49 - Juliana

1435 Words

Juliana Narrando Eu ainda estava com o telefone na mão quando levantei o rosto para minha tia. Ela percebeu na hora que tinha alguma coisa errada. — O que foi, Ju? Minha boca estava seca. Minha língua parecia pesada. — Tia. — minha voz saiu falhada — meu pai morreu. Ela franziu a testa, como se não tivesse entendido. — O quê? — Ele foi assassinado, uma briga coletiva. Os olhos dela se arregalaram. — Meu Deus, eu falei que era bom que ele morresse. Mas eu não achei, que ia acontecer. Ela veio até mim rápido e me puxou para um abraço apertado. E eu desabei. Chorei como uma criança perdida. Um choro alto, dolorido, vindo do fundo do peito. Era como se todo o peso que eu carregava tivesse resolvido cair de uma vez só. Minha mãe entre a vida e a morte. Meu pai assassinado. Nath

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