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MT NARRANDO A casa tava num silêncio estranho, só quebrado pelo som do meu próprio pensamento martelando. Eu sentado no sofá, olhando pro Cauã dormindo enrolado na manta, com aquele rostinho sereno que não fazia ideia da bagunça que tava acontecendo do lado de fora. Mas a paz durou pouco. Do nada, ele começou a se mexer, fazer umas caretinhas, e aí veio o choro. Primeiro baixinho, meio manhoso… depois virou aquele berreiro de acordar favela inteira. — Ih, c*****o… calma, filho… calma, calma… — falei, pegando ele no colo, balançando devagar. Só que nada de parar. Quanto mais eu tentava acalmar, mais ele berrava. — Qual foi, moleque? Quer colinho, é? Já tá no colo… — falei, desesperado. Aí me liguei: podia ser fome. Botei ele deitado de novo, peguei a mamadeira que a Flávia tinha mand

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