05 de Junho de 2017 - Smoorenburg, Alemanha
"Mais um caso de assassinato chega no Departamento de Policia de Smoorenburg essa manhã. O caso foi denunciado pelo próprio assassino com um bilhete sem identificação e sem impressões digitais. No mesmo havia a seguinte mensagem" Menos um homem infiel e corrupto nas ruas de Smoorenburg . Vão encontrar seu corpo no sofá da sala de sua casa. Endereço no verso. "O texto foi totalmente feito com colagens de papel, palavras e letras de jornais, revistas que formaram uma frase do comunicado especial na delegacia ..."
- Chega, você não vai ficar sendo intimidada essa hora da manhã. Vem, vamos tomar café.- A mãe de Mariah desliga a televisão e chama sua filha para tomar café. Mariah tinha seu próprio apartamento. mas ainda tinha as coisas suas na casa de sua mãe, então era por isso que ela estava ali tão cedo.
- Mãe você precisa parar de me tratar como uma adolescente, eu quero ver a noticia e você não pode me privar de ver crimes. Eu sou da policia, a senhora flutua? É o meu trabalho.
- Você já vê e ouve falar toda hora durante todo o dia, o que custa tirar um tempo para tomar café com sua mãe sem interrupções?
- Ok mamãe, mas eu não posso demorar, tenho de chegar mais cedo hoje, tenho muito trabalho para fazer.
Sandra e Mariah tomam café juntas e conversam sobre coisas banais. Mariah não conseguiu ver sua irmã Kyara, já que chegou depois dela e do seu padrasto saírem. Atualmente a irmã de Mariah tem 7 anos e vai para a escola cedo.
- Mãe eu preciso ir agora mas eu te ligo na hora do almoço. Ti voglio bene mamma
- Ti amo anch'io figlia.
Ao chegar no Departamento de Polícia de Smoorenburg, Mariah é recebida por seus companheiros de trabalho com a mesma rapidez de sempre. Naquela manhã havia um caso de assassinato novo, tinha muita coisa para apurar e quem sabe quem vez eles achavam alguma falha que levariam para o autor crime.
- Bom dia Detetive Spiazzi. Aqui está tudo que você precisa saber sobre a vitima e com o que trabalhava, também tem uma lista de todos os lugares onde ele utiliza os cartões e o carro ontem à noite. O Sr. Barnes está esperando você na sala dele.
O policial que estava na frente do caso entrega a pasta para o Detetive Spiazzi e sai, deixando-a sozinha na frente da sala do Capitão Barnes. Spiazzi tem uma conversa curta e motivacional com seu chefe e sai para começar seu primeiro caso oficial como investigadora do Departamento de Polícia de Smoorenburg. Como Mariah era iniciante nessa profissão, ela iria para o caso com o detetive Scott, jovem como ela porém com mais tempo de experiência.
- Bom dia Srta Spiazzi, espero que esteja preparada para o que vamos ver hoje. - Sr. Scott diz acompanhando Mariah para fora do DP.
- Vai ser uma honra trabalhar com você Sr. Scott, você é realmente bom no que faz. - Mariah ainda sem jeito perto do seu novo colega de trabalho, comenta.
- Ah não. Sr. Scott me deixa parecendo um velho, me chame de Matthew ou apenas Matt. - o jovem sorriu gentilmente para a moça, deixando-a corada - Me diz, o que tem aí para usarmos no caso.
Mariah se sentir mais a vontade quando ele mudou de assunto para o que realmente importava. Ela da uma lida rápida nos documentos em sua mão e lhe fala o necessário. A vítima era um homem de 46 anos, trabalhava no ramo de construção, era casado e tinha uma filha de 10 anos, mas nos últimos tempos foi flagrado com outras mulheres, já foi preso por sonegação imposto, mas pagou fiança e foi liberado no mesmo dia.
Os últimos locais que estiveram antes de morrer foi sua empresa e no bar Night Utrecht na Leidsekade 117, chegou em casa acompanhando de um senhor aparentemente 60 anos e até então, esse senhor foi o último a ver a vitima com vida.
- Ok, você quer ir direto para o bar ou quer conversar com o segurança do condomínio da vítima? - o detetive Scott pergunta para Mariah sem tirar os olhos da rua que aquela hora da manhã estava movimentada.
- Sr. Sco ... quer dizer, Matthew, acho que devemos conversar com o primeiro e ver como filmagens da câmera de segurança, assim saberemos quem foi o senhor. Teremos nosso primeiro suspeito. - Detetive Spiazzi disse ao Sr. Scott que concordou, pedindo para que ela passe na casa da vítima e eles seguem até lá.
Ao chegar no local do crime, vários carros de polícia e curiosos estavam em cima para saber o que havia acontecido. A vitima era uma pessoa conhecida, mesmo com seus crimes e falcatruas, tinha uma boa reputação no condomínio que morava. Matthew e Mariah se identificam para então entrarem na cena do crime. A polícia forense tirava fotos e coletava qualquer evidência que possa levar ao autor do crime.
Tudo o que pode ser importante, então é máximo cuidado para não infectar nada que possa ser usado.
- Me diz, o que achamos até agora? - o detetive Scott pergunta a policial forense que estava mexendo no corpo e evidências ainda.
- Bom dia senhor Scott e Srta Spiazzi. Pelo que podemos encontrar e analisar aqui mesmo, uma vítima foi atingida com facadas fundas na região do peito, embora as facadas tenham sido fundas, uma vítima por uma hemorragia interna, causada pelos ferimentos. A faca aparentemente não tem nenhuma impressão digital e também tinha essa massa com documentos encontrados aqui perto do corpo. Acho que vão querer dar uma olhada. O assassino fez um A no peito da vitima, tentamos achar alguma ligação e um dos nossos policiais citou that no filme "A mentira", a personagem principal começa a usar um A no peito por ser considerada adultera, eu não acho que tenha muita ligação , mas essa é uma coisa única que até agora explica.
- Ok, onde está os documentos? - Mariah disse tirando as luvas que colocara para mexer no corpo da vitima e analisou o "A" feito com uma faca.
Scott pega a pasta e ambos estão a avaliar, ali tinha documentos que provavam o quão criminoso a vitima também era, também havia algumas fotos que mostrava o envolvimento dele com pessoas ligadas a crimes, comprovantes de propina e muito mais. Entre os papeis estava um comprovante de pagamento para um juiz que estava cuidando do caso onde um dos prédios feito pela construtora da vitima, havia caído e matado uma dezena de pessoa no Sul da Alemanha.
Internamente a Detetive Spiazzi agradeceu por alguém ter tirado a vida de um assassino que havia ficado impune, mas também quem o matou não estava tão distante daquilo, era por isso que ela precisava acha-lo e fazer com que ele pagasse por seus crimes. Após analisar tudo aquilo e ter visto como câmeras de segurança, os detetives foram para o bar onde a vitima havia estado antes de sua morte. Uma coisa que chamou atenção de Mariah era que a vitima e o senhor pareciam íntimos. O senhor mesmo sendo mais velho, apoiou a vitima comeu sua casa e saiu de la pouco mais de 30 minutos depois. Pela autopsia, a vitima morreu minutos antes do senhor sair, então ele era o principal suspeito.
Com uma "foto" do suspeito em mãos, Scott e Spiazzi vão para o Night Utrecht onde iam tentar descobrir algo mais que chegar ao assassino, já que ele havia se se descuidado e identificou seu rosto para as câmeras e para uma testemunha, assim seria fácil localizarem se saberem mais. Um detetive Spiazzi estava empolgada pois até aquele momento, tudo estava indo bem. Tudo parecia que ia chegar ao seu final e ser concluído e isso deixava os detetives confiantes.
Ao chegar no local, o Sr. Scott abre uma porta do bar para a Srta. Spiazzi, ambos caminham juntos até o balcão do bar. O local grande e cheio de mesas, com duas sinucas no fundo do grande lugar. Quando chegou ao balcão, Spiazzi toca o pequeno sino que ficava colado na madeira e logo uma voz masculina responde que já estava indo. Com um avental amarrado ao corpo e um pano no ombro, um jovem rapaz sai de uma porta que tinha no canto da prateleira cheia de bebidas.
- Bom dia Sr e Srta, o bar está fechado, mas não que posso ajudar? - o gentil jovem sorriu para os detetives e cumprimentou ambos com um aperto de mão.
O cumprimento do rapaz até então não apresentado e a Srta Spiazzi demorou mais alguns segundos antes que o Detetive Scott interrompesse com um pigarreio.
- Bom dia, nós somos do DP de Smoorenburg. Essa é um detetive Spiazzi e eu sou o detetive Scott. - Sr. Scott mostra sua identificação ao homem que olha e se apresenta depois.
- Ah sim, eu sou Arthur, Arthur Voxel. Não que posso ajudar vocês? - Arthur pergunta olhando nos da Srta. Spiazzi que parecia um pouco corada com os olhares do rapaz
- Então, um dos seus clientes ontem a noite foi assassinado e queríamos saber se você conhece esse senhor. -naquele momento, Mariah quebra o contato visual com Arthur e pega a foto do senhor que esteve com a vitima na noite passada.
- Não, eu não reconheço o senhor. - Arthur analisa bem a foto e depois entrega para os detetives.
Spiazzi achava o olhar de Arthur enigmático, cheio de mistérios e prendiam os delas inconscientemente aos olhos dele, mas novamente foi quebrado o contato quando a porta aberta foi e fez um barulho quando bateu com força. Era um rapaz que parecia ter a mesma idade de todos os presentes ali.
- Esse é o Raphael, ele também trabalha aqui e estava aqui ontem quando eu sai, ele pode ter visto algo. - Arthur comentou quando conseguiu ver que era mesmo Raphael no lugar, já que as luzes do salão estavam apagadas e somente a luz do bar estava ligada. - Ei Rapha, essas são Sr. Scott e Srta. Spiazzi, eles são detetives e estão procurando por um senhor, talvez você tenha visto. Vou deixar vocês conversarem, preciso arrumar o salão.
Arthur deu um tapinha no ombro do colega e saiu do balcão, mas antes de sair totalmente do lugar, sorriu para um detetive e seguiu até o salão onde todas as cadeiras estão para cima. Mariah seguiu o mesmo com os olhos rapidamente e logo voltou sua atenção para o garoto do balcão quando ele disse que reconhecia sim aquele senhor, que havia servido algumas bebidas para ele e para a vitima antes de ambos saírem sorrindo e conversando pela porta.
Ai estava a confirmação que os detetives precisavam, era ele e tinha as duas testemunhas oculares do suspeito, tempos antes do acontecimento. Mariah e Matthew vibraram internamente pois estava tudo se encaixando, eles estavam no caminho certo para chegar no autor do crime.
4 de Junho de 2017 - Noite de Utrecht (noite do crime)
Era por volta de 21 horas quando um grupo de homens aparentemente ricos, entraram no bar. Sem que ninguém soubesse, um deles seria morto naquela noite e daria em todos os canais de televisão. Um dos homens daquele grupo se destacava, um homem grisalho, cabelo cortado, um terno escuro, anéis de ouro puro no dedo e esbanjando dinheiro e felicidade.
O homem em questão era Jansen Bakker, dono das industrias de construção civil Bakker Construtora que tinha filiais em varias partes do mundo, mas você deve está pensando "Por que um homem tão rico estava em um bar pouco conhecido sendo que tem todo o dinheiro que quiser gastar? ", isso eu já te respondo. Bakker havia acabado de fechar acordo para uma obra onde faturaria milhões de dólares, mas iria investir apenas uma parte do dinheiro em obras. O que significa que ele estava roubando dinheiro dos seus contratantes, deixando vidas em risco por sua simples vaidade e ganancia.
Jansen Bakker escolheu sem saber, o último lugar que iria se divertir na vida. A escolha de Jansen foi exatamente aquele bar pois sabia que não seria alvo de ladrões ou algo do tipo. Você já sabe falar que como suas escolhas sempre voltam para cobrar? Exatamente isso que aconteceu.
Por volta de meia-noite os amigos de Jansen estavam indo embora, mas o empresario estava empolgado e resolveu ficar e curtir mais os milhões de dólares que ele havia conseguido naquele dia. "Ah, mas o que tem de errado não é mesmo? É apenas um homem feliz, pagando bebidas caras para todo mundo porque tinha dinheiro para isso", o erro de Bakker naquela noite foi ir desabafar com o atendente do bar. Após outros copos de vodka e whisky, Bakker se vê sozinho e contou tudo inconscientemente para o cara que lhe servia como bebidas.
- Sabe cara, eu sou um verme imundo. Estou aqui comemorando e gastando dinheiro que seria para melhorar a vida de muitas pessoas apenas por ser egoísta e ganancioso. Eu não me sinto amado, eu deixei a minha esposa e minha filha por causa de dinheiro e mulheres, olha como estou hoje. Roubando de uma cidade que juntou tudo que pôde para construir mais hospitais e escolas para as pessoas. - Jansen Bakker desabafa com o atendente que até o momento ele não sabe o nome. - Ei rapaz, eu estou aqui contando da minha vida para você e nem me apresentei, sou Jansen Bakker e você?
- Arthur, senhor. - o homem segue secando os copos e empilhando eles ao lado do balcão enquanto ouve atentamente a historia de Jansen.
- Arthur, você parece ser um bom homem, meu jovem. Não seja como eu, o mundo precisa de menos pessoas como eu e mais como você. Seus pais devem ter orgulho de você, pois você certamente é um garoto de ouro. - Jansen bebeu outra dose de vodka e começou a rir. - Que se dane também, essa é a vida que eu sempre sonhei e não vou deixar nada me atrapalhar. Me serve mais uma ai. - e la estava o arrogante Jansen Bakker novamente.
- Sr. Bakker, meu turno está acabando, mas meu amigo logo chega e atenderá o senhor. Tenha uma boa noite e foi um prazer conhecer o senhor. - Arthur parecia um cara comum, sem nada interessante para mostrar mas aquilo estava prestes a mudar, o garoto gentil ia do espaço para um assassino a sangue frio.
Arthur sai pela porta que da ao vestiário do bar e como não havia ninguém ali, ele se trocou e assumiu uma de suas mascaras que mudava completamente seu rosto. A mente de Arthur era brilhante e estranhamente medonha ao mesmo tempo, isso tornava ele um gênio pois ninguém nunca sabia que era ele.
Como a noite estava fria, o sobretudo preto e as luvas caiam muito bem para a aparência de "idoso" que naquele momento Arthur estava.
Ao sair pela porta dos fundos com uma aparência totalmente irreconhecível, Arthur entra no bar pela porta da frente como cliente. As pessoas ainda presentes no local olham intrigadas para um senhor de idade estar entrando num bar as 2 horas da manhã, mas continuaram bebendo e conversando. O senhor senta no balcão ao lado de Bakker e pede uma água.
- Sirva um uísque pra ele, ta muito frio para ficar bebendo água.- Jansen fala com o tom de voz arrogante mas ainda alegre pela bebida.
- Muito obrigado, você é muito gentil. Qual seu nome? - o "velho" pergunta a Jansen que mastigava espécie espécie de Cheetos. - Eu sou Joseph.
- Bakker, Jansen Bakker.