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BRUNA NARRANDO A vida não vai parar porque o Lucas virou as costas pra mim na rua. E nem é porque ele fingiu que eu não existo que eu vou me trancar em casa, me afogar em sorvete e chorar ouvindo Marília Mendonça igual uma adolescente que levou o primeiro fora. Eu sou a Bruna. E a minha vida continua. Hoje acordei cedo, fiz meu cabelo, passei meu delineado como se nada tivesse desabado dentro de mim, e fui pro meu espaço de bronze com a mesma postura de sempre: altiva, linda, e de salto. Porque é assim que tem que ser. Eu sou mulher criada na luta, acostumada a apanhar da vida e mesmo assim levantar no dia seguinte como se tivesse ganhado a guerra. Entrei no salão já com meu copo de açaí na mão, cabelo preso naquele coque que só eu sei fazer, e dei bom dia pras meninas. — E aí, minhas

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