A forma descarada e completamente sem vergonha que Zitao rebolava de quatro sobre a cama deveria ser considerada crime. O ômega já havia perdido seu controle há muito tempo, e Yifan se encontrava completamente duro diante das nádegas fartas que o Huang exibia, ansioso para sentir aquele mesmo rebolar sobre seu p*u. O calor aumentava como se o tempo tivesse voado para o verão, o alfa começava a tirar as próprias roupas, não se seguraria mais. Aliás, nem tinha como, o chamado de Zitao era forte demais, aquele campo gravitacional em volta do ômega o puxava cada vez mais para perto, como uma sereia e seu marinheiro.
O ômega virou-se para ele, puxando suas roupas de forma desajeitada e impaciente, as empurrando para longe como se fossem suas inimigas. Ficou de joelhos sobre o colchão, e colocando suas mãos em volta do pescoço do alfa, o puxou para mais perto, acabando de vez com o espaço entre eles. Quando a boca de Zitao tocou seus lábios, rapidamente Yifan foi tomado por aquele beijo urgente, faminto, sentiu-se sendo beijado por uma fera com fome. Se existiam beijos cheios de amor, aquele beijo estava cheio de raiva.
Sem paciência nenhum, o ômega o puxou para a cama, o corpo do maior deitava-se sobre o seu, enquanto tomado por seu cio Zitao o guiava o trazia para si, ansioso por ser saciado, e animado por estar sendo correspondido. As mãos do alfa seguravam sua cintura, a apertando sem pena nenhuma de marca-la, as marcas contariam a história depois. O ômega fervia enquanto suas unhas arranhavam as costas do mais velho, rasgando sua pele quente, o puxando como se tivesse medo de que o Wu tentasse fugir dele.
— Yifan.
Ah! Como seu nome era doce naquela boca, ouvir Zitao o gemer o deixava ainda mais duro e sem controle. Empurrou o ômega para o meio da cama, o vendo abrir as pernas sugestivo, mordendo os próprios lábios. O alfa se arrastou um pouco mais para longe, para comtemplar melhor aquela visão privilegiada, que partir daquele momento declarava ser algo apenas ser. Só ele poderia ver Zitao daquela maneira.
— Vem. — o ômega o chamava, rebolando os quadris, se deixando exposto propositalmente, sabendo o quanto aqueles movimentos deixavam o alfa louco — Aqui, Yifan.
Ver o ômega enfiar os dedos dentro de sua i********e era a cena mais alucinante de todas, sentia seu corpo arder e seu m****o pulsar enquanto assistia a mais sedutora das cenas. Zitao era perfeito, nem mesmo seu corpo musculoso e mais alto que o convencional apagavam a essência alucinante de ômega que ele exalava naquele momento. Zitao era um ômega, e naquele momento tudo o que Yifan queria era ser o alfa que o saciaria.
— Eu q-quero, Yifan, você Yifan.
O alfa curvou seu corpo sobre o do ômega, que mesmo sendo grande em comparação aos outros ômegas, abaixo de Yifan, Zitao se tornava pequeno e frágil, se deixando ser cada vez mais dominado pelo alfa que o correspondia. A boca entreaberta e o rosto corado se tornavam cada vez mais excitantes. Um dos dedos do maior entrou com facilidade da cavidade molhada do ômega, Zitao estava tão lubrificado, podia sentir escorrer e molhar os lençóis. Sentindo o dedo dentro, o ômega se remexia querendo mais contato, era quase como se implorasse.
— Você é um ômega, Zitao? — a pergunta foi sussurrada no ouvido do menor, enquanto o alfa inseria mais um dedo, o torturando lentamente, sentindo Zitao se contrair e rebolar forte em sua mão.
— Não. — mesmo embriagado pelo cio, o subconsciente do Huang estava tão acostumado com a mentira que ainda negava, por mais inútil que fosse negar — Yifan, dentro.
— Eu só posso meter em você se você for um ômega. — parte do alfa ainda estava consciente, aquela pequena parte que era dominada pela raiva involuntária que sentiu ao descobrir ter sido enganado, Yifan nunca fora do tipo que se vingava de ômegas, muito menos de ômegas no cio, mas aquilo estava tão gostoso, ver Zitao implorar por tê-lo dentro era simplesmente a coisa mais excitante do mundo — Você é um ômega, Zitao?
— Sou. — ele confessou, seu desespero era tão claro, e o sorriso vitorioso do alfa estava o deixando ainda mais quente e necessitado por ele — Yifan, eu quero...
Seu m****o pulsava por ele, e sem aguentar a própria vontade, o alfa removeu seus dedos de dentro do Huang, puxando suas pernas para que seus quadris se juntassem, passou os braços por baixo dos joelhos do ômega, finalmente acabando com aquela tortura e penetrando o menor. Zitao arqueou as costas sentindo o alfa entrar, rápido e sem mais nenhuma enrolação, Zitao estava tão molhado, era tão fácil escorregar para dentro.
Se o momento fosse outro, Yifan poderia ter sido mais delicado, todavia, naquele momento a última coisa que Zitao queria era delicadeza, o ômega só queria ser penetrado, com raiva e com força, e quanto mais fundo Yifan ia, mais o ômega o queria dentro, alcançando lugares que há muito não era alcançados. Ele só queria ser saciado, sem carinho, sem afeto, era só carne clamando por carne.
Com os joelhos sobrados sobre a cama, Yifan suspendeu um pouco os quadris do ômega, e o segurando pelos joelhos, entrava e saia de dentro do mesmo. Zitao estava adorando aquilo, seus dedos se perdiam dentro dos lençóis, o amassando e quase os rasgando pela força que infligia. Seus gemidos poderiam ser ouvidos por quem passasse por perto, sorte deles a cabana ser afastada das demais.
O alfa largou suas pernas, deixando o ômega se contorcer sozinho, desceu para o seu pescoço, beijando e sugando aquela pele, o enchendo de marcas, Yifan adorava deixar marcas. O ômega passou a arranhar sua pele, cravando as unhas em suas costelas, o Wu não estava se importando com aquela pequena dor, Zitao poderia arranhar o quanto quisesse.
— Zitao. — o chamo em um sussurro — Vire de costas.
Prontamente o ômega o obedeceu, deitando-se de bruços sobre o colchão, ao erguer um pouco o corpo o alfa o podia ver rebolar ansioso como desde o começo, Zitao parecia cada vez mais sedento. Yifan apertou as nádegas redondas do ômega, enchendo-se daquela carne farta, as afastou, podendo olhar bem de perto o buraquinho rosado do menor. Céus! Ele ainda estava tão quente.
Empurrando seu m****o para dentro, podia ouvir o ômega gemer baixo, derretendo-se. Segurava as nádegas do ômega enquanto começava a penetrá-lo mais rápido, ouvindo-se pedir para que fosse cada vez mais rápido, Zitao o queria, assim como ele queria Zitao. E naquele vai e vem delicioso, o alfa podia sentir-se sendo apertado, o Huang gemeu alto quando gozou.
Continuou socando seu m****o rijo dentro do menor, que apenas gemia, ainda mais sensível pelo orgasmo, os gemidos de Zitao eram os melhores que já havia tido o privilegio de ouvir, sentia que nunca poderia enjoar-se deles. Já perdido no tempo, não saberia dizer por quantos minutos, horas ou dias teria feito aquilo com o ômega, só sentiu suas pernas bambearem enquanto se derramava dentro dele, formando seu nó.
O cheiro do ômega diminuiu quando o nó se formou, ele havia encontrado seu parceiro e ambos haviam se aceitado. Aquele era o mais perfeito contrato mudo. Depois de escorregar para o lado do rapaz, Yifan se permitiu respirar e sorrir olhando o teto, ele estava consciente agora, e com todas as lembranças inteiras. Sentiu o ômega subir sobre seu corpo, beijando seus lábios de leve.
— Yifan, eu quero de novo.
[... Mordida de Alfa ...]
Os dias passavam rápido como areia entre os dedos, as coisas entre Baekhyun e Sehun estavam indo muito bem, ao ponto do alfa se manter mais afastado de Lu Han, como se involuntariamente preparasse um ao outro para que seria inevitável. Se Sehun ficasse com Baekhyun, não haveria mais espaço para Lu Han em sua vida, e isso ambos teriam que aceitar.
— Baekhyun, preciso que preste atenção no que vou te dizer.
O ômega parou de andar e o olhou, estavam à poucos passos de sua casa, e Baekhyun sentia que queria passar um pouco mais de tempo com o alfa Oh. Desde que começaram a passear juntos, a cabeça do ômega estava mais leve, aos poucos, os pensamentos do mesmo eram preenchidos pela imagem de Sehun, e não pela de Chanyeol, por mais que seu coração ainda doesse ao se lembrar do Park.
Baekhyun queria seguir em frente, e se Chanyeol o desprezava, seguiria com quem lhe dava carinho e a atenção que merecia. Seu coração estava se abrindo para Oh Sehun.
— Quero me casar com você.
Os olhos do ômega se arregalaram instantaneamente, o viu abrir a boca várias vezes tentando dizer algo, porém nada saia, o menor tentar organizar seus pensamentos, aquilo tinha vindo rápido demais, surgindo de um assunto que não tinha nada a ver com aquilo. Suas pernas ficaram bambas, e ele nem sabia como reagir, não era todos os dias que um alfa dizia que queria se casar.
— Já estou o cortejando há tempo suficiente para saber que você será um ômega perfeito para mim, Baekhyun, eu realmente quero ter uma família com você. — o alfa o segurou pela cintura, enquanto a outra mão erguia o queixo do menor, que ainda o olhava assustado e sem reação — Aceite ser meu, e eu te farei feliz.
Baekhyun olhou para o chão, segurou a mão de Sehun e a apertou com a força que tinha, e por dois segundos o ômega quis chorar, porque lá no fundo, bem lá no fundo, não era de Sehun que queria estar ouvindo isso. Por que Chanyeol não o amava? As coisas poderiam ter sido muito diferentes se Chanyeol não o desprezasse daquela maneira. Seu coração doía, metade de si queria dizer sim, dizer que queria ficar ao lado dele e que estava feliz com aquele pedido. Enquanto a outra parte queria manter a esperança de ser amado por Chanyeol viva.
Estava confuso, Baekhyun só queria ser feliz e ter alguém. E Sehun era tão doce, tão atencioso e tão gentil.
— Eu aceito casar com você, Sehun. — o ômega sorriu enquanto o olhava nos olhos, recebendo o mesmo sorriso como resposta.
O alfa segurou sua cintura com as duas mãos, o trazendo para mais perto, abaixou para conseguir ficar na altura de Baekhyun, e só então seus lábios se juntaram. O ômega estava tímido, era a primeira vez que estava sendo beijado por alguém, sua língua aos poucos foi entrando na boca alheia, lentamente sentindo o gosto do outro. Seus olhos permaneciam trançadinhos, e suas pequenas mãos se espalmaram pelas bochechas do maior. O beijo de Sehun era bom, lento e carinhoso, respeitando seus limites e sua timidez.
Sentiu seu coração acelerar, talvez pelo nervosismo e talvez por desejar sentir algo real pelo rapaz que o beijava, e naquele momento, pelo menos naquele momento, sua mente ficou em branco, com apenas uma imagem a rodeando, a imagem de Oh Sehun, o alfa que a partir daquele momento o tomava por seu.
Sorriu envergonhado quando suas bocas se desgrudaram, deixando sua cabeça pender sobre o peito do mais alto, sorrindo para si mesmo, ao lembrar do que havia acabado de fazer. Todavia, segundos depois fora puxado para a realidade, ao avistar a imagem do alfa Park parado olhando aquela cena meio de longe. Ele estava ali, Chanyeol os olhava com uma expressão tão séria ao ponto de fazer o coração do pequeno ômega arder.
Todavia, ele logo deu as costas e foi embora, ignorando como se aquilo não fosse nada. Então seu coração doeu, doeu pelo choque de realidade, para Chanyeol, não importava com quem ele ficasse. Baekhyun não era nada para Chanyeol, então Chanyeol deveria ser nada para Baekhyun.
— Ele não se importa com você, Baekhyun. — o Oh segurou seu rosto, o forçando a parar de olhar o caminho por onde Chanyeol foi embora — Mas eu me importo e quero cuidar de você, esqueça ele, foque apenas em mim.
O menor balançou a cabeça concordando, em seguida abraçando o alfa pela cintura e recebendo afago em seus cabelos, gostava dos carinhos de Sehun, e naquele momento só queria focar nele. Oh Sehun poderia lhe dar o amor que nunca recebeu de Chanyeol e nem de nenhum outro, já havia provado que realmente se importava com seu bem-estar e prometido cuidar dele. Queria confiar em Oh Sehun.
Não saberia dizer quando tempo aquele abraço durou, mas acabou sendo interrompido pelo próprio Sehun, e Baekhyun julgaria como sendo algo brusco, já que o alfa parecia ter se assustado com algo. Levantou seus olhos procurando pelo emissor da voz, até se deparar com um alfa os olhando, nunca havia o visto antes, e não conseguia entender aquela expressão triste e ao mesmo tempo raivosa do rapaz.
— Seu pai está te chamando. — o talvez rapaz disse, olhando para os lados como quem evitava olhar o casal junto — Disse que é urgente.
Sehun coçou a nuca, talvez meio nervoso por estar na presença de seu então noivo e seu amante, era uma situação embaraçosa, especialmente pelo olhar estranho vindo de Lu Han.
— Baekhyun, este é Xiao Lu Han, meu... — não era como se ele fosse dar a nomenclatura certa — Meu melhor amigo.
Não deixava de ser verdade, Lu Han sempre fora seu melhor amigo desde a infância, e não era por estarem dormindo juntos que deixaria de o enxergar assim, afinal, eles sempre haviam dito um para o outro que o fato de treparem nas horas vagas não mudaria a amizade em nada. Tolice, claro que mudaria, e agora ambos passariam a notar isso, querendo ou não.
— É um prazer conhecer você. — quando o ômega sorriu e estendeu sua mão na direção do rapaz, ele ficou sem reação por alguns segundos, demorando para então corresponder ao aperto de mãos — Eu sou Baekhyun, o noivo do Sehun.
A expressão já fechada do alfa se fechou mais ainda, encarando o ômega em silêncio por dois segundos, talvez Baekhyun fosse o único ali que ainda respirasse. Viu o rapaz recolher sua mão e olhar para Sehun de uma forma estranha, para depois forçar um sorriso. Se Baekhyun não fosse tão inocente em alguns casos, teria notado toda aquela tensão no ar e a forma como os dois alfas se encontravam igualmente na defensiva.
— Noivo é? — o alfa menor forçava uma expressão feliz, que chegava a rasgar seu rosto — Parabéns para os dois.
Depois disso o Xiao se virou e foi embora, deixando para trás um ômega confuso por sua reação, e um alfa nervoso. Sehun se despediu de Baekhyun dizendo que precisava descobrir o que seu pai queria logo, estavam bem perto da casa do menor, então não seria problema ele ir andando sozinho.
Era só conversa fiada, o que Sehun queria mesmo era alcançar Lu Han e explicar a ele a história do jeito certo, por mais que não estivessem em um relacionamento, ele era seu melhor amigo e ter sido avisado sobre o casamento do outro assim de maneira repentina poderia tê-lo afetado da maneira errada. Sehun apressava seus passos tentando chegar até ele, e o alcançando duas ruas mais à frente.
Lu Han parou ao sentir o toque tão conhecido em seu ombro, virou-se para o amigo, o olhando de forma debochada e impaciente, Sehun odiava quando ele fazia aquela cara.
— Por que ficou assim? — o Oh o indagou demonstrando estar ainda mais impaciente que o próprio Lu Han — Nós não somos namorados, não é como se eu estivesse te traindo, e você sabia muito bem que eu pretendia me casar com ele.
Lu Han empurrou as mãos de Sehun de seu corpo. Ficou calado, talvez pensasse no que seria o melhor para se dizer, e para ser sincero nem ele entendia sua reação. Sehun não lhe pertencia e nem lhe devia fidelidade, o que tinham era apenas carnal, nada além disso. É, talvez tenha ficado com ciúmes dele, a ideia de perder Sehun de vez o incomodava, e partir daquele ponto eles não poderiam mais se encontrar.
Seja lá que nome tenha tido, aquilo que existia entre ele e Sehun havia ganhado um ponto final.
— É, tem razão, não devemos fidelidade um ao outro. — suas palavras estavam carregadas de indiferença, aquela indiferença que Sehun tanto detestava ouvir em sua voz — Eu tenho que ir, estarei muito ocupado procurando outra pessoa pra esquentar a minha cama, afinal, sempre foi só isso, não é, corpo e calor?
Ficou parado no meio da rua vendo Lu Han se afastar a passos lentos. Lentos, porque talvez nenhum dos dois quisesse realmente ficar longe. A neve caia fraca, os flocos se amontoavam em sua cabeça, junto com aquele turbilhão de pensamentos, onde Sehun se perguntava se tudo aquilo valia mesmo à pena. Para ganhar Baekhyun, ele havia perdido Lu Han.
[... Mordida de Alfa ...]
— Demora quase duas semanas para me visitar e quando aparece é para me dizer que vai se casar.
Na tarde seguinte Baekhyun visitou Kyungsoo, e depois de quase ter sido acertado por uma panela enquanto o amigo reclamava de sua demora para ir vê-lo, os dois sentaram-se para conversar. Isto é, Baekhyun estava sentado, pois Kyungsoo estava cortando carne, havia passado tanto tempo distraído bisbilhotando caixotes com coisas de Jongin guardadas que havia se esquecido de preparar o jantar, e Jongin era do tipo que já chegava em casa perguntando pela comida.
— Mas estou feliz por você, sabe, por estar superando... o Chanyeol.
Mas esse era justamente o problema, Baekhyun não estava superando Chanyeol, ele estava passando por cima. Sabe, é como quando temos preguiça de apagar o que foi escrito, e passamos com o lápis por cima. Todos nós sabemos que o borrão ainda está lá, mas insistimos em dizer que ninguém irá perceber.
— É, acho que estou superando. — seu semblante confuso era notável — O Sehun é tão doce, estou animado em relação a ele, acho que vamos nos dar bem juntos, sermos uma família feliz. — Baekhyun tentava transparecer sua animação, por mais que lá no fundo soubesse que não estava tão animado assim — E quanto a você e o Jongin, estão se dando bem?
— Ah, com certeza estão, ouço eles se dando bem umas três vezes por dia.
Os ômegas levantaram seus olhos para encontrar a figura do rapaz grávido na porta da cozinha, já se aproximando para ocupar uma das cadeiras sem nenhuma cerimônia ou ter pedido permissão para isso. Kyungsoo bateu em seu ombro com um pano de pratos.
— Não fica falando essas coisas pro Baekhyun, ele ainda é um ômega solteiro. — o repreendeu, teria tapado os ouvidos do amigo se fosse possível — Baekhyun, este é Junmyeon, meu vizinho e primo do Jongin.
O ômega grávido sorriu e estendeu para o outro ômega, que imediatamente ficou de pé, indo para o outro lado da mesa para enfim tocar na barriga do Kim. Junmyeon não entendeu muito bem toda aquela animação, mas não quis estragar a felicidade do mais novo, que parecia bastante animado enquanto tocava e alisava sua barriga.
— Sua barriga é tão fofa. — o ômega mais novo se derreteu alisando-a — m*l posso esperar pra ter um também.
Kyungsoo bateu em sua cabeça com uma tigela.
— Você nem se casou ainda, pare de ser tão apressado. — o Do ralhou — Além de que você nem perguntou se podia tocar na barriga do Junmyeon, seu m*l-educado.
Os ômegas conversaram a tarde toda, onde Kyungsoo dividiu com eles o quanto seu casamento com Jongin estava sendo bom e que realmente estavam se dando bem. Baekhyun contou sobre como estava indo com Sehun, e o quanto estava esperançoso de que seu relacionamento com o alfa viesse a dar certo. Talvez Junmyeon não tivesse muito para contar, não era como se tivesse vivido um romance ou algo assim, então o ômega Kim apenas falou sobre como estava indo sua gravidez e que até agora não tinha muitas pistas de como encontraria o pai do bebê.
A verdade era que Junmyeon não conseguia tirar aqueles olhos verdes da cabeça, a imagem do alfa que o salvou naquele dia permanecia nítida em seus pensamentos, e até chegara a ter sonhos com ele, sonhos estes onde eram uma família e estava juntos, nestes sonhos ele conseguia ver seu bebê, com os olhos igualmente verdes. Não saberia dizer o que aqueles sonhos significavam, por isso os guardava apenas para si.
Já havia anoitecido quando Jongin chegou, sendo recebido por um abraço carinhoso de Kyungsoo. há alguns dias, o alfa havia comentado de que era assim que queria ser recebido quando chegasse, Kyungsoo achou justo. Os ômegas olhavam aquela cena com os olhos brilhando, no fundo desejavam que com eles fosse assim também, que um dia também tivessem alfas a quem abraçar com carinho.
— Fico feliz em ver que não estava sozinho. — foi a primeira coisa que Jongin disse ao avistar os dois rapazes sentados ao redor da mesa. Beijou os cabelos de seu ômega no meio daquele abraço — Eu vou me lavar.
— Jongin, nós podemos levar o Baekhyun até em casa antes do jantar? — perguntou sem soltar do abraço — Já está escuro e eu me preocupo se ele for sozinho.
— Claro.
Só foi preciso Jongin sumir pela porta para que o suspiro alto e proposital de Baekhyun fosse ouvido, sendo acompanhado por Junmyeon. Kyungsoo bateu nos dois com o pano de pratos. E quem os culpariam se desejassem um dia ser tratados como Kyungsoo era? Seria um desejo de todos que vissem.
Logo a mãe de Junmyeon veio chama-lo para o jantar, o ômega se despediu e se foi deixando apenas Baekhyun esperando Jongin terminar de tomar banho para o levar para casa. Kyungsoo ainda lhe contou mais coisas, e até mesmo comentou das caixas cheias de coisas antigas que Jongin guardava, e sobre o quanto achava que seu marido era um daqueles que não conseguiam se desapegar de objetos antigos.
Depois que Jongin pegou o cavalo e uma sela maior, colocando os dois sobre o lombo do animal com muita dificuldade, já que Baekhyun se dizia com medo, se recusando a subir nos primeiros minutos. Kyungsoo ia na frente, segurando nas mãos de Jongin, que estavam sobre as rédeas, sentindo o peito quentinho de seu marido em suas costas, confortavelmente, enquanto Baekhyun estava praticamente pregado nas costas do alfa, abraçando sua cintura sem nenhum pudor e morrendo de medo de escorregar pela b***a do animal e cair.
Não demoraram muito para chegar até a casa do ômega, que só desceu quando seu pai apareceu na porta e o tirou de lá. Kyungsoo ria discretamente do amigo, enquanto ia embora com Jongin.
Nunca havia andado no cavalo de seu marido, e se soubesse o quanto era romântico e acolhedor estar daquela maneira com ele, teria perguntado se poderiam dar uma volta a qualquer hora. Quando chegaram em casa, o ômega ainda ficou ali no quintal, vendo Jongin amarrar o cavalo na casinha que havia feito para o animal se proteger do sol e da chuva.
— Amanhã é o aniversário da minha mãe. — o alfa comentou enquanto terminava de ajeitar tudo — Lembrei que ainda não o apresentei direito para a minha família, nosso casamento ocorreu de uma hora para outra e eu ainda não havia encontrado o momento certo.
— Estou ansioso para conhecer sua família. — o menor respondeu, coçando o braço em seu canto.
Jongin o olhou, franziu o cenho por achar que havia algo errado com o pequeno ômega, segurou suas mãos quando se aproximou. Os dois ainda estavam no lado de fora da casa, sozinhos no quintal. Kyungsoo abraçou Jongin, de uma maneira meio repentina e talvez infantil, o alfa não demorou para o corresponder.
— Jongin, você está comigo apenas para se tornar o líder da alcateia?
Aquela pergunta era a que mais Kyungsoo desejava fazer, e enquanto não soubesse a resposta, sempre haveriam inseguranças. Jongin o afastou olhando em seus olhos, pequenos e tristes. Descobriu que detestava ver Kyungsoo triste, deveria ser considerado crime fazer aqueles pequenos olhinhos tão tristonhos e pesados, aquilo pesava em seu coração.
— Eu não vou mentir pra você, Kyungsoo, no começo era isso que eu queria. — ele respondeu, vendo o ômega fazer menção de choro — Mas ficar com você tem me feito tão bem, meu pequeno, Kyungsoo, eu só quero que seja feliz comigo assim como sou feliz com você.
O alfa o abraçou novamente, Kyungsoo se perdeu naquele abraço, queria chorar, chorar por estar feliz ao saber que Jongin estava feliz com ele. Ele fazia bem para o seu marido, e isso soava aos seus ouvidos como a melhor das declarações. Afinal, no fim das contas era isso que todos queriam para a vida...
Ser feliz.