71- CORINGA

917 Words

CAPÍTULO 71 CORINGA NARRANDO Ela desabou no meu peito. Ofegante. Suada. Perfeita. Ficamos ali por um tempo, eu passando a mão nas costas dela, sentindo a respiração dela voltando devagar. O corpo dela ainda tremia de leve, os dedos dela passeavam no meu peito. — Tô suada — ela murmurou. — Tô também. — Preciso de um banho. — Então vamos. Ela levantou a cabeça, me olhou. — Vamos? — Vamos. Levantei da cama com ela no colo. Ela riu, se agarrando no meu pescoço. — Coringa! — Cala a boca. Levei ela até o banheiro. A banheira era grande, branca, de canto. Abri a torneira, a água começou a cair, quente, o vapor subindo devagar. Ela ficou me olhando enquanto eu ajeitava a temperatura. — Tu gosta de preparar tudo, né? — ela perguntou. — Gosto de cuidar de você. Ela ficou em silêncio

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