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MT NARRANDO Cauã ficou na casa dos meus pais. Primeira vez. A véia conseguiu o que queria. Fez chantagem emocional, jogou na minha cara que o neto só dormia na casa da mãe da Manu, que nunca tinha passado uma noite ali com ela, que não sentia o cheiro do travesseiro dele, que não ouvia o chorinho dele de madrugada, que nem parecia vó. Aí pronto. Manu ficou mexida, olhou pra mim e eu, por mais cabeça dura que seja, não consegui dizer não. Deixamos ele lá. E aí, irmão, foi aquela noite como há muito tempo a gente não tinha. Só eu e ela. Grudados. Pele com pele, suor com suor. Sem barulho de choro, sem mamadeira na madrugada, sem ninguém batendo na grade chamando pro corre, sem rádio chiando. Era só a gente, ali, no nosso quarto, com o ventilador girando devagar, jogando o ar quente de um l

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