. Instintivamente tentei cobrir com as mãos minha i********e e s***s. Mesmo que ela tenha visto. - Se continuar com isso, linda noviça. Serei obrigada e lhe virar de bruços e dar uns bons tapas em sua b***a. Não esqueça. Eu sou a Madre Superiora, eu mando. - Se abaixando para ficar de frente para mim, sua mão direita tirou minha mão de um dos meus s***s e colocou a sua, dando um beliscão em meu bico. Depois disso, levantou e saiu, me deixando ali sem reação. Mais uma vez eu deixei ela me tocar, e mais uma vez eu gostei. __________ // __________ Quarta-feira, passei metade da manhã e da tarde em treinamento. Estudando o livro sagrado, fazendo milhares de rezas, aprendendo às ações que uma freira deve tomar, como se portar e etc. À noite, na hora do jantar, me sentei ao lado da Madre, onde mais uma vez sua mão pousou em minha coxa, só que dessa vez mais perto da minha i********e. Ela subia e descia suas mãos, me fazendo ficar desconcertada. E ela se divertia às minhas custas. - Amanhã a noite, quero que se sente de frente para mim. - Falou baixo apenas para eu escutar. Depois de me levantar e sair praticamente correndo de lá escutando ela rir mais uma vez, fui para o meu quarto fazendo tudo que tinha que fazer, depois deitei e dormi. __________ // __________ Na quinta-feira, foi a mesma rotina. Na hora do jantar, me sentei em frente a ela e por incrível que pareça ela não fez nada. Bom. Foi o que eu pensei quando estava terminando de comer. Enquanto mastigava, depois de ter dado uma das últimas garfadas, senti sua perna erguendo um dos meus pés e quando estava numa altura aceitável, ela o pegou com uma das mãos e o levou para o seu colo, fazendo-me parar de mastigar. Quando levantei minha cabeça para olhá-la, ela estava me observando sem expressão alguma e de repente começou a massagear meu pé. Quando voltei a olhar para o meu prato e mastigar, ela abriu suas pernas e colocou meu pé embaixo do seu paramento, levando-o para lá, levei um susto ao sentir suas dobras ferventes e encharcadas. Olhei em seus olhos assustada e fiz menção de tirar meu pé de lá, mas ela o apertou mais ainda lá, fazendo-me senti-la mais ainda. Ela estava com um sorrisinho. Olhei em volta e como sempre as irmãs estavam envolvidas em suas próprias conversas e elas só podiam ver o que estava acontecendo se levantassem a toalha. Respirei fundo e olhei para ela implorando em silêncio para que me largasse. Erguendo a sobrancelha, esfregou meu pé de leve nela e me soltou. Rapidamente calcei minha sandália, me levantei e saí. Ela é louca e está me deixando louca também! __________ // __________ Na sexta-feira, a irmã Tereza me convidou para ir com ela a vila, para comprar algumas coisas que o convento estava precisando. Eu prontamente aceitei o convite, precisava respirar um ar. Ela era muito querida e engraçada, me contou várias e várias histórias inéditas de quando ela era noviça e quando se tornou freira, me fazendo dar muita risada. Eu amava ir a vila, sempre visitava com meu pai, isso e outras coisas me fizeram lembrar de muitas coisas, fazendo com que eu soltasse alguns sorrisos. Cumprimentei e conversei com várias pessoas que eu conhecia, todos muito queridos por mim. Sempre me trataram bem. Ficaram felizes ao descobrirem que decidi me tornar freira. Se fosse em outros tempos, eu também estaria feliz, agora só de pensar nisso, meu corpo se arrepia. Já era quase hora do jantar quando voltamos para o convento, decidi descansar e me lavar antes de aguentar mais um jantar com uma madre que fazia questão de me deixar desconcertada. Depois de um tempo, desci. E mais uma vez lá estava ela, fazendo seu papel de santa para os outros, mas para mim fazendo seu papel de pervertida. Indo em direção a mesa que ela estava, ela apontou para eu me sentar ao seu lado. Automaticamente suspirei aliviada. Não aguentaria mais uma cena igual a de ontem. Durante todo o jantar, ela não fez nada. O que me fez relaxar um pouco. - Decidi deixá-la em paz hoje. Você aguentou muito por esses dias. - Sussurrou. - Agradeço pela bondade. - Me permiti ser irônica. Acho que se ela podia ser comigo, eu também podia ser com ela. - Oh, você sabe usar a ironia? Muito bom. - Deu uma risadinha. - Parece que sim. - Falei olhando para o meu prato. Ela faz com que eu aja totalmente diferente da pessoa que eu sou. Ou eu já era assim e estou me descobrindo agora. - Espero a minha resposta, irmã. E espero que ela me agrade. __________ // __________ No sábado, passamos a manhã toda rezando, e a tarde teríamos o dia livre. Soube que a madre não estava no convento, o que me deixou tranquila, mas também um pouco... irritada? É o que parece. Tranquila por que não teria que ficar me preocupando se ela ia entrar no meu quarto e me prender contra ela. E irritada por que ninguém sabe aonde ela foi e muito menos eu. Na hora do jantar, ela não estava. Soube mais uma vez que ela passaria a noite fora. Saber disso me tirou a vontade de comer, voltei para as escadas, indo em direção ao sótão. Onde é que ela foi? Dormi tentando imaginar um local que ela estivesse. __________ // __________ No domingo de manhã, fui a missa. E ela não estava. Não consegui prestar atenção no que o padre falava, depois que acabou fui ao jardim, procurando a irmã Tereza. Quando a achei, fui em sua direção. - Bom dia, irmã Tereza. Sabe quando a madre volta? - Tentei não demonstrar tanto interesse. - Recebemos notícias que talvez ela volte amanhã de manhã. - Ah, sim. Muito obrigada. Amanhã de manhã? Então ela não iria viajar? Quando a noite chegou, desci para jantar e conversei muito com as noviças. Aproveitei que não tinha uma certa mulher me tocando e me deixando nervosa para falar muito. É bom conversar com pessoas normais. Depois daquele momento, me despedi e subi. Tomei banho, li a palavra, rezei e me deitei. Por um momento me esqueci da promessa, me esqueci do beijo em outra mulher, me esqueci do que me aguardava. Enquanto pensava nisso, acabei adormecendo, acordando no meio da madrugada com alguém tocando minhas pernas descobertas. - Quero minha resposta, Emma.
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