Capítulo 13

1276 Words
-Ei, Harry, você tem um minuto?- Carl perguntou. -Tenho sim, mas estou apenas resolvendo algumas coisas aqui com Nora.- Ele não parou de provocar enquanto falava com Carl, e eu estava lutando para me concentrar em qualquer coisa. Eu estava tão perto de gozar, e a maneira como ele me provocava era incrível. A porta se fechou e Harry tirou a mão. -Você tem um gosto tão bom.-Ele disse, lambendo os dedos. -Você parou. -Sim, quero que você pense sobre o que vai acontecer a seguir, e isso só acontecerá se você vier à minha casa esta noite.- Ele levantou.-Vou ver o que Carl quer. Meu coração estava acelerado e eu estava tão excitada que nem era engraçado. -Não brinque com sua b****a também. Esse é o meu trabalho.- Ele saiu do escritório e eu olhei para o pedaço de papel em minhas mãos. ''Carl está vindo e você não vai conseguir o que quer. Culpe-o, eu teria lambido sua b****a com prazer na minha mesa no almoço. Sua b****a é muito mais saborosa do que um bife com fritas.'' Eu não pude deixar de sorrir. Ele era um homem estranho. Um estranho bom. Olhando para o relógio, vi que estava chegando perto da hora do almoço. Nós ainda tinhamos muito tempo pela frente. A tarde seria uma tortura. Harry No momento em que toquei Nora, eu tive toda a intenção de levá-la ao orgasmo. Eu não gostava de Carl, nunca gostei do filho da p**a. Na verdade, quando Carl começou a praticar e teve uma sequência de vitórias, ele era um péssimo vencedor, constantemente esfregando suas vitórias na cara de todos.Eu o odiei desde o início. Ajudá-lo agora era sua maneira de ajudar o carma. -Você ajudou Carl?- Nora perguntou. Ela sentou-se no carro, olhando ao redor do estacionamento, verificando se ninguém nos viu. -Você pode parar de surtar. Ninguém vai dizer nada. -Você não sabe disso. Estou no seu carro. -Apenas diga a eles que o seu quebrou e eu vou te levar para casa. Nada demais.-Bati no volante sorrindo quando Carl nos notou. Eu não resistiu e acenei para ele. -Se Frank tivesse algum bom senso, o demitiria.-Comentei com Nora. -Ele está apenas tendo uma fase ruim.-Ela o defendeu. -Você sabe que ele queria fazer uma competição, certo? -Uma competição? -Sim, ele estava na empresa há uns dez meses e não perdeu nenhum caso. Ele não obteve nada além de vitórias e queria implementar um gráfico de perdedores e vencedores. -Que grosseiro. -Sim, e acredite, eu não estava preparado para isso. -Por que não? -Não se trata de sermos vencedores e perdedores, Nora. Eu sei que quando decidisse ser advogado, ganharia alguns e perderia alguns. -Isso não te incomodou? -Claro que sim. Eu queria ganhar todos os casos em que estivesse envolvido. O problema é que alguns casos eu deveria ter vencido, perdi, e outros casos que ganhei, deveria ter perdido. Eu sou um i****a. Eu sei disso, mas estou lidando com a vida das pessoas aqui. Até Richmond. Ele não deveria escapar impune, eu entendo. Ele não conseguia manter o p*u dentro das calças, e agora sua esposa está atrás de cada centavo. Agora, sua primeira esposa, ela recebeu uma boa parte do dinheiro dele, mas se você me perguntar, ela mereceu. Durante anos ela lidou com a traição dele e todas as suas merdas. Deu a ele um casal de filhos, um lar amoroso, e ele transou com ela uma e outra vez. A atual Sra. Richmond é uma prostituta que ganha dinheiro. Eu a encontrei algumas vezes e aposto que nenhum deles foi fiel. -Eu não poderia imaginar isso. -O que? -Casar com alguém por dinheiro ou não amá-lo o suficiente para fazer funcionar. -Você acredita no amor?- eu perguntei. -Não sei no que acredito, para ser honesto. Eu sei o que vi e o que sei que está por aí. É simplesmente difícil, sabe? Quero que as coisas sejam como nos livros. Você conhece alguém e se dá bem. Há amor e amizade, e essa paz feliz e atração escaldante. Você nunca precisa se preocupar se ele ou ela está olhando para o outro lado. -É um mundo ideal, certo. -Sim, ideal, mas não a realidade.- Ela se encostou na janela. -Então qual é a sua história? -Minha história? -Sim. Eu realmente não sei qual é o seu problema. Você trabalha duro e eu sei que você jogou mais. As mulheres estavam sempre visitando o escritório, e você tinha uma mulher diferente sempre que podia. Existe uma Sra. Donovan no seu passado? -Não. Nunca fui casado. Também não quero ser. Havia uma mulher. Eu pensei que ela era a única. Acontece que ela também não gostava muito da monogamia. -Você acha que se tivesse encontrado alguém que quisesse se estabelecer, você o teria feito?- ela perguntou. -Você está fazendo muitas perguntas. -Eu sei. Desculpe. -Sim, eu teria. -Você teria se acalmado. -Eu teria me acomodado. Sem amantes, sem prostitutas. Eu teria a cerca de estacas, os dez quartos cheios de risadas infantis. Eu teria uma família. Em vez disso, nunca consegui isso, então terei que me contentar em ser bom no meu trabalho e deflorar minha própria assistente. -Eu não sou a primeira assistente pessoal que você deflorou. -Você é a primeira virgem que eu já tive. Minha primeira defloração. -Você já desejou que pudesse ser diferente?-ela perguntou. Naquele momento, eu pensei em Nora. Eu pensei nela grávida do meu filho e voltando para casa, para ela. Foi então que eu percebi que se tivesse Nora para voltar para casa, uma família e ela cozinhando e cozinhando, eu adoraria voltar para casa. -Sim, eu gostaria que fosse diferente. Desejo muitas coisas diferentes. Eu sai do carro, indo até o porta-malas para pegar minha pasta e a bolsa dela. Juntos, nós caminhamos em direção ao elevador. -E você?- ele perguntou. -Família, amor, relacionamentos? -Eu adoraria me casar. Eu sei, toda mulher quer se casar. Desde que me lembro, queria ser mãe e esposa. Eu amo cozinhar e assar. Falando nisso, já que temos esse acordo e tudo mais, pensei em contar a você todas as vezes que você me fez ir à padaria mais adiante. Eu realmente não fiz isso. -Você não fez isso? -Não. Esperei trinta minutos e trouxe para você uma das coisas que fiz no dia. -Sua atrevida-disse ele. -Eu não iria a um lugar que não conhecia e compraria algo que talvez não fosse tão legal. Você tem que admitir, foi bom, não foi?-ela perguntou. -Sim, foi. Então você quer um conto de fadas. -Acho que não quero mais. -Não quer? -Eu sei que não é mais possível. Isso é tudo isso, um conto de fadas inventado. O mundo não está cheio de príncipes esperando para reivindicar suas princesas. Na verdade, muitos príncipes gostam de muitas princesas diferentes, e algumas delas mais jovens, outras mais velhas.-Ela encolheu os ombros. -Percebi que, à medida que todos crescemos, não é tanto que a magia morra, mas a realidade se instala. A verdade dura e fria sobre a qual nos mentiram durante anos. -Uau, isso é realmente deprimente. -Vendo o número de divórcios que passam pelo nosso escritório. Achei que você concordaria comigo. -Eu concordo. Já vi tudo em primeira mão e enfrentei muito, mas você tem que admitir, existem romances no mundo. Eles simplesmente não são do tipo sobre os quais as pessoas leem. O elevador se abriu e eu peguei a mão dela, levando-a até meu quarto. -Então você acredita em romance?-ela perguntou. Eu pensei sobre isso. Olhando para Nora, eu sabia que sim. -Sim. Acho que tudo é possível se você estiver disposto a tentar.
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