Sombra Narrando Deixei a Juliana em casa e fui direto pra sede do comando. Cabeça cheia, mandíbula travada. Quando cheguei, quem tava lá me esperando era o JK, meu irmão. Encostado na parede, braço cruzado, cara fechada. — Qual é, Nathan, que pörra tá pegando? — ele perguntou. — Tu mandou pegar o Tubarão? O cara é aliado, essa fita tá errada. Olhei pra ele sem parar de andar. — Errado é vacilo — respondi. — E vacilão tem que ser cobrado. — Mas assim? — ele insistiu, colando no meu pé. — Do nada? — Do nada é o Carälho. O cara passou do limite. Fui andando pelo corredor, passos firmes. O barulho lá de dentro já denunciava. Quando parei na frente da porta da salinha, respirei fundo. JK ficou do meu lado, tentando ainda entender. — Irmão, pensa bem. Empurrei a porta. O Tubarão tava

