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Olá a todos, que saudade eu estava de falar com vocês.
Bom acredito que todos já me conhecem, mas vamos lá...
- Me chamo Melissa Vasconcelos.
- Tenho vinte e três anos.
- Porém apesar de ainda ser muito jovem.
- Acreditem eu já passei por muitas coisas nessa vida.
Mas apesar de tanta merda, que já me aconteceu... faço de tudo, para não deixar isso me contagiar.
Prefiro apesar de tantos fatos contra, acreditar que a vida ainda pode ser boa ... e que o amor, pode ser a cura para todos os problemas.
- Tá podem me chamar de iludida.
- Ou de boba
Mas esse é o meio jeito, sempre tendo esperança na vida e nas pessoas.
E foi pensando sobre isso, que comecei a rever toda a minha vida.
E cheguei a conclusão, que a minha vida nesses últimos meses, tem estado um completo caos.
Aliás, pensando bem a palavra caos, parece a definição perfeita da minha vida inteira?
Pois se eu parar para pensar bem na minha vida, sempre estou vivendo em meio ao caos.
É talvez seja isso, a minha vida toda se resume simplesmente nessa palavra, caos...
- É parece ser essa a definição exata, de toda a minha vida.
Penso em voz alta, soltando um suspiro, já cansada de viver desse jeito.
- E como exemplo, que a minha vida se resume ao caos.
- Bom posso já citar de partida, como eu já nasci criando o caos na vida da minha família, com a morte da minha mãe.
- E bom, aqueles que eram para me amar, a partir daí só me odiaram.
Prova que me odiaram... bom mesmo tendo um pai e um irmão.
Fui ainda muito nova mandada para um colégio interno, e nele fui criada, como se não tivesse uma família aqui fora.
Tá não vou ser tão injusta, falando que a minha vida lá era um inferno... não, não era.
Digamos que lá fiz amigos, e tinha os funcionários que gostavam muito de mim, mas claro que nada supria a falta da minha família.
Já meu pai, esse só depositava os valores exigidos para a estadia permanente lá.
Sem parecer nunca realmente se importar comigo.
- Contato com meu pai e irmão durante a minha infância, lembro de ser raro, apenas quando ele era chamado ao colégio por algum motivo.
- Ou quando a diretora, não dava escolha para ele.
- O obrigando a me tirar de lá, nem que fosse por apenas algumas horas.
Mas me lembro bem da última vez que o vi, enquanto ainda era criança....
- Era Natal, eu tinha nove anos, e já fazia três anos que eu não via o meu pai e nem o Gus.
- A diretora do internado, com dó de mim, exigiu que ele buscasse, ao menos para as festas de final de ano.
- A saudade era tanta, que por alguns segundos esqueci que ele abominava sentimentos, e corri para um abraço quando o vi.
Lembro então dele se soltando de mim, com cara de nojo, enquanto ordenava aos seus homens para me levarem de volta para o internato.
- Pois ele não me queria perto dele.
Sai de lá sendo arrastada, pelos seus capangas, e essa é a última lembrança que tenho minha com o meu pai, de quando eu era criança.
Após esse fatídico dia, não o vi mais nem pelos corredores do colégio.
E basicamente essa é toda a minha vida, dentro dos muros daquela instituição de ensino.
Mas assim que completei meus estudos enfim me vi livre e aos dezenove anos, já que fiz cursos técnicos lá no internato.
Aos dezenove anos, enfim pude ser livre... acreditava que poderia ser dona da minha própria vida a partir de então.
- Grande engano meu.
Já que eu saí, dos portões do internato direto para a casa do meu pai.
Que já me recebeu, me informando que a partir daquele dia, passaria a trabalhar para ele.
- Para o reembolsar de todas as despesas que já teve, e que ainda teria comigo.
Mas se acham que isso foi tudo, grande engano, pois as palavras que saíram de sua boca a seguir, essas sim me destruíram....
E é como se ao lembrar-me deles, eu pudesse escutar sua voz falando cada palavra, proferida a mim.
- E mais uma coisa Melissa.
- Jamais volte a me chamar de pai, pois meu único filho é o Gustavo.
- Você é simplesmente uma inútil, que só veio a esse mundo, para matar a minha mulher.
- Então não é, e nunca será parte dessa família.
- Então se contente, com o seu lugar aqui nessa casa.
- Será apenas mais um dos meus muitos empregados.
- E para todos, você assim como a minha Milena está morta.
É como dizem por aí desgraça pouca é brincadeira, não é mesmo?
Mas em resumo, foi assim que então nasceu a Melissa Vasconcelos, governanta da casa dos senhores Ivan e Gustavo Morales.
Tá devem estar se perguntando, porque eu não simplesmente fui embora.... ou me rebelei.
- Bom por um único motivo, além das humilhações diárias, eu era ameaçada e vigiada o tempo todo.
- Bom ele queria mesmo esconder a minha existência do mundo.
- E sendo assim eu era proibida, de falar que eu era a filha dele.
E por um tempo, devido ao medo, até que me submeti a viver, servindo eles como apenas uma emprega.
Nesse tempo, como governanta da casa acabei aprendendo a dirigir e conheci um pouco da cidade.
Porém a minha ânsia por liberdade, me motivava a querer lutar, a fugir deles.
E depois de muito pensar, como poderia conseguir a minha tão sonhada liberdade, a única forma que encontrei para me livrar do senhor Ivan Morales, seria o investigando,
Em minha inocência eu acreditei que se eu conseguisse algo contra ele, eu poderia barganhar, pela minha liberdade.
- Claro que na teoria era o plano perfeito.
- Mas na prática...
- Bom na prática, passei os últimos anos de minha vida em um sanatório.
Fui declarada pelo meu pai e meu irmão como sua testemunha, que eu era louca e perigosa.
E lá se foi mais alguns anos de minha vida trancafiada, só que dessa vez eu tinha tratamento especial, por ser a filha dele
Dessa vez, ele vinha direto me visitar, e assistir de camarote, minhas seções de tratamento de choque.
- Então ao me lembrar do seu nome... eu só me lembro de dor.
Acho que então, a definição que eu conhecia de família era essa, dor e ódio.
Mas no meio de um caos completo, quando depois de muito tentar enfim consegui fugir daquele sanatório.
- Ele apareceu e tudo mudou na minha vida.
- E eis que pela primeira vez, pude mesmo com medo, me sentir protegida.
E desde então, sei que não estou mais sozinha... ao invés disso, no meio do caos ganhei grande família.
Que não só apenas me acolheu, como também me protegeu, me aceitou e me apresentou sentimentos como o amor, a amizade, união e felicidade.
E hoje como um bônus da vida, por tudo que eu já sofri... Descobri meus avós, que nem sabia da existência.
E ganhei também um blinde ainda mais especial da vida.
- O meu pequeno Nicolas.
- Aquele que meu coração, acolheu e aprendeu a amar, como um filho.
Apesar do bipolar, hora príncipe, hora ogro do irmão dele, parecer não gostar muito da nossa aproximação.
E como eu disse antes, caos parece ser a palavra exata para definir a minha vida. Já que depois de tudo que eu vivi e superei.
Hoje posso ser livre, tenho uma família e sou muito amada por todos... então era para eu estar feliz, não é mesmo?
Mas ao invés disso, me pego em meio a um caos de sentimentos que não consigo explicar.
- E o culpado por isso, é o i*****l do Felipe.
- Tá eu sei, que é graças a ele que eu estou viva... segura e que tenho uma família.
- Mas é difícil explicar o que sinto, pois ao mesmo tempo que quero abraçar ele.
- Eu também, quero o matar.
Mas mesmo estando confusa com tudo isso, sei que não posso me afastar dele... quer dizer do Nicolas.
E é pelo Nicolas, que ainda me mantenho por perto, pois Deus que me livre deixar o Nicolas sozinho, para ser criado por esse s*******o do irmão dele....