03 - Juliana

1320 Words
Juliana Narrando O cliente perguntou meu nome enquanto os olhos dele percorriam meu corpo com calma, sem pressa, como se estivesse gravando cada detalhe. Não era um olhar apressado ou vulgar. Era atento. Avaliador. Seguro. — Jolie — respondi, mantendo o sorriso profissional. Ele arqueou levemente uma sobrancelha e sorriu de canto. — Jolie é nome de guerra. Qual é o seu nome de batismo? Sustentei o olhar dele por alguns segundos antes de responder. — Minha identidade eu posso preservar, senhor. Ele soltou uma risada baixa, gostosa de ouvir. — Você está certa. Caminhou até o balde de gelo, abriu o champanhe com tranquilidade, como se o tempo fosse dele. O som da rolha estourando ecoou pelo quarto. Ele serviu as taças e me entregou uma. — E então — perguntei —, ao que brindamos? Ele levantou a taça, os olhos presos em mim. — A você. À sua beleza. Toquei minha taça na dele e dei um gole pequeno. O champanhe gelado desceu queimando leve. Ele me observava sem disfarçar. — Dá uma voltinha — pediu. — Quero apreciar mais uma vez. Dei um meio sorriso e girei devagar, deixando o vestido acompanhar o movimento do meu corpo. Sentia o olhar dele em cada curva, em cada passo. Quando parei, ele ainda me encarava, como se estivesse absorvendo a cena. Enquanto eu bebia mais um gole, ele se sentou na cama, relaxado, dominante, ocupando o espaço como se sempre tivesse pertencido ali. — Fica à vontade — disse. Ele se levantou, puxou a cortina que ia do teto ao chão, cobrindo a enorme parede de vidro do Hotel Nacional. A cidade sumiu atrás do tecido pesado. Sorri. — Os vidros não têm película protetora? Ele voltou a se sentar, me olhando como se eu fosse sua presa. — Têm, mas eu não confio tanto assim. Ligou a televisão. Uma música sensual começou a tocar, o som preenchendo o quarto num ritmo lento e provocante. Ele me olhou de novo, dessa vez com algo diferente no olhar. — Dança pra mim, Jolie. — Quero ver seu corpo, sem esse pedaço de pano. Meu coração acelerou, mas meu rosto não denunciou nada. Coloquei a taça sobre a bancada, caminhei até a frente dele e me posicionei. A música guiava meus movimentos. Comecei devagar, deixando o corpo falar antes de qualquer gesto mais ousado. Meus quadris acompanhavam o ritmo, meus braços se moviam suaves, o olhar nunca deixando o dele. Dei alguns passos lentos, girei, desci um pouco, subi de novo. Cada movimento era calculado, controlado, feito pra provocar sem pressa. Levei as mãos até o zíper do vestido. Desci devagar. O tecido escorregou pelo meu corpo, revelando a lingerie e o salto alto. O vestido caiu aos meus pés. Continuei dançando, agora mais solta, sentindo o ar tocar minha pele. Ele me observava em silêncio, atento, os olhos claros escurecidos pelo desejo. — Perfeita — murmurou. A palavra veio baixa, firme. Ele se inclinou um pouco pra frente. — Tira tudo. Virei de costas pra ele, sentindo o peso do pedido. Levei as mãos até a cinta-liga e a deslizei lentamente pelas pernas. Joguei de lado, sem pressa. Depois, alcancei o fecho do sutiã. Soltei com cuidado, deixando a peça cair. Ainda de costas, respirei fundo antes de levar as mãos até a última peça. A calcinha desceu devagar, acompanhando o movimento do meu corpo, até tocar o chão. Fiquei ali por um segundo, sentindo o silêncio pesado atrás de mim. Então virei. Os olhos dele me percorriam como antes, mas agora havia algo diferente. Desejo, luxúria e domínio. Tudo queimando junto, em um só olhar. Ele me puxou mais pra frente, ei estava completamente nua, apenas de salto. Ele começou tocando nos meus lábios, obedecendo seus dedos pelo meu queixo, pescoço. Minha pele se arrepiando inteira, ele tocou em um dos meus seïos e desceu ate a minha barriga. — Você é perfeita, Natural. Antes que eu respondesse ele me beijou, um beijo quente, dominando meus lábios, minha língua. Desceu os beijos pelo meu pescoço, em seguida pelo vale dos meus seïos, quando a sua mão chegou na minha büceta, acariciou meu Clitöres, minha büceta já estava molhada, desejando ele. —Deita. — ele ordenou. Me deitei, e o cliente caiu de boca, chupando e lambendo, enfiei os dedos nos cabelos dele, enquanto ele enfiava a língua na minha büceta, nunca fiquei com um cliente assim, ele estava me proporcionando um Orgäsmo incrível. meu corpo tremendo, enquanto eu gozava deliberadamente em sua boca. Ele enfiava a língua lambendo, chupando. Meu corpo tendo leves espasmos. Não aguentei e gemi. Gemi gostoso para ele, sentindo prazer de verdade. — Haaaaa... Ele sorriu, e mordeu meu clitöris de leve. Ele se levantou, tirou a cueca , seu mastro estava tão duro que apontava pra cima. Grande, uma veia saltando, isso me deu água na boca. Me ajoelhei, coloquei as mãos no colo, para ele ver que eu estava na posição de submissão. Tomara que ele entenda, que estou dando total liberdade para ele fazer o que quiser comigo. O Cliente se aproximou, não posso perguntar o nome dele, se ele não falou. Tenho que respeitar. Ele se aproximou, e colocou o paü na minha boca, comecei chupando, envolvendo a língua. Sugando quase todo, até onde dava. Nesses anos de Job. Aprendi dar prazer ao um homem, ele jogou a cabeça pra trás füdendo a minha boca. O cliente me puxou pelo braço, me jogou na cama, colocou o preservativo e me penetrou, e começou a bombar, tava tão gostoso que eu só sabia gritar, ele abocanhou meus seïos, enquanto socava aquele paü enorme dentro de mim. Ele saiu de cima, deitou no chão, e eu sentei no mastro dele, Sentei de costas deixando ele ver meu cüzinho, ele começou brincando, e eu Quiquei gostoso. Enquanto eu quicava, rebolava, sentava. Ele füdia meu cü com o polegar, tava tão gostoso que gözei pela segunda vez. E ele gözou junto. Claro no preservativo, mais senti os circuitos do seu paü na minha büceta e foi delicioso. Tomamos banho juntos, e aquilo me pegou de surpresa. Ele foi cuidadoso o tempo todo, sem pressa, sem brutalidade. Cada gesto parecia calculado pra me deixar confortável, como se estivesse mais preocupado comigo do que com qualquer outra coisa. Em vários momentos quase perguntei se ele sempre tratava as garotas assim, se já tinha sido daquele jeito com outras como eu, porque aquilo não era comum. Não pra mim. Não nessa vida. Mas fiquei quieta. Algumas perguntas a gente guarda pra não quebrar o clima. Quando saímos do banheiro, ele ainda estava enrolado na toalha na cintura. Eu me enxuguei devagar, sentindo a pele quente, o corpo leve. Comecei a me vestir sem pressa. Ele não falou nada sobre uma segunda rodada, e eu também não perguntei. Pela primeira vez, não senti aquela obrigação silenciosa de oferecer mais. O silêncio foi quebrado por ele. — Em quinze minutos eu tenho uma reunião, então vou te liberar. Assenti com a cabeça, tranquila. — O cachê da noite eu já paguei pro Tubarão — continuou. — E isso aqui é pra você, pelo que me fez sentir. Eu precisava relaxar. Ele pegou um maço de dinheiro e colocou na minha mão. Não contei. Não precisei. Apenas fechei os dedos e agradeci. — Obrigada. Ele me puxou de repente, me deu um beijo firme, intenso, mas rápido. Depois se afastou, como se colocasse uma linha clara entre aquele momento e o resto da vida dele. Guardei o dinheiro na bolsa, terminei de me arrumar e saí do quarto. No térreo, fui ao mesmo banheiro, troquei de roupa, coloquei minha sandália baixinha. Chamei um Uber e voltei pra casa. No caminho, olhando a cidade pela janela, percebi que estava sorrindo. Feliz de verdade. Não pelo dinheiro. Mas porque, pela primeira vez, um homem me tratou como se eu não fosse descartável.
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