Juliana Narrando Descemos para a piscina de mãos dadas. Assim que saímos na área externa, senti o sol bater na pele e um ventinho leve aliviar o calor. Nathan estava só de sunga, tranquilo por fora, mas eu percebia que ele olhava para os lados o tempo todo, atento a cada movimento. Entrei primeiro. A água estava morninha, deliciosa, abraçando o corpo sem aquele choque gelado. Suspirei baixo, sentindo uma liberdade que eu não experimentava havia muito tempo. Era só a gente e um grupinho mais afastado do outro lado, conversando alto, rindo. Nathan sentou numa cadeira próxima à borda, apoiou os braços nas pernas e ficou me observando. O olhar dele era intenso, quase possessivo, mas ao mesmo tempo orgulhoso. Mergulhei, prendi a respiração e deixei o corpo deslizar por baixo da água. Quando

