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MT NARRANDO Já desci do carro bufando, ainda com o sangue quente depois da merda que rolou. Minhas mãos ainda tavam tremendo, o maxilar doía de tanto apertar os dentes e a p***a do meu coração parecia que ia explodir dentro do peito. Fui direto pro posto, porque eu precisava ver uma cara familiar, alguém que não tivesse me tirando do sério, alguém que não fosse ela, nem o filho da p**a que me fez perder a linha. Entrei no corredor do posto no gás, e quando vi o Lucas ainda deitado naquela mesma cama de sempre, largado igual um doente de novela, nem pensei duas vezes: — Aí, mano… não vai sair desse posto nunca não, viado? Tá esperando o quê, uma homenagem? Pensou que ia virar camisa estampada de saudades? Ele riu, daquele jeito que só ele ri quando já tá melhor. Aquela risadinha arrasta

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