Era a manhã de um novo dia , esse seria o começo da minha nova vida , ops! Esse seria o começo do fim .
- Não! Você não vai entrar !
- eu quero vê ela ! Eu preciso vê ela ! Marcos , eu há amo .
Ouvir barulho de discussão fora do meu quarto , era a voz do meu pai mas a outra voz não sei de quem é .
- gente ! Vocês estão na frente do quarto dela , da para vocês irem se resolver em outro lugar ?
Ouvir a voz da vovó Elda , eles realmente estavam discutindo .
- vovó! Papai! Com quem estão discutindo ?
Gritei tentando fazer com que eles me ouvissem .
- Olha air ! Vocês fizeram ela ouvir isso , vão para a sala ou outro lugar do hospital e tentem entrar em acordo .
Assim que a vovó Elda falou isso abriu a porta e em passos lentos começou a caminhar em minha direção .
- com quem vocês estavam discutindo ? __ Perguntei em um tom curioso pois precisava muito saber o que estava acontecendo, afinal a voz não era conhecida e eu sentia que meu pai estava nervoso e preocupado pois seu tom de voz mostrava isso
- era só um amigo do seu pai meu amor .
- sei que é mentira a voz que eu ouvir não é de homem e sim de mulher . __ Falei tentando fazer com que a vovó me dissesse quem era.
- calma meu amor , não se estressa .
A vovó falou enquanto acariciava meu cabelo .
- vocês vivem me escondendo as coisas . __ Falei em um tom irritado, me sentia chateada com. Isso.
- não estamos escondendo nada meu amor , logo você saberá quem é .
A mesma falou enquanto pentiava meu cabelo .
- vovó! Porque cortaram meu cabelo ? Ele era longo e agora está acima do meu pescoço . __ Perguntei assim que comecei a tocar no meu cabelo.
- tiveram que cortar para poder te operar meu amor .
Assim que a mesma falou isso ouvirmos batidas na porta , eram batidas leves como se fossem de mão de mulher .
- pode entrar !
Falei enquanto passava a mão em meu cabelo pois não gostava da ideia dele curto .
- eu vou até seu pai meu amor se precisar é só gritar estarei pertinho de você .
- nossa vovó parece até que é um assassino que está vindo me vê .
Assim que falei a vovó deu um beijo em minha bochecha e saiu batendo a porta.
- bom! Quem é você ? Como deve saber eu não posso te vê .
Falei tentando ouvir algum barulho para saber onde o ser estava .
- Oi meu amor !
Ouvir a voz embargada .
- desculpa , mas , eu deveria lembrar de sua voz ?
Quando falei isso sentir seu abraço o qual fui pega de surpresa .
- não meu amor , você não deveria lembrar de minha voz .
A mesma falava enquanto acariciava meu rosto, era um carinho de alguém estranho, não estava nada bem com isso.
- e quem é você? Porque me chama de amor ? __ Perguntei segurando seu braço.
- eu... Eu sou sua Mãe meu amor .
A mesma falou em prantos , sua voz estava quase sumindo pois seus soluços estavam intensos .
- você, você é minha Mãe? Como assim? Porque voltou?
Pergunto um pouco confusa .
- desculpa por tudo minha filha , eu me arrependo tanto ...
- se arrepende de quê? De ter ido embora com outro ? De ter me abandonado ? De ter trocado o papai por outro ? De ter feito o papai sofrer ? De quê realmente você se arrepende ?
Perguntei enquanto lágrimas rolavam em meu rosto, me sentia elétrica por dentro, mas não em um modo bom, me sentia magoada nunca pensava que seria assim.
- meu amor , como sabe de tudo isso ? Como ? Ele te contou não foi?
- está preocupada em saber como foi que fiquei sabendo do meu passado ? Não deveria , ele aconteceu e eu sim! Tenho que saber , mas não foi o papai que contou eu li seu diário , eu sei de tudo .
Falei um pouco estérica , as lágrimas desciam em meu rosto enquanto cada uma das palavras eram ditas .
- filha me perdoe por favor , eu ... Eu era muito nova não sabia o que estava fazendo , eu sinto muito por tudo que tem vivido .
- você sente é? Não deveria, meu pai cuidou muito bem de mim, meu pai me deu tudo que eu poderia ter, ele me deu o mundo dele, ele não me abandonou e sou grata por isso, meu pai sim me ama de verdade e não você.
Nesse momento a mesma tocou em meu abraço foi quando tirei o braço do seu toque .
- Eu te amo minha filha , eu te amo muito .
- não ! Você ama a se mesma, vc me chamava de monstro, vc queria me m***r!
Quando falei isso a mesma me abraçou , tentei sair do seu abraço mas ela não deixou então deixei me levar e chorei ali assim como ela também .
- filha eu te amo , eu te amo muito .
A mesma repetia em meu ouvido , não conseguia falar mais nada só conseguia chorar e chorar , ouvindo também os soluços do papai .
- deixa eu fazer por você o que não fiz até agora minha filha , deixa eu cuidar de você .
- se for para fazer o papai sofrer é melhor você desaparecer .
Falei enxugando minhas lágrimas e então senti seu toque em meu rosto , pela primeira vez estava sentindo o toque da minha mãe , o toque que tanto queria senti desde quando me entendo por gente .
- eu quero cuidar de você meu amor , eu prometo nunca mais te abandonar .
A mesma falou beijando minha bochecha e logo após me abraçando forte .
Aceitar está cega , paralítica e que sua Mãe voltou do nada não é fácil mas , tentei com todas as minhas forças , por meu pai somente por ele .
- Agatha ! Tenho uma ótima notícia .
Ouvir a voz do Juliano o mesmo parecia eufórico enquanto meu pai pentiava meu cabelo e eu simplesmente paralisada naquela maldita cama .
- Qual essa tal boa notícia?
Perguntei desanimada é! Minha vida tinha virado de pernas pro ar , a mamãe não estava mais no hospital disse que teria que ir , então Só estava comigo o papai já que a vovó estava em casa se preparando para voltar como todas as manhãs .
- nossa que desânimo filha ,olha ! Vai ser uma boa notícia como ele falou se anima meu amor .
- Hoje você pode ir para sua casa !
Juliano falou super animado , nesse momento segurei o colar que estava em meu pescoço .
- mas e a sua promessa ? Como vai cumprir se eu estiver em casa ?
Nesse momento sentir o toque do mesmo , ele tocou em minha mão .
- ei! Eu vou cumprir , vou te visitar todos os dias .
- essa é mais uma promessa ?
- sim! É mais uma promessa !
O mesmo falou com um tom de carinho , sorrir para o mesmo , meu objetivo era : mostrar está bem para o papai não ficar preocupado , sorrir para fingir que estou bem .
Não queria fazer nada que deixasse meu pai preocupado comigo , quer dizer , mais do que já está .
- então! podemos te arrumar ?
O Juliano perguntou enquanto caminhava para os pés da minha cama , sorrir e afirmei com a cabeça , as enfermeiras colocaram uma roupa em mim , um vestido o qual parecia ser rodado .
Assim que estava vestida o papai voltou para o quarto , me colocou na cadeira de rodas , é! Não foi nada boa aquela sensação , sem querer deixei lágrimas rolarem em meus olhos .
- você está bem meu amor ?
- estou sim papai !
Falei sorrindo para o mesmo , sentir as mãos dele enchugar minhas lágrimas .
- agora é minha vez !
Juliano falou empurrando a cadeira de rodas , o mesmo saiu correndo empurrando a cadeira e assim arrancando meus primeiros sorrisos sentada naquela maldita cadeira .
- Vejo que a Princesa Agatha sorriu !
O mesmo falou assim que chegamos perto do carro .
- obrigada por tudo que está fazendo por mim .
- eu vou cuidar de você princesa e só vou parar de te enjoar quando eu te vê correr .
O mesmo falou assim que se ajoelhou em minha frente pois o mesmo acariciou minha bochecha direita .
- quando vou te ouvir novamente ?
- se possível hoje assim que eu sair do trabalho .
O mesmo falou enquanto ajudava o papai a me colocar no carro .
- posso contar com sua visita ?
- sim princesa !
O mesmo falou dando um beijo leve em minha mão , sorrir meio de lado e assim ouvir a porta do carro fechar .