nosso momento

580 Words
Tudo parecia estar finalmente no lugar. A rotina com os filhos fluía, os dias eram cheios de amor e risadas, mas as noites… as noites pertenciam somente aos dois. Kelly estava cada dia mais linda. Morena, com a pele dourada, curvas definidas de dar inveja. Os longos cabelos cacheados desciam pelas costas como uma cascata, e Otávio ficava completamente hipnotizado só de vê-la andando pela casa de camisola fina ou com alguma roupa justa, o olhar dela sempre carregado de provocação. Já Otávio… alto, moreno, os olhos cor de mel que pareciam enxergar até a alma. O cabelo preto, cortado bem baixo, combinava com a barba sedutora que ela adorava sentir roçar em sua pele. O corpo forte, marcado por músculos definidos, os braços largos e potentes, o peito firme… tudo nele deixava Kelly completamente à flor da pele. Ele era um homem com presença. Um homem que ela sabia ser só dela. Naquela noite, Kelly surgiu no quarto com uma camisola preta de renda que moldava perfeitamente cada detalhe do seu corpo. Otávio, sentado à beira da cama, não conseguia tirar os olhos dela. — Você tá querendo me matar, mulher… — ele murmurou, a voz rouca. Ela sorriu de lado, provocante, e caminhou até ele com passos lentos. Sentou-se em seu colo, encaixando-se perfeitamente. As mãos dele deslizaram por suas coxas nuas, subindo devagar, enquanto os lábios se encontravam num beijo molhado, profundo, cheio de desejo contido. As mãos grandes de Otávio apertaram sua cintura com força. Ele a virou com facilidade, a deitou na cama e ficou por cima, observando cada centímetro daquele corpo que ele conhecia de cor, mas que ainda o deixava em êxtase como da primeira vez. — Você tem ideia do que faz comigo, Kelly? — ele disse entre beijos pelo pescoço, descendo até os s***s, mordendo com suavidade por cima da renda. Ela arqueou o corpo, sentindo a respiração acelerar. — Mostra, então… me mostra, Otávio. Ele não precisou de mais incentivo. Tirou a camisola dela com pressa e depois se despiu por completo. O calor entre os dois crescia como fogo em palha seca. As carícias se intensificavam, os toques se tornavam mais ousados. A pele de Kelly arrepiava ao sentir a barba dele roçando por suas coxas, seus s***s, seu ventre. Cada beijo, cada lambida, era uma tortura deliciosa. Otávio se posicionou sobre ela, encaixando-se com precisão, e os dois soltaram um gemido abafado. Os movimentos começaram lentos, como se quisessem sentir cada segundo, mas logo se tornaram intensos, ritmados, selvagens. Ela arranhava suas costas, mordia os lábios, sussurrava palavras quentes ao ouvido dele. — Mais forte, amor… me sente por inteiro. Ele obedeceu. Pegou-a pelos quadris e a puxou contra si, acelerando os movimentos, levando os dois a um estado de pura loucura. A cama rangia, os corpos se chocavam em sintonia perfeita, o quarto inteiro parecia respirar junto com eles. Foram minutos intensos, suados, quentes… até que ambos explodiram num orgasmo profundo, gritando os nomes um do outro, como se nada mais existisse no mundo. Ofegantes, suados, colados um ao outro, Otávio a envolveu em seus braços. Beijou seu ombro, depois sua testa. — Eu sou completamente seu, Kelly… — sussurrou com os olhos fechados. Ela sorriu, ainda trêmula, passando a unha suavemente pelo peito dele. — E eu sou loucamente sua. Sempre. E ali, na penumbra do quarto, envoltos em lençóis amarrotados e promessas silenciosas, eles adormeceram… com os corpos saciados e as almas ainda em brasa.
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