Meu nome é S/n Hayes,tenho 18 anos anos e...Vou tentar resumir...
Moro na cidade de Cleveland,uma das cidades, infelizmente,piores dos EUA. Minha mãe,Rebecca Hayes, morreu quando eu tinha 10 anos, câncer. Meu pai,John Hayes, é um i****a que ao envés de pagar contas e meus estudos prefere beber e se drogar,por isso minha mãe morreu,sem dinheiro para tratamento.
Tive que me virar,já que não sobreviveria na miséria com meu pai,dos meus 11 anos aos 15 eu estudei muito,muito mesmo, queria ver se inteligente conseguiria dinheiro,mas ao mesmo tempo eu trabalhava,em tudo que podia, mercearias,entregas, entre outros... Até que desisti de vez, não teria chance alguma de passar em uma boa faculdade e trabalhar,nem tempo,já que teria que me auto-sustentar para não passar fome.
Aos 16 eu descobri que amava dançar,e era ótima nisso,conheci Gless,minha tutora na dança (Pole dance) ela me acolheu no estúdio de dança dela,e me deixava treinar sempre que queria. Até que conheci Nial,o dono da Boate mais famosa da cidade,Boate Kolcins,ele visitou Gless,a procura de garotas interessadas em trabalhar na boate,Gless permitiu que as meninas aceitassem apenas se quisessem.
Nial se maravilhou com a habilidade que eu tinha no Pole dance e perguntou se queria vaga na Boate, eu faria 17 anos naquele ano, não tinha emprego,dinheiro,nada. Aceitei,fechei um trato que eu apenas dançaria, não me venderia e os clientes eram proibidos de me tocarem.
Desde então,trabalho aqui....
Sábado,00:54
Eu dançava no palco pequeno rodeado de caras,eles sorriam e aproveitavam me ver alí,jogavam dinheiro para mim,que seria ótimas gorgetas no fim do turno.
Os clientes eram os mesmos de sempre,mas haviam dois que eu não conhecia,um era um pouco mais velho,uns 29 anos,alto,bonito,cabelos castanhos escuros,olhos azuis marcantes,se vestia bem,vesteas caras e neutras.
O outro era alto também,cabelos pretos,olhos castanhos escuros, maxilar marcado,e boca marcante, elegante,chutaria 21 ou 25 anos.
Não reparei muito nós dois novatos,acho que não eram daqui,deviam estar de passagem.
Terminei a dança,era vez de Deyse dançar agora, desço do palco ignorando as provocações e assobios dos clientes de sempre. O tal novato,de olhos azuis marcantes,me parou, colocando a mão em meu cotovelo,me virei para ele
-Sim? - Digo
-Quanto vc cobra - Ele simplesmente perguntou,voz séria,fiquei vermelha com vergonha
-Eu não...Eu apenas danço,senhor. E os clientes não podem me tocar - Digo baixando o olhar para a mão parada em meu cotovelo, ele solta um riso com deboche
-Esta tensa... - Ele diz,engulo seco - Aqui é um bar de strippers e vcs não fazem nada além de dançar?Vamos nós divertir um pouco...
-Não sabe ler Yan? - Diz uma voz atrás de mim, ríspida,grossa e séria - A regra é que não podemos toca-las - Diz o mesmo com deboche e sarcasmo na voz,me viro,por cima de meus ombros vejo o outro novato da boate,o com olhos cor castanhos-escuros,ele apontava para a placa que dizia: Não as toque
-Estraga prazeres como sempre Louis - Diz o que me segurava,soltando meu cotovelo,e colocando a mão para dentro do bolso da calça preta,assim como o outro atrás de mim - Não iria fazer nada se ela não quisesse - Ele diz dando de ombros,o que estava atrás de mim riu com sarcasmo
-Confiar em vc é como confiar em uma raposa dentro de um galinheiro - Diz o outro- Se já terminou por aqui,posso leva-la para a casa - Ele se vira para mim,sem maldade nos olhos,mesmo assim não sabia se poderia confiar
-Não... Não precisa, é perto - Digo saindo do meio dos dois,o de olhos azuis ri com escárnio e levanta as sobrancelhas provocando o de traz
Entro no camarim,suspiro,pego meu casaco
-O que houve? Parece irritada - Diz Kate,arrumada para ser a próxima a dançar
-Clientes incovenientes - Digo abotoando o casaco que tampava minha pele exposta com aquelas roupas minúsculas e meia rastão
-Sei... - Diz Kate suspirando,eu tiro o salto pleaser preto,guardo no armário e pego meu tênis,o calço
-Boa noite - Digo depois de amarrar o último tênis,ela da um sorriso como despedida - Tchau gente - Digo para as outras que se arrumavam
-Tchau - Diz elas em som monótono
Saio do camarim,ando até o meio da boate,em direção a porta,luzes roxas de led eram o principal ali, até que sou parada novamente
-Agora que estamos sem o chato do meu primo... - Levanto os olhos,o mesmo cara de olhos azuis que me pediu "diversão",revirou os olhos e bufo
-Não faço nada disso do que quer,e outra não estou mais no meu horário de trabalho,procure outra pessoa que atenda seus pedidos e me deixe em paz! - Digo,ele levanta as sobrancelhas
-Você é a dançarina mais complicada que já cantei... - Ele diz em tom de escárnio
-Então vá tentar outra! - Digo saindo e batendo meu ombro nele de propósito,passos pesados e com raiva
Finalmente, faltando poucos metros até a porta,de novo, alguém né para,levanto os olhos novamente
-Não faço nada, não importe o preço! - Digo sem nem ver com quem falava
-Não vim pedir isso mesmo - Diz,a voz familiar,com sarcasmo,era o cara que me ajudou com o outro antes,dando de ombros
-Foi mal...E... Obrigada,preciso ir - Digo
-Te levo para a casa,olha... Conheço Yan tempo bastante para saber que ele não aceita levar um fora sem insistir bastante,posso ir com vc se nn quiser o encontrar para onde coloque os pés - diz o mesmo,suspiro
-Ok - Digo com desânimo
-Louis...Louis Partridge - Ele diz estendendo a mão em comprimento
-S/n Hayes - Digo,olhando para sua mão, anéis de prata maciços e brilhantes, mão fortes com uma tatuagem que não sabia o significado - Está fechando contrato comigo agora? - Ele ri, guardando as mãos no bolso
-Afiada - Ele balbucia
-Estou cansada- Digo indo em direção a porta,Louis me segue logo atrás - Noite longa.
Saimos,a rua estava fria e gelada,brisa batia em meu rosto,encolhi um pouco os ombros e cruzo os braços
Andamos pela rua escura,ou luz tão fraca que não parecia existir naqueles postes
-Quer? - Diz Louis tirando o terno bonito escuro que usava
-Obrigada - Digo dispensando
-Esta batendo o queixo e ainda sim recusa o casaco? - Ele diz, soltando um riso,e passando o terno por minhas costas
-Valeu - Digo ajeitando o terno,era quente,cheirava muito bem,um cheiro que não sabia especificar, perfume caro...
-Gosta do seu trabalho? - Ele me pergunta enquanto caminhavamos
-... Não muito...Quer dizer...Eu gosto de dançar, não da boate, não daqueles homens fedendo a cigarro barato e tequilas, não dos homens abusados e metidos a b***a, não dos olhares,mas da dança...E...Preciso trabalhar para não cair na rua - Digo,sem olha-lo,mesmo sentindo seu olhar em mim
-Desde quando trabalha ali? - Ele pergunta
-Des dos meus... - Suspiro,muito nova para ter entrado ali... - 16 anos - Ele levanta as sobrancelhas
-Seus pais...O que acham da ideia?
-Pode que tantas perguntas?? - Digo, pouco irritada,cansaço,suspiro - Minha mãe morreu quando era criança e meu pai... Não ligo para meu pai,ele deve estar em alguma esquina bebendo,deve voltar para a casa quando terminar de gastar todo dinheiro em bebidas,trabalhar um pouco,receber mais dinheiro,e voltar a perambular pelas ruas
-Sinto muito... - Ele diz
-Não gosto de pena - Digo rispidamente,ele sorri,olho para ele,com o maxilar contraído, e em seguida para o sorriso,sorriso bonito,nunca virá um sorriso tão bonito quanto aquele
-Tem namorado? - Ele pergunta,volto a olhar para frente revirando os olhos,ele ri
-Tantas perguntas...Minha vez agora - Digo
-Ok - Ele diz com um sorriso
-Comi ficou rico? - Digo
-Nunca falei que sou rico - Ele diz dando de ombros
-Suas roupas revelam tudo,seu relógio,seus sapatos e o perfume empreguinado com cheiro caro em seu terno - Digo,ele solta um riso
-Herança familiar - Ele diz por fim - Na verdade herdei o posto do meu pai e junto veio a herança de toda geração - Ele diz dando de ombros
-Queria ter uma vida fácil assim - Digo soltando um riso debochada e balançando a cabeça,ele não diz nada por alguns minutos
-Pode trabalhar para mim se quiser,pago o triplo do que ganha aqui - Ele diz me entregando um cartão com números,telefone ,olho para o cartão,sem pegá-lo
-Não sei nem no que trabalha - Digo
-Um magnata a procura de mais dinheiro seria um trabalho? - Ele diz erguendo as sobrancelhas
Talvez minha chance de realmente ganhar dinheiro daria certo se eu... Aceitasse?
-Trabalharia no que? - Pergunto
-No que quiser - Ele diz dando de ombros - Pode ser uma das que trafica o dinheiro falso e trocam por verdadeiro,uma dos que trazem o dinheiro verdadeiro,a que executa os que precisam ser executados - Minha coluna se arrepiou,matar... - Pode cuidar dos calculos da quantia se for boa nisso,pode fazer mil e uma coisas...E também pode ser quem dança para mim quando eu quiser... - O ar ficou pesado
-Ridiculo - Digo,tentando parecer calma,mas estava realmente tentada com a oportunidade,ele ri
-em troca dos seus trabalhos vc ganha o salário que me pedir,uma casa e um novo trabalho - Ele diz dando de ombros
-Então da o salário que qualquer um quer?? - Digo com deboche
-Não, só para os que mais tenho interesse - Ele diz me olhando de cima a baixo,fico vermelha
-Pq tem interesse na stripper da boate barata de Cleveland?? - Digo de novo debochando dele
-Gostei de vc,seu jeito,minha intuição diz que vai ser ótima se trabalhar comigo - Ele diz dando ombros
Estamos a poucos metros de casa, até que avisto meu pai chegando do outro lado nela tbm,suspiro,acelero o passo até meu pai,que estava sujo,fedido,mole,bêbado
-Pai - Digo
-A m***a do Ryler nn quer fazer fiado para mim - Ele grita,com raiva,aquele grito que me traumatizava desde pequena,ele bebe um gole cheio de cachaça,tiro a cachaça de sua mão - Me empreste dinheiro,devolvo quando puder,e me devolve isso - Ele diz pegando a garrafa de volta
-Não recebi ainda,vamos entrar e dormir - Digo,meu pai joga a garrafa de vidro no chão com raiva,dou um pulo de susto
-Ingrata! - Ele grita,fica louco quando bebe...Louco...
-Eu não tenho dinheiro - Repito,tentando não demonstrar vulnerabilidade
-Te sustentei quando pequena e não pode me emprestar dinheiro nenhum?? - Ele diz avançando para mim,recuo para trás
-Eu não tenho agora!E vc nunca me sustentou,nunca - Digo ainda recuando para longe dele
-Chega - Diz Louis sério,entrando em minha frente,ele saca a carteira,cheia,quase pulando notas de dinheiro e tira uma delas,50 dólares,entrega ao meu pai,que automáticamente parece se acalmar,pegando o dinheiro contente
Seguro as lágrimas que querem escorrer de meus olhos, respiro fundo
-Deixa ela - Diz Louis inclinando a cabeça para o lado,meu pai simplesmente obedece,preferia as bebidas do que eu,sempre preferiu mesmo...
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