TREZE: Alfas se Ligam com Seus Filhos

3261 Words
— Uma vez marcado, para sempre marcado. JongDae suspirou diante das palavras do irmão, deixando que sua cabeça se apoiasse sobre as mãos, enquanto os cotovelos se apoiavam na mesa. Jongin havia feito a gentileza de vestir uma calça, por mais que tivesse aparecido só alguns minutos depois, e com uma cara de quem estava seriamente incomodado, e pra completar ficava o tempo todo mexendo no p*u duro dentro da calça, e trocando de posição na cadeira como se a mesma fosse a responsável por estar sentindo dor. Consideraria isso como um ato de sacrifício vindo de seu irmão. — Mas se você gosta mesmo desse ômega, vá atrás dele e dê o seu jeito. Falar era fácil, todavia não era como se simplesmente fosse sair de porta em porta perguntando se alguém sabia como quebrar uma marca de alfa, ou melhor, se era realmente possível fazer isso. Uma vez marcado, para sempre pertenceria ao seu alfa, mesmo depois que ele partisse, o ômega sempre seria obrigado a se manter fiel às memórias dele. E isso não era nada romântico como as histórias dos livros de sua mãe o fazia acreditar que era. Era c***l. — Tenho medo de tentar e acabar o machucando mais. — soltou, o loiro odiaria ver Minseok sofrendo no meio de uma luta que parecia estar fadada a ser perdida. Minseok não merecia mais dor. — Me diga, JongDae, o que um ômega condenado a morrer tem a perder ainda? Fazia sentido, no fim das contas se tudo desse errado, Minseok ainda morreria com a certeza de que alguém fez tudo por ele, e de que foi alguém importante na vida dele. Suspirou, estava tão apaixonado por aquele ômega que seu coração parecia ao ponto de explodir, e sempre que seu lobo lembrava de que Minseok estava condenado a ser pra sempre de outro... ele enlouquecia. Não, JongDae não queria desistir, não queria simplesmente deixar que Minseok morresse lentamente a cada dia, e que sumisse de vez algum dia desses. Minseok não podia deixa-lo, e ele não podia deixar Minseok ir. — Vou estar ao lado de Minseok até o seu último dia, e se no final nada funcionar... — Ele terá sido feliz. Sorriu pequeno e ergueu-se da cadeira, era hora de seguir seu caminho e deixar seu irmão concluir o que estava fazendo, já havia atrapalhado demais. Acenou com a cabeça e deu as costas, poderia encontrar a porta de saída sozinho. Mas Jongin o seguiu até que ele estivesse do lado de fora, e o Kim mais velho juraria de pé junto que não havia trancado a porta no momento em que o loiro deu as costas e sumiu pelas ruas cobertas de neve. De qualquer forma não era como se eles fossem dormir com a porta aberta. De qualquer forma não era como se eles fossem dormir. Voltou para o quarto sem fazer nenhum barulho, abrindo a porta lentamente para não bater com ela na cabeça de Kyungsoo, que estava agachado ao lado dela e com a orelha grudada tentando ouvir a conversa dos alfas. — Muito bonita essa sua atitude de ouvir a conversa dos outros atrás da porta. O ômega deixou um bico formar-se em seus lábios, dando as costas logo em seguida. — Calúnia. — ele deu por resposta. O alfa o abraçou pelas costas, beijando seus cabelos e o apertando entre seus braços. Kyungsoo sorriu e mordeu seu lábio inferior, ainda conseguia sentir seu marido duro, Jongin era mesmo incansável e praticamente insaciável, e não era como se de uma hora pra outra fosse deixar para lá algo que eles nem sequer haviam terminado. — Nós podemos continuar de onde paramos, eu só me vesti porque seu irmão estava aqui e eu fiquei com vergonha, sabe, caso ele entrasse no quarto eu ficaria muito constrangido. — o ômega começou a falar logo depois de se soltar do alfa, já estava até mesmo abrindo sua roupa — Eu ainda estou molhado. Jongin puxou a pele de seu lábio inferior, não sabia em que momento Kyungsoo havia perdido a vergonha que tinha de falar e agir assim, só sabia que gostava de ver seu ômega tão solto, isso significava que Kyungsoo já o enxergava como sendo dele, já o via como sendo seu alfa, assim como ele era seu ômega.         [... Mordida de Alfa ...]       Zitao não falou nada durante aquela manhã, por mais que tivesse acordado cedo para preparar comida para Yifan, durante todo o desjejum o tratou como um estranho. Estava mudo, apenas beliscando algumas coisas, como se seu paladar não estivesse aberto e não sentisse o gosto de nada. Não queria trata-lo como sendo seu alfa, mas ao mesmo tempo seu lobo se debatia, gritando para que Zitao fizesse alguma coisa para o agradar. Mas não era como se enxergasse aquilo como sendo algo humilhante ou qualquer coisa do tipo, cozinhar seria o mínimo a se fazer, talvez como forma de agradecimento, de qualquer forma Yifan havia salvado sua pele, o havia protegido e cuidado dele durante todos aqueles dias, e provavelmente havia tido muito trabalho em o manter tranquilo. É, cozinhar para Yifan era uma forma de agradecer, e não de se submeter a ele. Continuou quieto enquanto o alfa lavava a boca e o rosto, e também não disse nada mesmo quando o mais alto sentou-se ao seu lado, com uma perna em cada lado do banco, de frente para ele. — Não saia de casa. — o Wu começou a falar, a expressão de raiva em Zitao foi automática — Seu cheiro ainda está muito forte, alguém pode tentar tocar em você, é mais seguro que não saia. — Você não manda em mim. — falou baixinho, queria ter gritado, mas era como se algo segurasse as palavras presas em sua garganta e o impedisse de dizer tudo o que queria e no tom que queria. — Não estou mandando, só estou pedindo. — o alfa suspirou, ainda estava confuso quanto ao ômega, não sabia ao certo como lidar com ele, e até achava aquilo meio engraçado, sempre que Zitao dizia que ele não mandava nele, acabava obedecendo — Vou estar ocupado a manhã inteira, mas venho almoçar com você, seja bonzinho e não quebre a minha casa em um ataque de fúria, isso me deixaria muito chateado. O ômega não conseguiu segurar a vontade que teve de rir, acabou sorrindo e deixando uma expressão de riso escapar, o que fez Yifan sorrir também. O alfa pôs as mãos em seu rosto, se aproximando com a intensão de o beijar, mas os olhos do Huang se voltaram para baixo, fazendo Yifan desistir, por fim beijando sua testa, tentando transmitir respeito ao ômega. Yifan deixou a cabana, e Zitao ficou sozinho com todos os seus pensamentos conturbados, suas vontades distorcidas e uma certa tristeza de não sentir mais a presença de Yifan ao seu lado. Ele não entendia aquilo, mas por dentro ele só queria que o alfa ficasse com ele, por mais que sua mente se recusasse a aceitar aquilo. Odiava tanto essa dependência que os ômegas tinham de seus alfas. Yifan era o seu alfa agora? O Wu ainda olhou para a cabana uma ultima vez, um pouco inseguro sobre passar tantas horas fora, não sabia o que Zitao era capaz de fazer, e apenas rogava aos céus que o ômega não fizesse nenhuma besteira. Tentou afastar qualquer pensamento r**m de sua cabeça. Suspirou. — Relaxe, ele não vai pôr fogo na casa. — Yixing o empurrou levemente, já havia contado para o amigo sobre sua decisão de ficar com Zitao e torna-lo seu ômega, e por mais que o Zhang não entendesse muito bem essa súbita decisão, a respeitou. Yifan sempre seria imprevisível — Se não der espaço pra ele, ele nunca vai se acostumar com a ideia de ser seu. Yixing estava certo, Yifan estava agindo como um cão de guarda, sempre o vigiando como se o ômega fosse tentar fugir a qualquer momento, sequer havia dormido na noite passada, passara a noite toda olhando para Zitao, e se perguntando o motivo de não querer que ele se afastasse. Wu Yifan não era bom em se importar e criar laços verdadeiros, porém seu lobo parecia ter se acorrentado ao de Zitao, como se ambos houvessem escolhido um ao outro. Caminharam lado a lado, com assuntos triviais do dia a dia, por mais que hora ou outra Yifan acabasse metendo Zitao no assunto. Zitao não saia da cabeça de Yifan. Depois de alguns minutos de caminhada em direção ao porto, Yixing estancou olhando para um ponto de fixo, e buscando saber o que o amigo tanto olhava, os olhos de Yifan encontraram a imagem de um ômega, um ômega grávido parado ao lado de uma banquinha com algumas frutas, ele carregava uma cesta enquanto conversava com o vendedor. Não demorou muito para reconhecer que era o ômega que Yixing havia salvado algum tempo atrás, o mesmo que ele havia dito que achava estar grávido dele. — Descobriu alguma coisa sobre ele? — o indagou. — Falei com algumas pessoas. — confessou — O nome dele é Kim Junmyeon, e pelo que soube o tempo de gestação bate com o meu cio, pode mesmo ser meu filho, além de que ele mora com os pais, não tem um alfa e nem um beta com quem tenha se relacionado publicamente. Yifan havia esquecido desse lado de Yixing, de que quando o Zhang precisava descobrir alguma coisa, ele ia fundo na história, nem que precisasse bater de porta em porta para isso. — Tem um alfa se aproximando dele de novo, você vai salva-lo mais uma vez? Era mesmo impressionante, era como se Junmyeon atraísse situações ruins para ele o tempo todo, como se o destino armasse situações para fazer Yixing se aproximar, e sempre ser o seu salvador. Mas daquela vez não foi preciso fazer nada, apenas se aproximar e pôr a mão no ombro do alfa que tentava tocar de maneira nada honrosa no ômega. Yifan ficou apenas de longe olhando para a cena. Era a primeira vez que Yixing demonstrava se preocupar tanto com alguém. — Por que os alfas estão sempre tentando tocar em você? — foi a primeira coisa que disse, assim que espantou o homem dali. Junmyeon se encolhia, quase como se fosse jogar a culpa em si mesmo — Não deveria ficar espantado, de longe todos podem ver que você é o ômega mais bonito da alcateia. Os olhos do ômega se alargaram, levantou o rosto para olhar para o mais alto, ele estava tão vermelho, não só por terem tentado o tocar, mas por estar sendo elogiado por um alfa que igualmente o via como extremamente belo, desde a primeira vez que seus olhos captaram a imagem do homem que o soltou, se prenderam em sua magnitude, ele era alto, forte, pele marcada pelo sol e com cicatrizes espalhadas pelos braços, além das duas tranças grossas que desciam e se tornavam uma só em seus cabelos. E aqueles olhos verdes que não saiam de sua cabeça. — Eu não o agradeci naquele dia. — sua voz saiu baixinha, talvez um pouco envergonhado por estar sempre em situações de perigo — E obrigado por me salvar outra vez, é que às vezes eu não consigo controlar os meus hormônios. Era notável, o cheiro de Junmyeon era mais forte do que os demais ômegas, mais doce e mais chamativo, facilmente alguém se perderia sentindo aquele cheiro, e estando grávido as coisas pareciam ainda piores, já que durante a gravidez, a libido do ômega aumentava bastante. Junmyeon não tinha um parceiro com quem se saciar, porém seu corpo parecia não respeitar isso. — Posso tocar na sua barriga? O ômega apenas assentiu com a cabeça, não sabia o motivo de confiar tanto no alfa, porém sentia seu bebê se agitar sempre que ele se aproximava. O mais alto ficou de joelhos, o que era muito estranho e se fazer estando no meio da rua, porém ninguém parecia ligar muito para isso. Com as pontas dos dedos ele tocou a enorme barriga do ômega, deslizando lentamente sobre ela. Espalmou as mãos, e não demorou muito até sentir o bebê chutando, Junmyeon podia sentir toda a agitação de seu filho com a aproximação do alfa. Quando o homem pôs o ouvido sobre a barriga, pôde ouvir o coração do bebê bater rapidamente. Seu corpo inteiro se eriçou, sentindo aquela estranha ligação novamente, e naquele instante Yixing teve certeza absoluta de que aquele bebê era seu filho. — É meu. — ergueu os olhos para olhar para o ômega, que retribuiu o olhando de forma confusa — Essa criança, ômega, seu bebê é meu filho. O menor não conseguia dizer nada, estava assustado com a súbita animação do alfa, e quando ele ficou de pé, o ômega deu um passo para trás, fechando o casaco sobre sua barriga de forma protetora, como se de qualquer forma o alfa fosse rouba-lo naquele momento. — C-como tem certeza? Ele pode ser de qualquer um. — sua voz saiu cheia de pânico, queria dizer mais, porém sempre falhando, ele queria correr e proteger sua criança. — Eu não vou machuca-lo. — o alfa sorriu meigo tentando lhe passar confiança, e sem ter muitas opções de como fugir, o ômega acabou deixando que ele tocasse sua barriga de novo — Você sente? O bebê me reconhece como pai, posso sentir a ligação que temos, você pode sentir também, não pode? Receoso, Junmyeon confirmou, seu bebê ficava tão feliz quando o alfa se aproximava. — Estive buscando informações sobre você, essa criança foi gerada bem na época do meu cio, deve ser por isso que não nos lembramos um do outro. Junmyeon respirou fundo, ainda estava com medo, porém feliz, estranhamente feliz, e quanto mais o alfa afirmava que aquele bebê era seu filho, mais o sentimento de felicidade crescia dentro do peito do ômega. Era como se seu lobo tivesse encontrado quem tanto procurava. Não havia mais dúvidas, agora ele mesmo conseguia confirmar isso, conseguia sentir. Era ele. Ele era o alfa que tanto precisava encontrar para se sentir completo. — Seu nome é Junmyeon, não é? — o indagou, o ômega confirmou com a cabeça — Meu nome é Zhang Yixing, por favor, me perdoe por ter sumido na manhã seguinte, eu havia ido comprar comida para nós, e quando voltei você não estava mais lá, me perdoe, eu deveria ter te acordado e conversado com você, devo ter te machucado, havia sangue pelo colchão. O menor acabou baixando a cabeça novamente, o sangue havia sido o responsável por tê-lo feito entrar em pânico, descia sangue por suas partes intimas, além de estar arranhado e mordido por muitos lugares, havia sido uma grande surpresa não ter sido marcado. Pelo menos isso. Grande parte daquele sangue era de Yixing também, por ambos estarem no cio, era normal que tivesse batido e se arranhado por todos os lugares da casa, além de que tudo o que haviam feito ter sido de forma totalmente bruta e animalesca. — Tudo bem. — delicadamente uma de suas pequenas mãozinhas tocou uma das mãos do alfa, que o olhou nos olhos — Ambos nos machucamos, mas o importante é que nos encontramos novamente, você vai assumir o meu filho, não vai? Ele não sabia ao certo o motivo de ter perguntado, e nem como havia tido coragem para isso. Todavia, seu lobo queria tanto que Yixing permanecesse por perto, que já não o permitia ter controle de suas palavras, era como se seu interior implorasse para que o alfa não o abandonasse de novo. Junmyeon estava com medo de ficar sozinho. — Claro. — prontamente o respondeu, a expressão era impossível de ser disfarçada — Eu jamais deixaria que meu filho fosse um bastardo. O ômega balançou a cabeça feliz, sorriu de forma inocente, estava tão feliz e encantado de ter finalmente o encontrado, era como se sua mente estivesse em branco, como um caminhante que percorre um imenso deserto, e finalmente consegue repousar seus pés cansados. Queria abraçar Yixing, queria dizer a ele o quanto estava feliz, dizer que sentiu tanto medo de acabar sozinho no mundo, medo de que as pessoas julgassem seu filho por não ter um pai, assim como o julgavam por não ter um alfa. O Zhang afagou seus cabelos, e prometendo estar presente ele se foi por seu caminho. O ômega ainda o olhou se juntar a outro alfa e seguir seu caminho, olhando para trás e sorrindo para ele mais uma vez. Ficou parado ali por um bom tempo, com sua mente vazia e leve, suas duas mãos estavam sobre sua barriga sentindo seu bebê ainda muito agitado e feliz, se soubesse que desde o começo só precisava deixar seu filho encontrar o pai, tudo teria sido bem mais simples, e não teria tido tanto medo de que seus próprios parentes pudessem ser os possíveis pais. A resposta sempre esteve na natureza e seu ciclo, pois como uma grande engrenagem, uma hora as peças se encaixavam. — Quem era aquele alfa? — olhou para trás encontrando Kyungsoo ali, a cesta do menor já estava cheia. Junmyeon sorriu novamente. — O pai do meu bebê. Kyungsoo quase deixou a cesta cair no chão. — Como assim? — o indagou confuso — Ele simplesmente apareceu e disse que o filho era dele? — Mais ou menos isso. — deu de ombros começando a andar, Kyungsoo apenas o seguia, já estava tomando o rumo de suas casas, naquele momento o Kim não estava se importando com o fato de não ter terminado de comprar o que precisava — Na verdade foi o bebê que o encontrou, quando ele tocou na minha barriga, o bebê se ligou a ele e o reconheceu como pai, o tempo todo o meu filho soube quem era o pai dele. Kyungsoo, eu posso sentir a felicidade do meu lobo quando ele está por perto. E mesmo que ele não seja o pai, o bebê o escolheu para ser, e não posso negar isso ao meu filho, ele é um alfa, precisa de um alfa presente na vida dele. Também havia esse pequeno detalhe, alfas criados apenas por ômegas tinham a tendência de serem considerados mais fracos, o pai era o responsável por guia-lo durante a segunda infância e a adolescência, para que aprendesse a se desenvolver como alfa. Alfas criados apenas por ômegas, tinham a tendência de se tornarem submissos e não possuírem muito controle de seus lobos, alguns nunca chegavam a controlar sua forma lupina. Junmyeon queria que seu filho fosse forte se tornasse um alfa de respeito. Assim como Yixing aparentava ser. — E você quer isso? — Eu quero, quer dizer, meu lobo quer. — o ômega ficou confuso de novo, seus pensamentos estavam voltando ao normal, sentiu-se estranho, seus pés estavam formigando devido aquela atração inesperada pelo alfa. O que estava acontecendo com ele? Estava tão desesperado assim? — Não é como se fossemos nos enganar para sempre, assim que o bebê nascer nós vamos saber, se ele tiver a marca de nascença do Yixing e for parecido com ele, é porque é dele. Ao ver de Junmyeon, as coisas finalmente estava se tornando simples. Não tirava aquele alfa de sua cabeça, seus sonhos com ele se tornavam cada vez mais reais e constantes. Seu lobo o havia escolhido, e independente do motivo que fosse, Junmyeon sentia que não conseguiria ir contra escolha. Afinal, Zhang Yixing o havia encantado.  
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