VIVIAN NARRANDO Fiquei ali, sentada no canto do sofá, perna cruzada, olhando os dois… e tentando segurar a avalanche que vinha dentro de mim. O Marcos, com o Cauã no colo, tava irreconhecível. O mesmo homem que tinha passado a semana com o rosto fechado, voz grossa, dedo apontado pra todo mundo, agora parecia uma criança brincando com o próprio filho de novo. Ele ria, fazia careta, beijava o pé do menino, conversava como se aquele bebê fosse a solução de todos os problemas dele. E talvez fosse. Eu não sei explicar. Mas ver os dois juntos me deu uma sensação que há muito tempo eu não sentia dentro daquela casa. Um tipo de esperança, sabe? De que, por mais fodido que tudo esteja, ainda tem um fio de amor segurando essa família. E o mais doído de tudo era que… aquilo não era novo pra mim

