Cap. 5- Momento de calmaria.

1249 Words
Melissa Vasconcelos O dia já amanheceu, e ainda estou aqui na casa do Felipe esperando ele chegar... - Tá, eu sei que poderia ter ido para a minha casa, ou até mesmo voltado a dormir. Mas desde que ele saiu pela porta, estou com um aperto no peito... e não consigo para de pensar nele. E desse jeito vi as horas passando, a noite indo embora e nada dele chegar. - Mel. Sou desperta de meus pensamentos, pela voz dengosa do Nicolas, que acabou de acordar e me olha com um sorriso enorme no rosto. - Bom dia! Meu amorzinho. Falo dando um beijo em seu nariz e fazendo cócegas nele... que solta altas gargalhadas. Enquanto se contorce, tentando se livrar de minhas mãos. - Para. - Para Mel. Nicolas grita pedindo, em meio a sua gargalhada o que me faz rir também... E nesse momento escutamos a porta sendo aberta, e vejo por ela entrando o Felipe, com um olhar preocupado. - Irmão. Nicolas grita assim que vê o Felipe, já pulando do meu colo e indo correndo para os braços do irmão. O que claro, deixou tanto o Felipe, como a mim mesma sem reação. Pois com esses meses todos de convivência, o Nicolas nunca foi de correr para os braços do Felipe. Assim com também nunca foi de chorar, chamando pelo irmão, o que ocorreu ontem. - Ei campeão, está tudo bem? Felipe pergunta, pegando o Nicolas que gruda em seu colo em um abraço apertado... como se tivesse medo de algo. - Achei que tinha exagerado ontem... Ele comenta enquanto ainda com o Nicolas no seu colo tranca a porta, e pela primeira vez o vejo realmente abraçando o Nicolas, tão apertado quanto o pequeno o abraça. - Felipe, está tudo bem? Pergunto enquanto ele se senta ao meu lado, com o Nicolas em seu colo. - Sendo honesto, não. - Não, está nada bem. Ele responde meio vago, mas logo abre um sorriso olhando para o Nicolas, que o encara agora, atento a nossa conversa. - Ei campeão, você não deveria estar dormindo ainda? - Tá muito cedo, para estar acordado. - Aliás, os dois deveriam estar dormindo. Ele fala agora me encarando, com um sorriso lindo em seu rosto, mas por trás desse sorriso, sei que tem algo acontecendo. Pois seu olhos não são capazes de esconder, o que realmente ele esta sentindo. - Na verdade, acabamos de acordar. Minto para ele, que me encara... é claro que eu não vou admitir, que não dormi pensando nele... - É o Nicolas, ele está com cara mesmo de quem acabou de acordar. Ele fala debochando, enquanto Nicolas sai do colo dele, vindo para o meu e me abraçando, dando um beijo em meu rosto. - Minha Mel... Fala de forma possessiva, nos fazendo rir da birra dele, por simplesmente eu e o Felipe estarmos conversando e rindo. - Ei calma... não vou roubar a docinho de você não. Felipe fala piscando o olho para mim, me deixando totalmente atônita, me perguntando o que está acontecendo aqui? E o principal, de onde saiu esse apelido de docinho? - Docinho? Questiono ele, que amplia o sorriso em seus lábios, antes de começar a me responder. - Sim docinho... mel é doce, não é? - Além de que, você é toda meiga, doce e delicada. - Então o apelido, combina com você. Ele fala dando de ombros, enquanto eu escutando tudo isso, só consigo o encarar sem reação. Me perguntando o que deu nesse homem, para agir assim? Então decido quebrar o silêncio. - Certeza que a falta de sono. - Esta atingindo seu cérebro. Brinco arrancando dele uma alta gargalhada.... que me faz rir junto com ele, enquanto se levanta. - Isso é culpa, desse mel todo seu com o Nicolas. - Está me contaminando. Fala puxando o Nícolas do meu colo, e começando a fazer cócegas nele... com toda certeza tentando ao máximo, fingir que estava tudo bem. Estamos ainda no meio de risadas e brincadeiras, quando o celular do Felipe toca. E todo aquele clima descontraído, acaba assim que ele encara a tela do celular. - Melissa, sei que estou abusando da sua ajuda. - Mas será que poderia, ficar com o Nicolas hoje? Ele me pede e vejo o seu olhar tenso, enquanto encara o pequeno, que agora ligou a televisão e está concentrado, procurando algo para assistir. - Preciso me preocupar? Pergunto vendo a inquietação dele, olhando para o Nicolas em seu colo. - Só fiquem em casa, por favor. - Não saiam por nada, e qualquer coisa me ligue. Ele responde... evitando falar o que realmente está acontecendo, o que claro me deixa mais aflita. - Não vamos sair. - Mas não nos deixe, sem noticias. Ele me escuta concordando, enquanto coloca o Nicolas no sofá, indo para o seu quarto, acredito que tomar um banho ou se trocar. - Enquanto eu fico me questionando, o que realmente está acontecendo? ~~~~~~~~~Felipe Ortiz~~~~~~~~~~ Chego em casa exausto, e confesso que me fez bem ver a Melissa e o Nicolas aqui. Por alguns instantes com eles, até cheguei a me esquecer de toda a merda da noite passada... Como se eles fossem meu refúgio. É com toda a certeza, aquele breve momento com eles, foi a calmaria no meio a tempestade. Mas assim que meu celular tocou e vi na tela o nome do Ricardo. A mesma agonia que antes estava, voltou a apertar forte em meu peito. - Sim, eu estou com medo... aliás muito medo. - Não por mim, mas por todos que me cercam. No caminho para casa, vim o tempo todo pensando hora no Nicolas e hora na Melissa. - E sei o quanto minha aproximação com eles agora, os coloca em perigo. Mas tudo só ficou ainda pior, depois da demonstração de desespero do Nicolas por mim. - Sei que se eu me afastar, farei com que ele sofra. - Mas também se eu ficar, posso colocá-los em perigo. E ainda com um grande aperto no peito, e sem saber o certo o que fazer, encerro o meu banho e me visto. O mais rápido que posso, indo para a empresa já que Ricardo, mandou mensagem, dizendo que estavam me aguardando lá. E seja o que tenha acontecido, deve ser urgente. Já que praticamente a menos de uma hora, ainda estávamos todos lá.. Saio do quarto, e paro por alguns segundos, vendo a Mel e o Nicolas, deitados enquanto assistem a um desenho na televisão. - Irmão. Nicolas me chama, vindo em minha direção, quando me vê parado os observando. - Ei campeão. - Vou ter de sair... mas volto logo. Falo o pegando no colo, e o levando de volta para o sofá, diante do olhar da Melissa, que me olha tão concentrada. Que é como se quisesse enxergar através de mim, como se pudesse ver a minha alma. - Se cuidem e não saiam. Peço entregando o Nicolas em seu colo, enquanto ela só acena com a cabeça... antes de dizer algo. - Se cuida também. - E não nos deixe, sem informações. Aceno concordando, enquanto me viro indo em direção a porta. Porém antes de sair, volto minha atenção para ela por uma última vez, e nos encaramos. E posso ver em seus olhos, toda a sua preocupação. Enquanto forço um sorriso, para dizer que tudo está bem... mesmo que por dentro. O aperto em meu peito, me deixa a cada instante mais apreensivo...
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