Começamos a brincar de vira vira e quando fui me dar conta, já tava bem m*l, era óbvio que eu ia ficar m*l muito rápido, afinal, eu nunca tinha feito aquilo antes, mas eu tava adorando a sensação, era como se depois desse tempo todo eu finalmente fosse livre, a gente tava se divertindo horrores, mas eu tava muito bêbada, eu e Maria estávamos dançando, quando meu brinco caiu no chão, me abaixei pra pegar e só pude sentir um cara passando a mão na minha b***a, rapidamente dei um tapa e virei pra trás pra xingar ele de todos os nomes que eu conseguisse, mas a voz travou.
-Tá maluca ô vagabunda? ninguém bate no JC e fica por isso mesmo não, tá pensando que é quem?
-Eu tô pensando que sou quem? você que tá pensando que é quem? ninguém encosta em mim, sem eu deixar.
-Você não ia colocar um vestidinho desse se não quisesse que ninguém te encostasse, tá se fazendo de santinha mas é maior p*****a, agora vem cá, deixa eu tirar essa sua máscara vai.
E começou a me agarrar, eu implorava pra ele parar, mas ninguém fazia nada, parece que todo mundo tinha medo dele ou sei lá, até que, ele chegou, só consegui ver o vulto do DJ subindo as escadas e dando um soco nele.
-Se liga só JC, tu tá dando a maior dor de cabeça aqui na quebrada, não vou ficar te dando mais chances não tá ligado? essa menina aqui tá comigo, e na verdade não quero tu encostando nela e em mais ninguém sem que elas tenham deixado, aqui a gente respeita mulher c*****o!
-Tá de boa chefe, me desculpa aí, não sabia que tava contigo, achei que ela tava me dando condição pô.
-achou errado, agora vaza daqui.
O cara saiu correndo igual o d***o foge da cruz, e todo mundo voltou ao normal como se nada tivesse acontecido.
-Tá tudo bem? você tá bem? ele te machucou?-Perguntou DJ.
-Não, eu tô bem, tá tudo bem, obrigada por ter me defendido, mas eu não tô legal, agora eu só quero ir pra casa.-Respondi.
-Bom, se é aquela menina ali que tá dirigindo, eu não vou deixar você sair com ela pra lugar nenhum.-Ele disse, apontando pra Maria.
E realmente, eu tava r**m, mas a Maria tava muito pior que eu, ela tava descendo na boquinha da garrafa e cantando a música toda errada, nem eu entraria num carro com ela.
-É, parece que ela não tá na sua melhor condição mesmo.-Respondi.
-Vem, vou te deixar em casa.-Disse DJ.
-Não, você tem suas ocupações aqui, não precisa se preocupar, eu chamo um táxi.
-Táxi gatinha? na favela? você só pode tá louca mesmo kkkkkk
-Tá, me desculpa, aceito sua carona então.
Subi na moto e coloquei o capacete, parece que apesar de ser um fora da lei, ele se importava muito com a segurança, tomara que meu pai estivesse dormindo a essa hora, não quero nem imaginar o que aconteceria se ele me visse chegando com um cara em casa, ainda mais com um criminoso.
-Tá entregue princesa, mais uma vez desculpa pelo vacilão lá, tem uns caras que simplesmente não entendem a lei da minha favela.
-Tudo bem, mais uma vez obrigada por me defender também, nem sei o que teria acontecido se não fosse você.
-Que isso, faz parte do meu show kkk, posso te dar meu telefone?
-Olha, acho melhor não, você não ia gostar muito de quem eu sou, então, mais uma vez obrigada pela carona, mas eu preciso ir.
-Olha que eu posso gostar de quem você é, viu? se mudar de ideia, tá aqui.-Ele disse colocando um papelzinho na minha mão.
-Boa noite gatinha.-Ele falou.
-Boa noite.,-Respondi.
Entrei em casa e meu pai já estava dormindo, tinha uma caixa de pizza na cozinha e eu devorei, essa bebedeira toda tinha me deixado com muita fome, terminei de comer e fui direto pro banho, meu cheiro tava uma mistura de maconha com álcool, enquanto eu tomava banho, não consegui parar de pensar no DJ, ou sei lá qual fosse o nome dele, é claro que eu não tinha sido nada em especial pra ele, afinal, um cara que leva o apelido de Don Juan, é por que não deve ter poucas conquistas, mas eu tinha enxergado nele mais do que um criminoso, quer dizer, o cara era bonito, falava bem, ele não se parecia com os caras que meu pai costuma prender, e o rosto dele parecia conhecido, bom, de qualquer jeito já passou, essa aventura de hoje foi boa pra ver que o lugar que eu realmente pertenço é esse aqui, posso estar chateada com o meu pai, mas jamais enfiaria uma faca nas costas dele saindo com um traficante, isso aí já seria um pouco demais, peguei o papel com o número dele e coloquei debaixo do meu travesseiro pra jogar fora amanhã, eu ia jogar fora, é claro.