Juliana Narrando O telefone do Nathan tocou quando ainda estávamos na sala. Eu levantei os olhos devagar e vi ele olhar para a tela do celular antes de atender. — Fala. Ele ficou alguns segundos em silêncio, ouvindo. Meu coração começou a bater mais forte. — Certo, leva direto pra capela do cemitério. A gente já tá indo. Ele desligou e me olhou com uma expressão mais suave. — Liberaram o corpo da sua mãe. Respirei fundo, sentindo o peito apertar de novo. Minha tia, que estava sentada na poltrona ao lado, levou a mão à boca. — Eu avisei no grupo do condomínio — ela disse com a voz baixa. — Alguns vizinhos devem ir. Assenti devagar. Eu não tinha forças para falar muito. Nos levantamos e fomos para o carro. O caminho até o cemitério pareceu eterno e rápido ao mesmo tempo. Eu o

